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Roger Federer

Roger Federer: A despedida de um «Rei»

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A altura das despedidas é sempre um momento doloroso, onde a felicidade da recordação e a tristeza do fim convergem, criando um sentimento único e inexplicável para a maioria dos comuns mortais.

Roger Federer era tudo o que um desportista ambiciona ser. Um maestro dentro de campo, onde as cordas da sua raquete funcionavam como uma orquestra para que, no fim, a sua elegante pancada saísse como se da mais bela música sinfónica se tratasse. Fora de campo, elogiado e amado por todos, quer pela sua carismática personalidade, quer pelo respeito que tinha por os rivais. Federer era um “gentleman” e, num mundo cada vez mais escasso de pessoas assim, este adeus torna-se ainda mais vil.

O adeus a um dos maiores (e melhores) jogadores de ténis de todos os tempos, um tenista que marcou décadas competindo ao mais alto nível, não deixando ninguém no mundo do ténis indiferente.

Recordar Roger Federer é recordar a elegância no court. O suíço, como se de um compasso de dança se tratasse, deslizava na quadra, impressionado adversários, apaixonando fãs. Não menos verdade será dizer que detinha a esquerda com mais classe (igualmente impressionante) que alguma vez um court de ténis já presenciara.

Porém, nada dura para sempre e Federer acabou por ser refém de várias lesões que levaram a este fim. Aos 41 anos, o tenista anunciou nas suas redes socais o fim da sua gigante e titulada carreira. Despedida esta que decorrerá na Laver Cup, já no final do mês de setembro.

Daria para contar uma história, escrever um livro ou produzir um filme com o percurso do tenista suíço, entre mais de 103 títulos, 20 Grands Slams, duas medalhas olímpicas e milhares de pontos incríveis disputados, será sempre redundante (e difícil) resumir a carreira de uma lenda do ténis a apenas alguns momentos históricos. Por outro lado, dissecar cada vitória de Roger Federer demoraria uma eternidade e, nesse sentido procurei eleger três momentos que demonstram o que o suíço representou para o mundo do ténis.

1. Para começar, e de outra forma não podia ser, escolhi o primeiro grande feito alcançado por Federer. Em Wimbledon, no ano de 2003, o tenista suíço viria a alcançar a sua primeira (de vinte) vitória num Grand Slam. Derrotou na final o australiano Mark Philippoussis, que não conseguiu dar resposta aos 51 winners do suíço, pelos parciais de 7-6, 6-2 e 7-6, apresentando-se assim ao mundo do ténis.

2. Para o próximo momento, avancemos uns anos mais tarde e situemo-nos numa vitória que apesar de ter sido relativamente fácil, tem uma importância tremenda para a carreira do suíço. No ano de 2019, Federer chegava à final de Roland Garros (o único Grand Slam onde não tinha currículo) depois de perder para o rival, Rafael Nadal nos quatro anos anteriores, dando a sensação de que o suíço não estava destinado a ganhar no court francês. Na final Federer bateu Soderling (que havia eliminado Nadal) em três sets, pelos parciais de 6-1, 7-6 e 6-4, conquistando assim a sua primeira e única vitória em Roland Garros.

3. Para terminar em grande e com um toque pessoal, um dos primeiros em que senti o era “apreciar ténis”. Cresci a vivenciar a rivalidade entre Djokovic, Nadal e Federer e, por isso, a final do Austrália Open, no ano de 2017 é um ponto marcante para mim.  De um lado Rafael Nadal, do outro Roger Federer. Entre ambos, mais de quarenta grands slams, enclausurados numa final que durou mais de três horas. O suíço começou bem ganhando o primeiro set por 6-4, com o espanhol a igualar no segundo set, com o parcial de 3-6. Federer voltou a responder de forma categórica com um 6-1 no terceiro set. Nadal, resistiu e igualou novamente com outro 3-6. No set das decisões o tenista suíço bateu o seu rival por 6-3 para conquistar o seu quinto título no open australiano.

Apesar de todos estes e muitos mais momentos, não existem números nem vitórias que possam demonstrar a sua genialidade e elegância, nem seria justo reduzir toda a sua carreira a jogos porque Roger Federer foi muito mais do que um simples (e incrível) tenista.

Foto de Capa: ATP Tour

Duas são as paixões que definem o Duarte: A Comunicação e o Desporto. Desde muito novo aprendeu a amar o desporto, muito por culpa dos intervenientes que o compõem. Cresceu a apreciar a mestria de Guardiola, a valentia de Rossi e a habilidade de Hamilton, poder escrever sobre estes é algo com que sempre sonhou.

Duas são as paixões que definem o Duarte: A Comunicação e o Desporto. Desde muito novo aprendeu a amar o desporto, muito por culpa dos intervenientes que o compõem. Cresceu a apreciar a mestria de Guardiola, a valentia de Rossi e a habilidade de Hamilton, poder escrever sobre estes é algo com que sempre sonhou.

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