Disputada a final, este domingo, do torneio ATP 250 de Antuérpia, na Bélgica, destacou-se o glorioso triunfo do tenista escocês Andy Murray, que, assim, regressa oficialmente às vitórias e consegue o primeiro título de 2019.

Assim, Murray bateu o seu adversário, Stanislas Wawrinka, – número 18 do ranking – reforçando para 12 o número de vitórias frente-a-frente ao tenista suíço.

Naquela que seria uma final interessante, com dois tenistas de alto nível, Stan Wawrinka apresentou-se bastante sólido no primeiro set, dando margem para erro a Murray, e ganhando o set por 6-3.

Nos dois sets seguintes, Wawrinka continuou com o seu jogo forte, porém, o ex-número um mundial mostrou-se com mais vontade de ganhar o título, e, a partir daqui, acabou por criar dificuldades para o tenista suíço, triunfando com parciais de 6-4 e 6-4.

Se as estatísticas contam, então podemos dizer que o helvético teve, em todo o encontro, mais hipóteses de vencer. E seria o mais esperado, tendo em conta a forma física e as circunstâncias. No entanto, nem sempre as estatísticas vencem, e o britânico foi mais eficaz, levando – e muito bem – a melhor sobre o encontro.

Andy Murray e Stan Wawrinka, respetivamente, na disputa da final do European Open, na Bélgica
Fonte: ATP Tour

Há cerca de três, quatro anos, veríamos estes dois tenistas a lutar pelos primeiros lugares do ranking e pelos torneios de topo – Grand Slams, essencialmente. Este domingo, tivemos oportunidade de ver uma final com dois pesados do ténis, com Andy Murray a vencer um ATP 250, sendo o 243.º classificado no ranking geral.

Com a lesão que afastou Murray dos maiores palcos da “bola amarela” em 2017, desenhou-se uma significante quebra no que seria um dos melhores jogadores da história do Ténis.

Andy Murray tem vindo a mostrar, este ano, que voltou mais forte, desde a sua infeliz lesão em 2017
Fonte: ATP Tour

No entanto, este ano, e principalmente neste torneio, provou que ainda está apto e capaz de gritar mais alto, no que toca a fazer jogos com um bom nível de ténis, que poderão, por fim, voltar a dar-lhe títulos, como antigamente.

Contudo, quando vimos o tenista escocês a tornar-se o número um mundial em 2016, não imaginávamos que teria este difícil recomeço nesta época.

Porém, tendo em conta as circunstâncias passadas, Andy Murray demonstrou a coragem de (re)começar, e esta vitória dita um incrível regresso da parte do tenista de 32 anos. Esperemos que assim continue.

Foto de Capa: ATP Tour

Artigo revisto por Joana Mendes

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