Roland Garros 2021: Krejcikova é a inesperada campeã | Ténis

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A FINAL

PAVLYUCHENKOVA VS. KREJCIKOVA: UMA NOVA CAMPEÃ DE MAJORS EMERGE

Numa final de todo expectável, duas tenistas fora do Top 30 e sem grande histórico em Grand Slams – em singulares, uma vez que Krjecikova já venceu Majors em pares – chegaram ao encontro decisivo do torneio parisiense com uma oportunidade de ouro na carreira de ambas para colocarem um Major no seu currículo, naquele que era o primeiro confronto entre as duas atletas.

De um lado, Pavlyuchenkova, com 29 anos e 12 troféus de campeã na bagagem, tentava finalmente aproveitar o seu há muito conquistado estatuto de tomba-gigantes, fruto das inúmeras vitórias conseguidas frente a jogadoras do Top 10 ao longo da carreira, e atingir um novo patamar na carreira.

Do outro, Krejcikova procurava dar continuidade à grande época que está a realizar e mostrar que também é capaz de grandes feitos em singulares, depois de já ter conquistado vitórias importadas na variante de pares, onde também atingiu a final nesta edição de Roland Garros.

O início do encontro parecia indiciar algum ascendente para a mais experiente das duas tenistas, com Pavlyuchenkova a quebrar o serviço em branco da checa. No entanto, a número 33 do ranking recuperou o break logo de seguida, num jogo que se estendeu para lá dos cinco minutos. Graças a uma maior variação de pancadas e uma movimentação no court mais assertiva, Krejcikova causava problemas à russa e somou nova quebra de serviço para avançar para o 4-1.

A consistência do fundo do court da tenista de 25 anos começou a criar dúvidas no jogo de Pavlyuchenkova, que acumulou erros não forçados e permitiu à checa ter a oportunidade de servir para fechar o set aos 5-1. Apesar do 0-30 inicial, a especialista de pares somou quatro pontos consecutivos para vencer a primeira partida por 6-1, em 32 minutos.

Tal como no primeiro set, o arranque da segunda partida deu um indicador contrário ao que se viria a passar nos minutos seguintes. Pavlyuchenkova foi forçada desde logo a salvar um ponto de break. Contudo, a russa, num excelente jogo de resposta, amealhou três oportunidades para quebrar o serviço de Krejcikova e à terceira confirmou-a para fazer o 2-0 e, de imediato, chegar ao 3-0.

A maior confiança traduziu-se em mais winners da russa, que continuou a assegurar os seus jogos de serviço. Um segundo break colocou a número 32 do mundo a servir para fechar o segundo set por 6-1, mas as boas respostas ao serviço por parte da checa adiaram esse desfecho e colocar o marcador em 5-2. Apesar de ter necessitado de ser assistida ao adutor da perna esquerda após ser quebrada, Pavlyuchenkova conseguiu voltar a fazer o break para ganhar a segunda partida por 6-2.

O set decisivo começou com equilíbrio, mas foi Krejcikova a primeira a conseguir quebrar o serviço da adversária, com uma dupla falta a custar caro à tenista russa. Contudo, a resposta foi imediata, com Pavlyuchenkova a chegar rápido ao 0-40 e, ao terceiro ponto de break, fazer o 2-2.

Aos 3-3, e depois de conseguir o primeiro jogo de serviço em branco da final, a checa somou vários winners para fazer novo break, qua acabaria por confirmar, nas vantagens, para chegar ao 5-3. Obrigada a servir para não perder a final, a russa viu a número 33 mundial colocar o pé no acelerador e chegar aos Championship Points. No entanto, acabaria por salvá-los e obrigar Krejcikova a servir para confirmar o título.

Ainda desperdiçou mais um ponto de torneio com uma dupla falta, mas a checa acabaria mesmo por selar a vitória por 6-4, conseguindo o seu primeiro Grand Slam, em singulares, cerca de oito meses depois de se ter estreado no Top 100 e alargando para 12 a sua atual sequência de vitórias.

Com este resultado, Krejcikova vai ascender ao 15.º lugar da hierarquia mundial, um novo máximo de carreira, enquanto Pavlyuchenkova sobe até ao 19.º posto.

Pedro Marques dos Santos
Pedro Marques dos Santoshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro Marques dos Santos é atualmente estudante de Ciências da Comunicação na Universidade do Porto, onde procura concluir a sua formação enquanto jornalista antes de entrar no mercado de trabalho. A paixão pelo desporto começou no Futebol, com as conquistas europeias do Porto de Mourinho, mas entretanto apaixonou-se pelo Ténis e é aí que foca mais as suas atenções. Quando não está a ver ou praticar desporto – sobretudo a ver -, está provavelmente a gastar horas num videojogo.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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