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A seleção portuguesa entrava para os últimos dois jogos da fase de grupos sabendo que, caso somasse dois triunfos, seguiria para a fase seguinte do Campeonato da Europa. Após as derrotas frente a Itália, Bulgária e França, Portugal tinha agora pela frente adversários mais acessíveis e contra os quais partia como favorito. Se apresentasse o nível das três primeiras jornadas, Portugal seguiria em frente sem dificuldades de maior.

PORTUGAL 3-1 GRÉCIA: REVIRAVOLTA QUE PERMITE SONHAR

No ‘início’ do Europeu para Portugal, os comandados de Hugo Silva defrontaram a Grécia, seleção que derrotou a Roménia e que por isso tornava ainda mais obrigatória a vitória portuguesa, para que se pudesse cumprir o objetivo de passar à ronda seguinte.

O jogo começou muito equilibrado, com Portugal a estar sempre no comando até ao 12-12. Depois, a Grécia fez o 14-12 e Hugo Silva pediu para parar o jogo. O selecionador nacional pediu para que os jogadores se concentrassem, mas tal não aconteceu e muito rapidamente os gregos passaram a ganhar 20-14, tendo Hugo Silva parado o jogo pelo meio. Até ao final do set, as seleções foram trocando erros nos serviços, com o primeiro set a terminar 25-19. Para o segundo set, Portugal precisava de mostrar outra atitude, ou o sonho europeu fica terminado já nesta primeira ‘final’.

O segundo set não começou bem, com Portugal a perder 6-3 aquando da primeira paragem pedida por Hugo Silva. Mais uma vez o selecionador pediu concentração e garra aos seus jogadores, apelando à história que os jogadores portugueses podem escrever neste europeu. Após a paragem mais três pontos seguidos para os gregos, tendo depois o jogo entrado numa fase de ponto cá, ponto lá, até aos 11-6. Depois, Portugal conseguiu um parcial de 5-2, ficando a apenas dois pontos dos gregos: 13-11.

A melhoria na receção continuou a fazer-se notar e Portugal continuou a subir no marcador, com João Fidalgo e Tiago Violas a serem os motores desta recuperação, que culminaram com a passagem para a frente aos 16-15. O 17-15 obrigou o selecionador grego a parar o jogo, mas de pouco valeu, com a seleção portuguesa a conseguir manter-se na  frente do marcador. 25-21 foi o resultado final de um set que pareceu perdido a certa altura, dada a exibição que a equipa portuguesa estava a ter.

O terceiro set também começou com maior ascendente grego, mas com Portugal a nunca estar muito longe. O ponto de passagem de Portugal para a liderança deu-se aos 7-8, sendo que depois desta marca, nunca mais voltou a estar a perder, ainda que tenham existido empates pelo meio. Aos 10-13, o selecionador grego parou o jogo, de forma a parar o ascendente português, o que conseguiu, de certa forma, ao reduzir para 12-13. Mas depois, Portugal novamente aumentou a sua liderança, recuperando os três pontos de vantagem. A Grécia, depois, ainda conseguiu empatar a 19, mas os portugueses fizeram rapidamente o 19-21 e depois foi uma troca de pontos até ao 23-25. 2-1 em sets para Portugal.

Portugal entrou no quarto set decidido a fechar o jogo, e fez por isso, estando sempre na frente de forma relativamente confortável, chegando a estar a vencer por 8-14, altura em que o selecionador grego voltou a parar o jogo. De pouco serviu, e Portugal foi mantendo uma vantagem confortável, com o resultado final a ser 25-17.

Portugal está assim a uma vitória da próxima fase. A Roménia, em teoria, é um pouco mais fraca do que esta Grécia, pelo que Portugal tem tudo para estar na próxima fase, bastando uma derrota por 3-2 para que tal aconteça.

Após a vitória frente à Grécia, Portugal precisava apenas de ganhar dois sets frente à Roménia.
Fonte: Federação Portuguesa de Voleibol
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