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O Indian Wells é, habitualmente, considerado o torneio Masters 1000 mais relevante do calendário anual do Ténis. É, por isso, muitas vezes apelidado de “quinto torneio do Grand Slam”. Ora, no contexto desta maior preponderância, é incomum vermos um Quadro Principal desfalcado das principais figuras do Ténis mundial dos últimos anos, Djokovic, Nadal e Federer, mas é algo a que nos vamos ter de habituar num futuro que parece cada vez mais próximo.
Sem a presença destes habitués, os quatro principais cabeças de série foram Daniil Medvedev, Stefanos Tsitsipas, Alexander Zverev e Andrey Rublev.
Who saw that coming? 😳@GrigorDimitrov comes from a double break down to win five games in a row & level this match with Medvedev.
Medvedev 6-4, 4-6 Dimitrov. #BNPPO21 pic.twitter.com/n0GeGqfoA1
— ATP Tour (@atptour) October 13, 2021
O primeiro foi eliminado por Grigor Dimitrov que, e apesar de parecer ter pouco sentido dizer isto de um jogador que já anda por estas bandas há muito tempo, e que já teve muitos resultados melhores do que o desta semana, para mim foi a surpresa do torneio. O búlgaro mostrou-se, uma vez mais na sua carreira, a um nível muito alto. Frente a Medvedev, conseguiu a proeza de recuperar de uma desvantagem de 4-6 1-4 para vencer o encontro de forma assinalável, exibição essa que abrilhantou ainda mais a prestação de Dimitrov.
Zverev foi eliminado por Taylor Fritz que, a jogar em casa, acabou por ser o tenista americano com a melhor prestação, alcançando a meia-final pela primeira vez na sua carreira num torneio deste nível. Para alcançar este resultado, o americano surpreendeu os italianos Matteo Berrettini e Jannik Sinner, ambos por 6-4 6-3.
A new ATP Masters 1000 champion will be crowned in the desert 🏆
Will it be @cam_norrie or @nikolozbasilash? #BNPPO21 pic.twitter.com/hinKLoEnFW
— ATP Tour (@atptour) October 17, 2021
No que diz respeito ao percurso dos jogadores que chegaram à final, o maior destaque vai para o momento de superação de Basilashvili frente a Ramos-Viñolas, na terceira ronda. O tenista espanhol estava a servir para fechar o encontro no segundo set, mas o georgiano mudou completamente o rumo dos acontecimentos e venceu os segundo e terceiro sets da partida, para passar aos oitavos-de-final. Este foi um fator chave para o percurso de Basilashvili e que o fez encarar esta semana de uma forma especial. Indian Wells
O outro finalista foi Cameron Norrie, que com a chegada à final já tinha garantido que se tornaria o número 1 britânico. Norrie fez um bom torneio, mas, até às meias-finais, foram muitos os momentos de sobressalto, já que, para lá chegar, foi obrigado a jogar três sets nas três primeiras partidas, frente a Sandgren, Bautista Agut e Tommy Paul. A partir daí, as coisas tomaram um rumo diferente e o britânico eliminou Schwartzman, nos quartos, e Dimitrov, na meia-final, de forma exemplar em duas partidas.
FINAL
Three games away 💪#BNPPO21 pic.twitter.com/3aYl4JhL0Q
— BNP Paribas Open (@BNPPARIBASOPEN) October 18, 2021
Na final, encontravam-se, assim, dois jogadores que, muito provavelmente, no início do torneio não imaginariam estar a competir pelo título no derradeiro encontro da prova. Indian Wells
Num encontro entre dois tenistas com diferentes mãos dominantes, como era o caso desta final, é fundamental para cada um deles liderar os pontos para, durante mais tempo, estarem a usar a pancada com a qual se sentem mais à vontade. Durante o primeiro set, foi Basilashvili quem assumiu as despesas do encontro e quem tentou sempre ser mais agressivo e mandão, e foi isso que lhe permitiu vencer o primeiro set desta final por 6-3. Ainda que o segundo parcial tenha começado com a mesma toada, Norrie foi crescendo no encontro e, à boleia de um maior número de erros não forçados por parte de Basilashvili, conseguiu crescer o suficiente para vencer a segunda partida.
No terceiro e decisivo parcial, notou-se um claro declínio de performance por parte do georgiano, que também pareceu bastante desgastado de uma semana bem mais longa do que o habitual e isso não o ajudou nada. Em trocas de bolas mais demoradas, vimos que Basilashvili ia perdendo o discernimento a cada pancada, acumulando muitos erros nessa fase do encontro. Cavalgando nesta situação, Norrie foi ganhando muita confiança e acabou mesmo por conseguir concluir o encontro, vencendo o seu segundo título da temporada e da carreira e, talvez o mais impressionante, conseguiu tornar-se o primeiro britânico de sempre a vencer o torneio de Indian Wells.
Another step in the right direction ✌️
Bravo, @andy_murray #BNPPO21 pic.twitter.com/mjgMaw6dhE
— Tennis TV (@TennisTV) October 13, 2021
Para além desta final, há outros pequenos destaques importantes de se fazer. Um deles é o nível que Andy Murray apresentou. O escocês teve de enfrentar Mannarino, Alcaraz e, por fim, Zverev, que foi o único que lhe impôs a derrota que o afastou do torneio, mas nem aí, frente ao quarto cabeça de série, Murray se deixou ir abaixo e nunca parou de lutar por outro resultado. Foram muito bons os sinais que o britânico nos deixou. Indian Wells
O outro destaque a fazer é o número de jogadores do TOP-20 que melhorou o seu melhor ranking de sempre. Foram quatro. Casper Ruud (#9), Hubert Hurkacz (#10), Cameron Norrie (#15) e Christian Garín (#17).
Foto de Capa: ATP Tour
Indian WellsA
Artigo revisto por Joana Mendes









