Em vésperas de se iniciar o quadro principal do Madrid Open, todas as atenções do ténis mundial (exceto as dos portugueses, ainda focados no Estoril Open) estão centradas na capital espanhola. As expetativas são muitas mas, por outro lado, um torneio sem Federer, Murray e Serena Williams é sempre um torneio mais pobre.

Começando pelo torneio feminino, ainda que não seja a primeira cabeça de série a principal favorita parece ser Garbiñe Muguruza. A espanhola joga em casa, tem um histórico muito positivo de resultados em terra batida e, estando na sua melhor forma, la furia española sente-se em cada pancada na bola. Na ausência de supertenistas como Serena Williams, e numa superfície na qual Angelique Kerber está longe de ser especialista, importa não esquecer que Simona Halep, Victoria Azarenka e Jelena Ostapenko, atual campeã de Roland-Garros, poderão também ter uma palavra a dizer!

A agressividade do jogo de Muguruza pode fazer mossa em terra batida
Fonte: Madrid Open

Já na vertente masculina há um superfavorito e um conjunto de outros atletas que pairam em seu redor. A referência, obviamente, é ao atual número um do mundo e especialista em terra batida, Rafael Nadal. A diferença entre o maiorquino e toda a restante concorrência a jogar em pó de tijolo é abismal e, assim sendo, apenas um problema físico parece poder impedir Nadal de vencer “em casa”. Listar os principais opositores, num momento em que no circuito ATP têm aparecido tantos jovens com grande potencial, não é tarefa fácil; porém, os principais adversários do campeoníssimo espanhol parecem ser dois outros especialistas em terra batida: Dominic Thiem e Pablo Carreño-Busta.

Os dados estão lançados e a expetativa é mais do que muita ver Nadal vencer, pela sexta vez, o Madrid Open. Tal pode até não acontecer, mas o espanhol parece imparável em pó de tijolo e, muito provavelmente, encontra-se já em preparação para mais uma conquista do Roland-Garros. Numa superfície dominada, tradicionalmente, por nuestros hermanos, apenas um super-Federer parecia potencialmente capaz de travar Nadal mas, na sua ausência, rendamo-nos às evidências: não há, na história do ténis, jogador tão extraordinário a jogar em terra batida.

Foto de Capa: Madrid Open

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Artigo revisto por: Rita Asseiceiro