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Roger Federer voltou a fazer história esta semana ao qualificar-se para as meias-finais do ATP 500 de Roterdão e, assim, garantir o regresso à primeira posição do ranking mundial na próxima semana. Com isto, Federer tornou-se no mais velho número um da história, aos 36 anos de idade (Andre Agassi, com 33, era o antigo detentor deste recorde) e no jogador com maior intervalo entre a sua primeira e última semana como número um mundial (14 anos, batendo o recorde de nove de Nadal). Adicionalmente, Federer aumenta o recorde de semanas como número um mundial para 303 (um número que só vai aumentar).

A idade parece não ser um obstáculo para um dos melhores desportistas de sempre Fonte: Facebook de Roger Federer
A idade parece não ser um obstáculo para um dos melhores desportistas de sempre
Fonte: Facebook de Roger Federer

Muitos acreditavam que o suíço já não teria condições para voltar ao topo do ranking mundial, devido à sua idade e a todos os contratempos que enfrentou desde 2012, mas o sonho começou a formar-se no ano passado, no Open da Austrália, e desde então Federer não tem jogado um calendário completo mas quando joga tem sempre grandes probabilidades de ganhar. Federer jogou apenas 13 torneios nos últimos 12 meses mas ganhou sete deles (possivelmente oito se conquistar o ATP 500 de Roterdão este fim-de-semana), dois dos quais em Grand Slams, e não jogou qualquer torneio da temporada de terra batida. Olhando para o panorama actual, é bem provável que Federer e Nadal vão passando a primeira posição do ranking um ao outro de maneira regular nos meses que se avizinham.

Roger Federer tornou-se número um mundial pela primeira vez após o Open da Austrália de 2004. Todos os outros jogadores que fizeram parte do top 10 mundial essa semana já se encontram retirados, um dado que põe em perspectiva a qualidade e longevidade histórica e lendária de Federer. Não vale a pena especular quanto mais o suíço pode alcançar na sua carreira, uma vez que ele continua a demonstrar que não existem barreiras àquilo que pode conquistar.

Foto de Capa: Facebook de Roger Federer

Artigo revisto por: Jorge Neves

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