A equipa de voleibol feminino do Sport Lisboa e Benfica regressou esta temporada à Primeira Divisão e terminou a época no quarto lugar, superando as expectativas iniciais.

O SL Benfica reabriu a secção de voleibol feminino no ano de 2018, iniciando o seu percurso por baixo, na Terceira Divisão. Depois de, no início desta temporada, a equipa ter sido promovida à Primeira divisão através do play-off, esta tinha o objectivo inicial de marcar presença no grupo entre o quinto e o oitavo lugar.

E, apesar de ter tido um início de época um pouco tremido, com derrotas frente a alguns dos seus adversários directos, a equipa foi crescendo e evoluindo ao longo da temporada, mostrando que havia treino e trabalho por parte da equipa orientada por Nuno Brites.

A seu tempo, a equipa encarnada conseguiria colocar-se nos objectivos a que se tinham comprometido, mas não satisfeita com isso, ainda derrotou os dois jogos contra o Porto Vólei, colocando-se na quarta posição. Posição que conseguiria segurar até ao fim da época, conquistando uma presença no play-off, juntamente com Sporting CP, Leixões SC e AJM/FC Porto.

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A chegada ao play-off já fez desta uma época que superou as expectativas e na fase das decisões, ficou mostrado que, apesar da qualidade, ainda está alguns degraus abaixo dos principais candidatos ao título, faltando ainda algumas peças para se bater de igual para igual contra eles. A equipa seria eliminada pela AJM/FC Porto com 3-0 e perderia ainda o confronto contra o Sporting pelo terceiro e quarto lugar também sem ganhar qualquer jogo.

A equipa do Benfica superou as expectativas nesta temporada
Fonte: SL Benfica

O quarto lugar não deixa de ser uma classificação honrosa para a equipa do SL Benfica, que regressou nesta época à Primeira Divisão com um plantel maioritariamente composto por jogadoras com pouca experiência ao mais alto nível. Colectivamente, a equipa mostrou qualidade, mas ainda há ajustes que precisam de ser feitos.

A equipa de voleibol já possui um conjunto de boas jogadoras que podem servir de base para esta equipa, como as centrais Neusa Neto e Karina Sobreira e as “zona 4” Camila Rodrigues e Taynara Nunes. Na minha opinião, a distribuidora Kamila Augusto, com todo o respeito, é o elo mais fraco da equipa, sendo uma distribuidora com tendência para ceder nos momentos de pressão e levanta demasiado a bola no passe, dando mais tempo para a equipa adversária organizar o bloco.

Outra posição onde há espaço para melhorias é na posição de oposto. A jovem Daniela Ferreira foi a oposto titular na temporada. Com apenas 20 anos, a oposto realizou uma temporada positiva (que foi premiada com uma recente chamada à selecção nacional), mas ainda precisa de crescer. E a meu entender, tem melhores condições para tal disputando o lugar com uma oposta mais experiente e com outra tarimba.

A equipa orientada por Nuno Brites tem margem de progressão, tanto a nível individual como a nível colectivo. Agora, falta fazer as mexidas certas para fazer esta equipa lutar por objectivos mais ambiciosos.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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