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Rafael Nadal está a participar no Rio Open, um torneio do circuito ATP de segunda categoria (ATP500), que se disputa no Rio de Janeiro. Em boa hora os promotores do evento juntaram o ténis ao maior evento do Brasil, o Carnaval. Rafael Nadal não se fez rogado.

O campeonissímo espanhol não teve problemas em enfrentar uma noite chuvosa e desfilou ao lado de David Ferrer e de Gustavo Kuerten mostrando que os eventos desportivos são também eles um excelente veículo de promoção turística. Infelizmente, a assessoria do evento não parece ter dado grande destaque a esta participação.

Sempre fui um grande adepto de jornadas de promoção do ténis junto daqueles que não acompanham regularmente a modalidade, porque só dessa forma é possível “angariar” mais adeptos. Dessa forma olho para estas jornadas de promoção com particular atenção porque considero que noites como as de Nadal no Sambódromo valem por inúmeros jogos disputados pelo espanhol no que toca a mostrar aquilo que é o ténis.

Se é dentro dos courts que se mostra o que é o ténis, é no entanto fora deles que se “agarram” mais pessoas à modalidade, mostrando que as nossas estrelas são bem mais acessíveis do que os futebolistas e mostrando o ambiente dos torneios em todo o mundo.

Neste caso especifico, o Rio Open tem ainda a vantagem de contar com dois dos jogadores mais humildes do circuito, neste caso, Nadal e Ferrer, que são em bom português “uns castiços”, dispostos a participar na maioria das iniciativas que os torneios levam a cabo fora dos courts.

A prova disso é que a dupla espanhola, a par de Gustavo Kuerten, não teve problemas com a chuva, sabendo que um ou dois dias depois teria de se apresentar ao mais alto nível em campo, e passou horas a desfilar no Sambódromo, integrando a 100% a festa dos brasileiros. Nadal cantava e dançava (na medida do possível), e no final da noite disse ainda que só tem a agradecer por “poder ter experiências como esta”.

Já David Ferrer, disse que dançou “mais nesta noite do que em toda a vida”, provando que o facto de ser muita das vezes visto como o “patinho feio” da armada espanhola é uma imagem totalmente errada de um jogador trabalhador e consistente que não sai do top 10 desde Outubro de 2010.

Infelizmente a organização do Rio Open não valorizou da melhor forma esta acção dos tenistas, não havendo referências a tal no site oficial do evento. Boa memória se faça do Estoril Open de João Lagos que anualmente promovia duas ou três iniciativas divulgando-as da melhor forma que conseguia, de onde se destaca o passeio no mítico eléctrico 28 que Roger Federer deu numa das suas passagens por Lisboa.

Já agora, tanto Nadal como Ferrer venceram os seus jogos após a participação no Carnaval do Rio de Janeiro.

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