O 24.º de Novak Djokovic

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O quinto torneio Masters 1000 da temporada teve um desfecho algo previsível, com o número 1 mundial Novak Djokovic a ganhar o seu 24.º título desta categoria e 4.º em Roma (2008, 2011, 2014 e agora 2015), vencendo na final o número 2 mundial Roger Federer.

No seu primeiro encontro, Djokovic sentiu algumas dificuldades contra Almagro; o 6-1 do primeiro set fazia prever um encontro fácil, mas Almagro jogou (e serviu) perto do seu melhor nível no segundo set e venceu o tie-break para forçar uma terceira partida, em que um mau jogo de serviço de Almagro foi o suficiente para decidir o encontro. Apesar do equilíbrio, em nenhum momento pareceu que Almagro pudesse mesmo ganhar o encontro, devido à sua fraca resposta ao serviço e especialmente à sua já conhecida fraqueza mental nos pontos importantes contra os jogadores de topo. De todas as formas, foi quiçá a melhor exibição do Espanhol desde que regressou da sua lesão.

Nos oitavos de final, Djokovic teve outro encontro difícil contra outro especialista de terra batida conhecido pela sua fragilidade mental em momentos importantes: Bellucci. O esquerdino, cujo estilo tem algumas semelhanças com o de Nadal, ganhou o primeiro set 7-5, servindo muito bem e sendo muito assertivo com a sua direita carregada de topspin. Não conseguiu porém manter o nível no segundo set, e no terceiro claudicou nos momentos decisivos como é seu apanágio. Apesar de duas rondas iniciais difíceis contra adversários perigosos, Djokovic chegou novamente aos quartos de final.

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Djokovic continua a somar títulos na carreira
Fonte: Yann Caradec

Nos quartos enfrentou quiçá o seu maior teste do torneio, numa reedição das meias finais do US Open do ano passado contra Kei Nishikori. Os dois primeiros sets foram muito equilibrados, com o desenlace a parecer depender capacidade do Japonês de controlar os seus ataques e evitar cometer erros não forçados. No terceiro set, porém, Nishikori claudicou física e mentalmente – os dois aspectos que o separam dos jogadores de topo – e Djokovic – ao contrário de Nishikori, conhecido pela sua incrível força física e mental – com a sua habitual consistência do fundo de campo carimbou o seu passaporte para as meias finais.

Nas meias-finais, Djokovic teve o encontro mais fácil do torneio, ao defrontar Ferrer – jogador com estilo idêntico ao do sérvio mas inferior em todos os aspectos do jogo. O Espanhol beneficiou da desistência de Andy Murray – cansado após ganhar em Munique e Madrid em semanas consecutivas – para chegar sequer às meias-finais, onde nunca ofereceu qualquer réplica a Djokovic.

Na final, Djokovic defrontou Federer pela 39ª vez na sua carreira, com os dois jogadores à procura do seu 24º título Masters 1000. O Suíço surpreendeu muitos ao bater com grande facilidade Berdych e Wawrinka para chegar à final, quando se pensava que os seus dias de candidato a grandes títulos em terra batida poderiam estar contados. Na final, porém, apesar dum início forte, não conseguiu parar Djokovic, que assim ganhou o seu quarto Masters 1000 da temporado em 4 jogados (não jogou Madrid), com o período de 20 minutos em que o Sérvio quebrou Federer para ganhar o primeiro set e quebrou-o de entrada no segundo set a revelar-se decisivo.

Destaques:

-Pela primeira vez na sua carreira, Nadal chega a Roland Garros sem ter conquistado qualquer título Masters 1000 em terra batida. Desta vez foi Wawrinka, que nunca lhe havia tirado um set em terra batida, a vencer Nadal por 7-6 6-2, isto apesar de o Espanhol ter tido 4 set points no primeiro set;

-Federer atingiu a final de um grande torneio de terra batida (Masters ou Roland Garros) pelo 14º ano consecutivo, um recorde;

-Apesar da sua derrota nos quartos de final, Berdych atingiu o ranking mais alto da sua carreira (#4) e será o quarto cabeça-de-série em Roland Garros.

Foto de Capa: Christian Mesiano

Manuel Traquete
Manuel Traquetehttp://www.bolanarede.pt
O Manuel é um apaixonado pelo desporto, mas especialmente futebol e ténis. Desde criança que segue ambas as modalidades de forma religiosa.                                                                                                                                                 O Manuel não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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