Cabeçalho modalidadesJá se joga em Indian Wells! Esta é a forma tenisticamente popular de dizer que já se iniciou o BNP Paribas Open, um dos mais relevantes torneios Masters 1000 da atualidade. No piso rápido de Indian Wells, estarão quase todos os tenistas mais cotados do mundo e prometem-se muitas “desforras” dos encontros protagonizados no Australian Open.

No setor feminino, mesmo antes do início do torneio, existia já uma certeza: Serena Williams tem uma lesão no joelho que a impede de treinar e, tendo desistido dos torneios que terão lugar em Indian Wells e em Miami, irá ceder o lugar cimeiro do ranking WTA a Angelique Kerber. A tenista alemã defende apenas a primeira ronda do ano passado no BNP Paribas Open e, como tal, sairá do deserto californiano como número um mundial. Porém, tal não significa que Kerber, que tem apresentado uma inconsistência significativa no seu jogo, seja vista como a principal favorita a vencer o torneio. Como tal, os olhos deverão estar colocados noutras tenistas de topo, como Karolina Pliskova, ou em atletas que se encontram a atravessar momentos de forma notáveis, como CoCo Vandeweghe.

Fonte: Angelique Kerber
Fonte: Angelique Kerber

Já o torneio masculino carateriza-se pelo facto de ter, muito provavelmente, a secção de quadro mais forte da história dos torneios Masters 1000. Assim, nessa mesma secção encontram-se nomes como os dos Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Juan Martín del Potro, Nick Kyrgios ou Alexander Zverev. É nesse mesmo quarto do quadro masculino que, nos oitavos de final, existe a possibilidade de reedição da final do Australian Open, com um sempre muito aguardado encontro entre Roger Federer e Rafael Nadal. A sorte acabou por sorrir a Andy Murray e Stan Wawrinka que, por ficarem na parte superior do quadro, têm apenas em Jo-Wilfried Tsonga e Dominic Thiem as principais ameaças à chegada à meia-final da competição. Assim, Andy Murray parece tratar-se do principal favorito à vitória do BNP Paribas Open, pese embora a importância de considerar a influência que poderá ter o elã alcançado por qualquer tenista da segunda metade do quadro que consiga chegar a uma fase avançada do torneio.

Fonte: Página do Facebook de Andy Murray
Fonte: Andy Murray

No caso dos tenistas portugueses, João Sousa, a atravessar um sensacional momento de forma, venceu em três sets o talentoso argentino Diego Schwartzman (4-6, 6-3 e 6-4), carimbando a passagem para a segunda ronda do torneio na qual irá defrontar Mischa Zverev, número 33 do ranking ATP. Apesar de o tenista alemão estar a atravessar um bom momento, João Sousa parece ter argumentos para contrariar o tradicional (e, porque não dizer, algo datado) jogo de serviço-volley de Zverev. As maiores dificuldades parecem surgir depois, com a probabilidade de João Sousa ter que defrontar (uma vez mais) Dominic Thiem, tenista que o português apenas derrotou por uma vez em sete encontros disputados.

Fonte: João Sousa
Fonte: João Sousa

Já a Gastão Elias calhou a fava de ficar na “secção da morte” do quadro masculino. Sendo até possível, embora não provável, que Gastão consiga vencer o sul-africano Kyle Edmund, o português parece não ter hipóteses substanciais de ir além da segunda ronda do torneio na qual, caso a consiga alcançar, irá ter pela frente Novak Djokovic. Apesar de o sérvio estar a realizar um dos piores inícios de temporada da sua carreira, os seus argumentos tenísticos são mais do que suficientes para levar de vencida um Gastão Elias que só no último mês já perdeu mais de 20 posições no ranking ATP.

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Os dados estão lançados e, em Indian Wells, é esperado algo como um torneio do Grand Slam em formato de Masters 1000. Tanto no setor masculino como no feminino, o início de temporada tem sido algo vacilante para os tenistas mais cotados, pelo que nos próximos dias se poderão aguardar muitas notícias surpreendentes provindas da Califórnia. Têm a bola os artistas!

Foto de capa: BNP Paribas Open

Artigo revisto por: Francisca Carvalho