Cabeçalho modalidadesMiguel Maia é um daqueles nomes incontornáveis, tanto do Voleibol, como do desporto nacional, em geral. Com técnica e currículo invejáveis, continua a “passear” a sua categoria pelos campos deste país aos, imagine-se, 45 anos.

E, como se não bastasse o seu percurso no voleibol indoor, o que dizer da variante de areia? A sua parceria com João Brenha deu ao país dois incríveis quartos lugares nos Jogos Olímpicos (Atlanta 1996 e Sydney 2000), e mais um 9º lugar em Atenas, em 2004, o que desde então não voltou a acontecer.

Passou grande parte da sua carreira (ainda que em momentos diferentes) no clube de maior referência do voleibol português, o Sporting Clube de Espinho, que ainda representa. No entanto, não foi aí que começou. O outro clube da cidade, a Associação Académica de Espinho, foi quem o viu “nascer” e “crescer”, quem o viu ganhar vários títulos durante toda a formação e quem representou nas três primeiras épocas de escalão sénior (1987-1990). Com isto, viu-o também contribuir para o título de campeão da segunda divisão e, consequentemente, para a subida de divisão nesse ano, e para a importante, e histórica, conquista de Campeonato e Taça de Portugal – os dois principais títulos nacionais.

Miguel Maia e João Brenha obtiveram dois quartos lugares em Jogos Olímpicos Fonte: jomarero.blogspot.pt
Miguel Maia e João Brenha obtiveram dois quartos lugares em Jogos Olímpicos
Fonte: jomarero.blogspot.pt

O seu percurso teve, ainda, passagens pelo Sporting Clube de Portugal (1991 – 1994), Esmoriz Ginásio Clube (2003 – 2004) e Reima Crema – Itália – (2004 – 2005), encontrando-se, desde então, em Espinho.

No que respeita aos troféus conquistados, é de realçar o triunfo da Top Teams Cup, única conquista europeia de um clube português até hoje, ao serviço do Sporting Clube de Espinho; mas cerca de 19 Campeonatos Nacionais, 8 Taças de Portugal e 6 Supertaças, também não podem ser deixados de lado quando falamos do melhor jogador da modalidade em Portugal, desde que me conheço.

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 Foto de capa: SC Espinho

Artigo revisto por: Diana Martins