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Nos dias 2, 3 e 4 de Maio terá lugar no pavilhão da Escola Fontes Pereira de Melo, no Porto, a fase final da II Divisão feminina, que irá apurar o campeão nacional e consequentemente o clube que subirá à elite do voleibol nacional.

Neste fim-de-semana que passou tivemos a disputa entre o CV Lisboa (3º classificado da série continental) e o CS Madeira (representante da Região Autónoma Madeira) pelo último lugar disponível nessa fase final, sendo que Boavista FC (1º classificado da série continental), P.E.L (2º classificado da série continental) e Clube K (representante região da autónoma Açores) já tinham lugar assegurado. Foi um Play-Off sem história; o CV Lisboa venceu os dois jogos pela margem máxima (3-0), rodando quase a totalidade do plantel. Era mais forte, tinha mais ritmo competitivo e cumpriu a sua obrigação. Uma palavra para o CS Madeira, que fez o que podia mas que claramente é bem diferente do clube que foi campeão e habitual da I Divisão do voleibol nacional num passado recente. Votos de um rápido regresso à elite do voleibol português.

Dito isto, fica o que penso de cada equipa para esta fase final, adiantando que me parece a mais equilibrada dos últimos 5 anos!

cvlisboa
Fonte: www.cvoleibollisboa.pt/

 

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CVL – Centro de Voleibol de Lisboa
A equipa de Lisboa chega a esta fase pelo segundo ano consecutivo mas é uma equipa diferente. A direcção apostou num treinador (João Correia) que já ganhou esta divisão várias vezes com clubes diferentes (Técnico, CVO, Lusófona) e reforçou-se com jogadoras que, apesar de jovens, têm imensa qualidade e já foram campeãs nacionais (Sara Serrano, Rita Mira, Mariana Veiga, Maria Palma e Sara Junqueira). Salientar também a prestação, até agora, de Joana Gonzalez – nota-se a evolução que esta equipa técnica trouxe ao seu jogo e está uma jogadora mais confiante. Mantendo a sua explosividade, o seu talento natural diminuiu os erros e tem hoje mais e melhores opções. Quanto às aspirações da equipa, acho que podem ganhar mas não são os principais favoritos, o que pode ajudar. A última vitória, frente ao Boavista, foi também a prova de que num bom dia podem bater qualquer equipa.

PEL
Fonte: Facebook do PEL

PEL – Pedro Eanes Lobato
A equipa da margem Sul vem em crescendo. Começou o ano a perder para o outro candidato de Lisboa (CVL), mas a partir de determinada altura passou a ganhar e nunca mais cedeu qualquer jogo. O facto de nunca ter ganho um set ao Boavista pode pesar psicologicamente na equipa quando enfrentar as panteras. Esta é talvez a equipa mais experiente das quatro (Ana Sofia André, Mª Céu, Mónica Junqueira e Tatiana Santos conferem não só a qualidade mas também a experiência de quem já passou por bastantes fases finais). Juntando a estas jogadoras temos Patrícia Brazinha e Joana Caldas, que representam a melhor vaga da formação da região nestes últimos anos. Em termos de aspirações, tem de ser considerado candidato, principalmente pelos resultados apresentados e pelo conjunto de jogadoras à disposição. O facto de jogar o primeiro jogo (sexta-feira) contra o Clube K (equipa com menos ritmo competitivo) pode ajudar.

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Fonte: boavista.blogspot.pt

Boavista F.C.
Jogando com o factor casa (público sempre muito ligado a este histórico da modalidade) e sendo 1º classificado da série continental (desde cedo garantiu a presença nesta fase final e pode gerir todas as variáveis), um histórico da modalidade e crónico candidato à subida nos últimos anos, tem de ser considerado o maior candidato ao título. Tem falhado precisamente nesta fase e o clube está muito envolvido em chegar de novo à I Divisão. Com uma equipa muito alta, a dupla Machado e Nuno Costa dá garantias de que o Boavista chegará forte. A pressão de ser o maior candidato pode ser um factor desfavorável.

Fonte: clubek-voleibol.blogspot.com

Clube K
Desde que desceu da I Divisão, tem também sido o crónico representante dos Açores. Normalmente apresenta algumas jogadoras brasileiras, o que confere uma qualidade superior, e nunca pode ser posto de parte da luta pelo título. 20 jogos, 20 vitórias, 60 sets ganhos e apenas um sofrido na série Açores são um excelente cartão de visita, mas significam também que a equipa açoriana “passeou” nessa fase e que chegará com um ritmo naturalmente diferente do das suas adversárias continentais.

Resumindo, será certamente uma fase final equilibrada, competitiva e emocionante! Para terminar, aqui fica o cartaz do fim-de-semana.

Cartaz  Fonte: FPV.pt
Cartaz
Fonte: FPV.pt
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Natural de Lisboa, 29 anos, o Luís jogou voleibol dos 8 anos aos 20 e começou a dar treino aos 17, passando pelos vários escalões de formação e séniores. É treinador nível III da Federação Portuguesa Voleibol e Campeão Nacional (A2) com a equipa sénior feminina do Clube Voleibol Oeiras 2008/09, Vencedor da Taça Nacional 2014/15 pelo FCA (séniores Femininos) e Campeão Regional Séniores Femininos pelo Carnide Clube 2015/16. Atualmente, é treinador da equipa sénior feminina do Carnide Clube.                                                                                                                                                 O Luís não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.