Juan Martin Del Potro

A duas semanas de completar o 30.º aniversário, o argentino de Tandil parece renascido das cinzas que por pouco não o obrigaram a pendurar a raquete definitivamente nos últimos anos. Nove anos depois, Delpo volta à terra prometida onde venceu o único Grand Slam que consta no seu palmarés e parece estar preparado – física e emocionalmente – para voltar a vencer o US Open.

Depois de um caminho relativamente tranquilo até à meia-final, o argentino realizou um primeiro set de notória qualidade frente a Rafa Nadal (que mais tarde viria a desistir por lesão), no qual destaco a invulgar solidez e consistência em trocas de bola, visto que para um jogador com as características de jogo de Del Potro (vertical, de ataque constante baseado em bolas chapadas e potentes) são atributos pouco comuns e que fazem com que este tipo de jogadores muitas vezes deem o passo em frente que falta nas suas carreiras desportivas. É de destacar também a calma e serenidade que Delpo mostrou num início de jogo tenso, mas que não levou o argentino a perder a tranquilidade e, principalmente, a confiança no seu ténis.

No entanto, no capítulo do serviço, o gigante de Tandil não poderá facilitar e terá de elevar a percentagem de primeiros serviços se quiser garantir a segurança nos seus jogos de serviço. Frente a Nadal nesse primeiro set, o argentino ganhou apenas cinco dos doze pontos em que falhou o primeiro serviço, e essa será certamente uma das chaves desta Final. Por fim, resta apenas dizer que se espera uma enchente de camisolas alvicelestes, que têm marcado presença nos encontros do seu compatriota, sendo que um eventual clima de Bonbonera galvanizará certamente o argentino.

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