Última horaFrancesco Farioli em análise ao Real Bétis 3-2 FC Porto: «A Champions League é uma competição diferente e temos de aprender a competir»
Publicidade

SL Benfica 3-2 Sporting CP: Águias levam a melhor pela resiliência

Andreia Araújo · 3 min

SL Benfica 3-2 Sporting CP: Águias levam a melhor pela resiliência
Foto: SL Benfica

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: VITÓRIA DO SL BENFICA POR UMA UNHA NEGRA

O dérbi eterno entre SL Benfica e Sporting CP foi, desta vez, disputado em voleibol e em jogo a contar para o nível de vencedores na fase regular do campeonato nacional da primeira divisão portuguesa. Uma partida que opôs os, até à data, primeiro e terceiro classificados da tabela.

A qualidade e exigência demonstradas, tanto pelas águias como pelos leões, faziam esperar um jogado bastante bem disputado e algo renhido. Não sendo este um duelo em que raramente são previsíveis os desfechos.

Num primeiro set que pareceu não ter fim, o duelo entre os dois gigantes do voleibol português mostrou-se renhido e bastante equilibrado. Foram múltiplas as mudanças de líder de set, dado que nenhuma das equipas se conseguia distanciar da outra. O primeiro set demonstrou aquilo que se previa, dada a qualidade enorme tanto do Sporting CP como do SL Benfica. O maior momento de sufoco aconteceu já perto do set point do SL Benfica, onde o Sporting CP acabou por se aproximar, depois de uma desvantagem de dois pontos (o máximo que se viu durante o set). Voltou a ser um jogo renhido, mas o SL Benfica levou a melhor por, no primeiro set, 30-28, depois de uma luta de 41 minutos.

O segundo set foi um autêntico espelho daquilo que o primeiro demonstrou, mas, mais uma vez, não foi nada daquilo que não fosse expectável. Quem acabou por levar a melhor nesta segunda “tentativa” foram os leões. Num set que demorou apenas menos cinco minutos que o primeiro, o Sporting CP acabou por sair vencedor, após conseguir um parcial de 23-25.

O terceiro set já demonstrou mais tranquilidade, pelo menos a favor da equipa de Marcel Matz, porque, no que toca a turma de Gersinho, só se fazia sentir algo relacionado com nervosismo e inconformidade. O SL Benfica conseguiu abrir uma vantagem de seis pontos, algo que não tinha acontecido até ao momento no encontro, o que obrigou os leões a reformular a estratégia e a pedir timeout. No entanto, nem a reformulação resultou e o SL Benfica acabou por manter essa vantagem e deu por terminado o set, ao vencer por 25-19.

O feitiço virou-se contra o feiticeiro no decorrer do quarto set. O Sporting CP deu a volta ao inconformismo e fez exatamente aquilo que as águias demonstraram no set anterior: eficácia e displicência atacante. Até mesmo a vantagem e o resultado foram “replicados”, num set que os leões venceram por um parcial de 25-19 e empatara a partida em 2-2, levando o jogo à “negra”.

O derradeiro set do encontro demonstrou a resiliência de ambas as equipas na busca pela vitória, mas o parcial de 15-11 ditou a vitória das águias perante os leões, finalizando o resultado num 3-2 favorável ao SL Benfica, que consolida o primeiro lugar, num jogo que retratou o que de bom se faz no voleibol português.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Intensidade imposta no duelo – Dérbi é dérbi e o senso comum afirma que existirá sempre equilíbrio e intensidade. Este jogo mostrou isso mesmo. O SL Benfica e o Sporting CP são das melhores equipas a praticar voleibol em português e esta partida apenas o demonstrou.

O FORA DE JOGO

Serviços falhados – Apesar de acabar por beneficiar as equipas, mediante a situação de jogo, a quantidade de serviços falhados parte a parte deixou bastante a desejar.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A equipa de Marcel Matz privilegiou a utilização de bloco para parar ofensivas e forçar erros do Sporting CP, quando este atacavam. Aproveitou, igualmente, falhas nos serviços para somar pontos, e beneficiou da diferença de alturas entre jogadores para proveito próprio, facilitando o ataque.

 

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES 

Tiago Violas (7)

Theo Lopes (8)

Zelão (8)

Peter Wohlfi (7)

Rapha (5)

Japa (6)

Ivo Casas (7)

Hugo Gaspar (7)

André Lopes (7)

Nuno Pinheiro (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

À semelhança do Benfica, a turma de Gersinho também se fez vencer na utilização do bloco para forçar o erro do ataque dos encarnados e tinham as receções como verdadeiro ponte forte da equipa.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Estangel (7)

Eder Kock (6)

Victor Pereira (7)

Paulo Silva (6)

André Saliba (7)

Miguel Maia (8)

Dvoranen (7)

Renan (6)

Bruno Alves (6)

Foto de Capa: SL Benfica

Andreia Araújo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luz quer continuar a iluminar o caminho europeu | Benfica x Celtic

O Benfica recebe o Celtic, esta quinta-feira, às 20h00, na segunda jornada da fase de liga da Europa League. Depois da excelente vitória em San Siro diante do AC Milan, a equipa de Marco Silva procura dar continuidade ao bom arranque europeu, apostando na capacidade de controlar o meio-campo e explorar a velocidade dos seus jogadores mais ofensivos. Num provável 4-2-3-1, a presença de João Palhinha e Fredrik Aursnes poderá ser fundamental para garantir equilíbrio, enquanto Lukebakio e Prestianni oferecem soluções para desequilibrar pelos corredores. Do outro lado, o Celtic de Martin O'Neill deverá apresentar uma estrutura semelhante, procurando contrariar a superioridade territorial dos encarnados através de um bloco compacto e transições rápidas. Callum McGregor assume particular importância na organização escocesa, enquanto a mobilidade de Benjamin Nygren e a velocidade dos extremos poderão criar dificuldades à defesa benfiquista. A capacidade de resistir à pressão inicial e aproveitar os espaços nas costas dos laterais portugueses será uma das principais armas dos visitantes.

Tiago Campos · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.