Cabeçalho modalidadesComeçaram, no último fim-de-semana, as finais da Divisão Elite de voleibol (disputadas à melhor de cinco jogos).

Talvez não tenham sido os resultados mais esperados, mas Sporting de Espinho e Leixões adiantaram-se e levaram a melhor sobre Benfica e Porto Vólei (ambos só ao fim de cinco sets), respetivamente, no primeiro jogo do playoff de apuramento de Campeão Nacional da Divisão Elite.

Os espinhenses venceram por 3-2 (25-17, 15-25, 27-29, 25-17 e 19-17). Depois de terem ganho o primeiro set sem muita margem para dúvidas, os tigres esmoreceram no segundo e no terceiro. Os encarnados pareciam bem encaminhados para a vitória; no entanto, no quarto set, o Espinho reentrou no encontro, deixou de errar e venceu, também com a ajuda de uma Nave Desportiva muito bem composta. A negra foi pautada por muito equilíbrio e alguma polémica. Com a equipa de arbitragem a tomar algumas decisões discutíveis (o Benfica queixou-se por diversas vezes), os tigres acabaram por ganhar o encontro, com os adeptos ao rubro. Nota para as ausências de André Lopes e Marc Honoré, no lado dos encarnados.

Este fim-de-semana decorrem os jogos 2 e 3, na Luz, com a possibilidade de se decidir já o campeão nacional (se o Sporting de Espinho vencer os dois encontros). Caso o Benfica consiga triunfar uma ou duas vezes, recorrer-se-á a um quarto jogo, em Espinho.

A jovem distribuidora do Porto Vólei, Inês Peneda Fonte: Vanda Pinto
A jovem distribuidora do Porto Vólei, Inês Peneda
Fonte: Vanda Pinto

Já no feminino, também com casa cheia, o Leixões derrotou o Porto Vólei, e também por 3-2. No entanto, as leixonenses recuperaram de uma das situações mais “complicadas” num jogo de voleibol, uma vez que estiveram a perder por 2-0 (25-20 e 26-24). Depois, a partir do 3.º set, quase só deu Leixões: o Porto Vólei perdeu força e não conseguiu recuperar (25-22, 25-21 e 15-6). São de salientar as prestações de Juliana Rosas (quanto não vale a experiência?), Inês Alves (que entrou para o lugar da capitã, Catarina Costa, e devolveu ao Leixões a consistência que faltava na receção) e Mariana Nora (que foi decisiva ao entrar para servir na negra, dificultando a primeira ação do adversário). Do lado do Porto Vólei, menciono o facto de não poder contar com a sua principal distribuidora, Aline Delsin, após ter partido um dedo em treino, estando por isso a jogar com a jovem Inês Peneda.

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Este fim-de-semana funciona como no masculino: os jogos 2 e 3 decorrem em “casa do Porto Vólei” (embora não seja no pavilhão habitual), com a possibilidade de se decidir já o campeão nacional (caso o Leixões vença os dois jogos). Se o Porto Vólei conseguir triunfar uma ou duas vezes, recorrer-se-á a um quarto jogo, em Matosinhos.

Foto de Capa: Vanda Pinto