Cabeçalho modalidadesÉ já dentro de pouco mais de dois meses que terá início a edição de 2017 do Estoril Open. O torneio, integrante do ATP 250 Series, tem um prémio monetário na ordem dos 450.000 dólares e, após as incertezas de 2015, começa agora a crescer novamente e a levar ao Estoril nomes mais sonantes do panorama tenístico internacional.

Relativamente à edição de 2017, as informações são ainda escassas, mas por enquanto sabe-se que o cartaz contará com dois nomes relevantes mas, de certa forma, expectáveis: João Sousa (39º do ranking ATP) e Pablo Carreño Busta (24º do mesmo ranking). Relativamente a João Sousa, a jogar em casa e na sua superfície favorita, as expetativas são elevadas; poder-se-ia mesmo dizer que, para qualquer aficionado de ténis em Portugal, seria uma oportunidade única ver um tenista português vencer um torneio ATP no seu país.

Porém, para tal, João Sousa terá que trabalhar arduamente a vertente emocional que, nos últimos anos, tem levado o português a apresentar resultados que desapontam, no torneio (eliminado na 1ª ronda, em 2015, por Rui Machado, e eliminado na 2ª ronda, em 2016, por Nicolás Almagro). Já Carreño Busta, finalista vencido na edição de 2016, apesar de se tratar de um jogador extremamente consistente (sobretudo em terra batida) e de ter uma pancada de esquerda a duas mãos muito interessante, tende a não ser um tenista muito acarinhado pelos aficionados de ténis, talvez por não apresentar uma verdadeira arma no seu jogo. Contudo, na mente dos portugueses, estará certamente a titânica final do ano passado disputada frente a Nico Almagro.

Fonte: Pablo Carreño-Busta
Fonte: Pablo Carreño-Busta

Apesar dos dois nomes referidos, a grande atração da edição 2017 do Estoril Open parece mesmo ser a Torre de Tandil, Juan Martín del Potro. O tenista argentino, fustigado por diversas lesões, tem um ranking que em nada espelha a sua qualidade tenística (atual 42º ATP) e, acima de tudo, uma atitude em court e uma história de superação que arrastam multidões. Delpo é detentor de um excelente serviço e de uma pancada de direita portentosa, capaz de colocar dificuldades a qualquer um dos melhores tenistas do mundo. Vencedor de um US Open (2009), semifinalista em Roland-Garros (2009) e em Wimbledon (2013), e medalhado de prata nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, Juan Martín del Potro promete levar ténis ao mais elevado nível ao Estoril e arrastar consigo uma verdadeira legião de fãs.

Fonte: Juan Martín del Potro
Fonte: Juan Martín del Potro

Ultimam-se os preparativos no Clube de Ténis do Estoril e ganha forma um cartaz que se espera poder ser o melhor de sempre. Após a perda do torneio na vertente feminina e as incertezas que rondaram a sua realização em 2015, o Estoril Open parece reerguer-se de forma consistente e, em 2017, trará novamente a Portugal a oportunidade de se assistir ao vivo a alguns dos melhores tenistas da atualidade. Resta agora aguardar que, tal como ocorreu com Jo-Wilfried Tsonga no ano passado, não se verifiquem desistências de vulto e que os tenistas mais cotados não abordem o torneio, tal como Feliciano López o fez em 2015, de forma algo displicente.

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Foto de capa: Estoril Open

Artigo revisto por: Francisca Carvalho