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A revista Forbes anunciou, na última semana de maio, os 100 desportistas mais bem pagos dos últimos 12 meses (rendimento dos atletas entre maio de 2019 e maio deste ano). Sem surpresa, o ténis voltou a demonstrar ser uma das modalidades na qual as mulheres conseguem alguma igualdade salarial perante os homens.

Para além disso, Roger Federer fez história, sendo o primeiro tenista no topo da lista, desde que a mesma foi criada. Entre os 100 atletas, tanto o homem como a mulher que mais faturaram são tenistas.

OSAKA INIGUALÁVEL

Osaka ficou na 29.ª posição da lista anunciada pela Forbes
Fonte: Wimbledon

Com apenas 21 anos de idade, Naomi Osaka deixou de ser, há já muito tempo, apenas o futuro do Ténis, tornando-se naturalmente o presente da mesma. Este ano, segundo a revista Forbes, tornou-se a atleta feminina que mais faturou no espaço de um ano, ultrapassando a veterana e colega de profissão, Serena Williams.

Curiosamente, a jovem tenista teve o seu maior impacto mediático precisamente aquando a sua vitória frente a Serena, naquela que se revelou uma das finais mais polémicas da história do US Open, onde o árbitro português Carlos Ramos teve um papel de destaque.

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Apesar da sua capacidade técnica acima da média, das muitas vitórias dentro do court e de um prize money invejável, Osaka tem na criação da sua marca/valor desportivo a principal fonte de rendimento. A jovem japonesa foi rapidamente aliciada por várias marcas/empresas e presenteada por vários parceiros/patrocínios milionários, que ajudaram à ascensão repentina de Osaka na revista Forbes.

A sua personalidade “acanhada”, simpática e genuína, em junção com a sua mentalidade insaciável e vencedora dentro de campo, traz uma mistura quase perfeita para uma marca «adotar» a atleta japonesa como referência dentro da ótica da modalidade em questão (como é o caso da Nike). Outro aspeto essencial é o facto de a tenista, que tem dupla nacionalidade, ter anunciado que ia abdicar da possibilidade de competir pelos Estados Unidos da América nos Jogos Olímpicos de Tóquio, assumindo a vontade de jogar pelo Japão. Isto catapultou o seu valor, ao passo que, automaticamente, se tornou muito “querida” em mercados extremamente valiosos, como é o japonês. 

Todavia, a equidade entre salários é um assunto que ainda está por resolver, já que as mulheres estão longe de obter prémios que se aproximem dos homens. Mesmo no ténis (uma das modalidades na qual menos esta disparidade sobressai) denotou-se um desvio significativo do tenista mais bem pago, Federer, da tenista mais bem paga, Osaka. Aliás, a jovem japonesa recebeu sensivelmente três vezes menos do que o helvético.

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O Diogo tem 19 anos e estuda Ciências da Comunicação na cidade do Porto. Fanático por desporto, lembra-se de seguir o futebol religiosamente desde que nasceu e de se apaixonar pelo basquetebol, assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). Afeiçoado à imparcialidade e sem medo de oferecer a sua análise a cada acontecimento, Diogo pretende notabilizar o basquetebol e patentear ao máximo tudo o que o desporto pode oferecer.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.