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Roger Federer e Stefan Edberg são agora pupilo e treinador. O tenista suíço anunciou esta parceria no início desta temporada, juntando assim Edberg a Severin Luthi, técnico que o acompanha desde há sete anos.

O nº1 suíço anunciou no entanto que Stefan Edberg o acompanhará, para começar, em apenas dez semanas por ano, numa parceria que começa no Australia Open e que deve ter os pontos altos nos Grand Slams e em alguns torneios Masters 1000. Federer admitiu que “Edberg é um dos meus heróis de infância”, procurando assim “aprender muito com ele”.

Ainda assim, Roger Federer irá manter o seu técnico de sempre, que se mostrou feliz por ter Edberg na equipa e disse que “o facto de Federer ter um calendário muito preenchido leva a que a sua equipa técnica tenha que ser mais sólida de forma a acompanhar da melhor forma o Roger”.

O tenista suíço já disse também que desta relação não procura melhorar tecnicamente nenhum ponto do seu jogo, mas que pretende “passar bom tempo em court” com alguém que considera uma “fonte de inspiração”.

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Actualmente no nº6 do ranking mundial ATP, Roger Federer tem em comum com Edberg o facto de terem ganho o prémio fair-play do circuito diversas vezes, sendo ambos dois tenistas que passeiam classe pelo campo. Edberg esteve em Portugal a última vez para o jogar o Vale do Lobo Grand Champions, um torneio de glórias do circuito mundial.

Roger Federer e Stefan Edberg
Roger Federer e Stefan Edberg
Fonte: The Slice

Entre todos os tenistas, alguns destacavam-se por serem completamente “malucos” em campo, como nos casos de Henri Leconte, Fernando Meligeni e Mansour Bahrami, mas Stefan Edberg destacou-se pela classe do seu jogo. Alinhando na maioria das brincadeiras, o tenista sueco não deixou de mostrar o porquê de ter sido o nº1 mundial e de ter conquistado 41 títulos, entre eles o US Open, Wimbledon e o Austrália Open.

Depois da parceria com Paul Annacone ter falhado, ou de o tenista suíço ter entendido que não era frutífera para as suas pretensões, Stefan Edberg terá a “responsabilidade” – e coloco responsabilidade entre aspas porque não depende apenas dele – de colocar Federer com um estilo de jogo que não só se adapte ao seu ritmo actual mas também faça mossa no jogo dos seus adversários mais directos.

É também verdade que a relação de Roger Federer com os seus técnicos nunca foi muito duradoura, com o tenista suíço a atribuir pouca importância aos treinadores no seu modo de jogo. No entanto, podemos ver a situação actual de Andy Murray, acompanhado por Ivan Lendl, e retirar daí um caso de sucesso para aquilo que se pretende que seja a parceria entre um tenista de sucesso e um ex-tenista de topo mundial como é Stefan Edberg.