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O falhanço da Taça Davis

Miguel Dias · 2 min

O falhanço da Taça Davis

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Nuno Marques e a selecção portuguesa partiam com as expectativas elevadas para este encontro da Taça Davis. A subida ao Grupo Mundial era o objectivo principal; ainda para mais, com toda a polémica que envolveu a mudança de treinador principal da selecção, após uma década.

O objectivo falhou. A equipa nacional perdeu frente à Eslovénia por 3-2, com uma selecção que não conseguiu fazer face a uma acessível Eslovénia e que acabou assim fora da competição. João Sousa e Gastão Elias foram as duas apostas de Nuno Marques – embora ambos, cada um a seu tempo e à sua maneira, tivessem acabado por falhar.

Na verdade, a equipa portuguesa conta apenas com a segurança e a boa forma de João Sousa. Nenhum dos outros tenistas garante segurança mínima nas partidas. No fim é fácil reclamar e falar; no entanto, não sei se não teria sido melhor escolha colocar Rui Machado ao lado de Sousa no encontro de pares.

Rui Machado é um tenista experiente que a pouco e pouco está a regressar ao circuito, depois de mais uma lesão, mas é importante integrar a forma de um jogador no contexto Taça Davis. Já aqui o disse como exemplo: Nalbandian é um tenista que estivesse como estivesse era sempre muito forte em encontros da Taça Davis, assim como Radek Stepanek, na República Checa, por exemplo.

Portugal na Taça Davis - 2014 Fonte: Facebook João Sousa
Portugal na Taça Davis – 2014
Fonte: Facebook João Sousa

Existem jogadores que em ambientes de selecção e de disputa por equipas acabam por se conseguir galvanizar, conseguindo assim subir o rendimento, melhorar a sua prestação e jogar como que dentro de uma bolha que os torna praticamente invencíveis. Machado está longe de ser invencível. Mas pelo seu espírito de sacrifício, pela sua experiência e pela sua capacidade explosiva dentro de campo, poderia ser uma mais-valia num encontro de pares em que a seu lado teria um tenista seguro e confiante, como se encontrou agora João Sousa.

Nuno Marques precisava desta vitória mais do que tudo. Era a única forma de encerrar todas as polémicas e de justificar no imediato a sua contratação. Não a conseguiu e terá de trabalhar mais um ano para voltar a poder disputar essa oportunidade. Agora resta a Portugal lutar para se manter no Grupo I, num encontro que deverá decorrer mais perto do final do ano, frente à selecção de Israel.

Entretanto, na Fed Cup, a Taça Davis feminina, Portugal entrou a vencer por 2-1, com vitórias de Maria João Koehler e Michelle Larcher de Brito a selarem o primeiro resultado positivo para a equipa.

É também de destacar o regresso de Frederico Gil ao circuito, no Future de Vale do Lobo, com uma vitória. O português entrou notoriamente nervoso, mas a pouco e pouco foi-se soltando. Esperemos voltar a ter um Frederico Gil ao mais alto nível, e esperemos voltar a vê-lo novamente no Portugal Open (seria bom por dois motivos…).

Miguel Dias

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