Cabeçalho modalidadesRoger Federer e Rafael Nadal são, sem qualquer dúvida, duas das maiores figuras da história do ténis. O século XXI está recheado de duelos entre ambos, todos eles inesquecíveis para os amantes da modalidade, mas há um encontro que se destaca dos demais. Depois de, em 2007, num encontro igualmente extraordinário, Roger Federer ter derrotado Rafael Nadal, na final de Wimbledon em cinco sets, foi em 2008, no mesmo palco, que a emoção do ténis foi levada a um máximo histórico.

Seis de julho de 2008: Federer dominava Wimbledon, com cinco conquistas consecutivas do torneio nos anos anteriores, e a rivalidade com Nadal era já uma realidade no circuito ATP. O encontro, que deveria iniciar-se às 14h, foi adiado por 35 minutos devido à chuva que se fazia sentir em Londres. Os dois primeiros sets foram dominados por Rafael Nadal, que os venceu por 6-4 e 6-4, parecendo deixar Federer praticamente arredado da possibilidade de conquistar o torneio de Wimbledon pelo sexto ano consecutivo. Porém, uma nova paragem devido à chuva, no terceiro set, mudou o rumo dos acontecimentos.

Depois de 1h20m de interrupção do encontro, Federer regressou revitalizado e venceu os dois sets seguintes por 7-6 e 7-6 (tendo salvo dois championship points no tiebreak do quarto set). Quando ninguém acreditaria que a final “Fedal” de 2007 pudesse ser superada, eis que dois dos maiores predestinados da história do ténis provariam ao mundo, uma vez mais, que, para eles, os limites não são mais do que barreiras a ultrapassar. Eram já 19h53m quando o encontro foi novamente interrompido devido às condições meteorológicas. Depois de 30 minutos no balneário, era tempo de definir quem sairia de Londres com o troféu em mãos.

Nadal não conseguiu disfarçar a sua euforia após a vitória na “maratona” disputada frente a Federer  Fonte: Pinterest
Nadal não conseguiu disfarçar a sua euforia após a vitória na “maratona” disputada frente a Federer
Fonte: Pinterest

O quinto set foi disputado já com a noite a cair sobre a capital inglesa. Federer lutou, lutou muito, e esteve a apenas dois pontos de conquistar o torneio de Wimbledon pelo sexta ano consecutivo. Porém, Nadal trouxe ao de cima “la furia” espanhola e acabou por vencer o último set por 9-7. O encontro terminou às 21h16m e, mais tarde, Federer viria a queixar-se das condições de jogo no último e decisivo set, chegando mesmo a afirmar que não conseguia sequer ver claramente o seu opositor.

Na final mais longa de singulares em Wimbledon, em termos de tempo jogado, Federer conseguiu um impressionante total de 89 winners e, ainda assim, saiu derrotado. Nadal teve menos erros não forçados (27) e, acima de tudo, uma maior percentagem de break points convertidos (30%). Foi com estes números que o espanhol conseguiu derrubar Federer, numa casa em que este parecia praticamente imbatível e, assim, apimentar ainda mais uma das maiores rivalidades da história do ténis. No encontro que foi, nas palavras de John McEnroe, o melhor ao qual este alguma vez assistiu, as imagens dispensam comentários adicionais.

Anúncio Publicitário

Foto de Capa: Flickr

Artigo revisto por: Francisca Carvalho