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O título que falta a Federer

Miguel Dias · 2 min

O título que falta a Federer

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cab ténis

Eu sei. Eu sei que tecnicamente faltam muito mais títulos a Roger Federer do que aquele que será o protagonista nas linhas em baixo, mas hoje o destaque vai a 100% para a Taça Davis, que o suíço vai tentar ganhar entre os dias 21 e 23 de Novembro em França.

A selecção suíça viu-se este ano reforçada com a melhor arma que poderia receber, e que responde pelo nome de Roger Federer. O suíço “meteu na cabeça” que queria conquistar a Taça Davis e pegou de estaca na competição, vencendo todos os jogos que disputou este ano e valendo assim a conquista de muitas eliminatórias, tendo em conta que em duas jogou duas vezes.

Há quem critique a atitude do suíço por muitas das vezes se mostrar indisponível para representar a selecção. Entendo esse ponto de vista, mas o que acho que digno de destaque é que o suíço, que aos 33 anos e com 17 títulos do Grand Slam no bolso quis vencer este título, chegou, viu e está perto de vencer.

A vitória até pode nem se consumar nos próximos dias 21, 22 e 23 de Novembro. Do outro lado está uma França com Tsongas, Gasquets e Monfils, mas a determinação do suíço em pegar na selecção e conduzi-la ao jogo do título é impressionante.

Veja-se Rafael Nadal. O espanhol também teve os seus momentos de glória na Taça Davis e desde há três anos para cá que relegou essa competição. Em termos de calendário é um evento que não é fácil de gerir, e é assim entendível que os tenistas de topo, depois de garantirem este troféu no currículo, acabem por relegar a competição para segundo plano. Nadal começou por aqui, Federer escolheu terminar por aqui.

Isto leva-nos a um outro tema, que é o da importância da Taça Davis no panorama do ténis mundial. Já aqui escrevi sobre a importância desta competição, mas mais uma vez volto ao tema. Se a Taça Davis tem vindo a perder valor ao longo dos anos numa óptica mais global, a verdade é que os grandes tenistas não querem deixar a modalidade sem deixarem a sua marca na competição por equipas do ténis mundial.

Recorde-se Henri Leconte, um dos mais geniais tenistas mundiais, que ficará eternamente conhecido na história por ter sido um dos mosqueteiros franceses na conquista da Taça Davis. Não há competição como esta para unir os fãs de ténis de um país. A mística que vem das bancadas seja no grupo mundial, seja no grupo III, é inigualável.

Para concluir, a Roger Federer faltam dois grandes títulos: a Taça Davis e a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos (em singulares), mas o tenista suíço ainda vai até 2016, por isso…

Foto de capa: Flickr (sacks08)

Miguel Dias

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