Em pleno 25 de Abril, o Sport Lisboa e Benfica conquistou o seu oitavo campeonato nacional de voleibol, após derrotar o Sporting Clube de Portugal no Pavilhão João Rocha, desforrando-se assim da final da época passada, onde o Sporting CP se sagraria campeão nacional na época em que regressou à modalidade, com a diferença de que desta feita, não foi necessária a “negra” para definir o campeão.

O SL Benfica terminou a Fase Regular na liderança com quatro pontos de avanço sobre os rivais lisboetas, pretendo assim recuperar o título nacional, depois de nesta época já ter conquistado a Supertaça e a Taça de Portugal. Ambas as equipas tiveram também grandes prestações na Taça Challenge, com o SL Benfica a ser eliminado no golden set dos quartos-de-final pelos russos do Belgorod e o Sporting CP a ser eliminado nas meias-finais pelos italianos do Monza.

Com ambas as equipas a confirmarem o seu favoritismo nas meias-finais do play-off, ficaria carimbada a reedição da final da época passada, com o Sporting CP a não poder contar com um dos seus melhores jogadores nesta época: o brasileiro Wallace Martins.

Com o primeiro jogo a ser disputado no dia 6 de Abril no Pavilhão João Rocha, a equipa leonina consegui primeiro set fazer uma recuperação notável de 21-24 para 28-26. Esta reviravolta galvanizou a equipa e, em conjunto com o forte apoio vindo das bancadas, conseguiu superiorizar-se aos rivais no primeiro jogo com uma vitória incontestável por 3-0.

Rapha foi um dos jogadores mais influentes na conquista do título
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Para o segundo jogo no Pavilhão da Luz no dia 13 de Abril, o treinador encarnado Marcel Matz fez uma alteração na equipa titular, ao substituir André Lopes por Fredric Winters e a equipa encarnada aprendeu com os erros do primeiro jogo e respondeu pela mesma moeda aos leões com outra vitória por 3-0.

O terceiro jogo no dia 20 de Abril, novamente no Pavilhão da Luz, o treinador leonino Hugo Silva surpreendeu ao apostar no cubano Lionel Marshall a líbero no lugar de João Fidalgo. O SL Benfica voltou a superiorizar-se no primeiro set, mas acabaria por ter bastantes oscilações nos dois sets seguintes, sobretudo no serviço e na recepção, que permitiram à equipa do Sporting CP dar a volta ao jogo. No quarto set, a equipa encarnada voltou a estabilizar o seu jogo e não deu hipóteses. No quinto set, o Sporting começou mais forte (3-6), mas após um time-out pedido por Marcel Matz, os encarnados conseguiram dar a volta ao set, ganhando por 15-10. Estava feita a reviravolta no jogo e na final.

E então em pleno dia da revolução, disputou-se aquele que viria a ser o jogo do título. O primeiro set começou bastante equilibrado, até que o Sporting começou a cimentar a sua vantagem a meio deste, fruto da sua maior eficiência no bloco e na defesa, acabando por ganhar por 25-19.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

No segundo set, o Benfica entrou mais forte, chegando a ter quatro pontos de vantagem. Porém, após um time-out pedido por Hugo Silva, a equipa leonina teve uma reacção fantástica, conseguindo colocar-se em vantagem no set. A ganhar por 23-21, os leões acabam por sucumbir, com o serviço do internacional brasileiro Théo Lopes a fazer a diferença na reviravolta encarnada.

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O terceiro set voltou a ter um início muito disputado, com constantes alternâncias no marcador, até que uma vantagem de 11-13 a favor dos encarnados levou Hugo Silva a pedir time-out. A paragem no jogo não surtiu efeito e a equipa de Marcel Matz aumentou a vantagem sendo que nem as alterações que Hugo Silva procedeu na zona 4, substituindo Jordan Richards e Roberto Reis por Marko Gojic e Leonel Marshall, fizeram inverter o rumo dos acontecimentos.

Por outro lado, a equipa do Benfica esteve mais assertiva no serviço e apresentou um bloco cerrado que causou bastantes dificuldades aos atacantes leoninos. O Benfica acabaria por dominar na segunda metade do set, vencendo por 16-25. Só faltava mais um para o título.

Aquele que set o set do tudo ou nada para o Sporting CP, também começou com constantes variações no marcador, até que uma vantagem de 8-6 a favor dos verde e brancos levou Marcel Matz a pedir time-out e a substituir Marc Honoré por Peter Wohlfahrtstatter. A equipa reagiu bem após o desconto de tempo e com o serviço a fazer novamente a diferença, conseguiu dar a volta ao resultado para 10-12, sucedendo-se um novo time-out, desta feita pedido por Hugo Silva.

Marcel Matz ganhou tudo internamente no seu primeiro ano em Portugal
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Após este tempo técnico, o Sporting voltou a reagir, o que levou o treinador encarnado Marcel Matz a pedir um novo time-out, ainda em vantagem no marcador (14-15). Daqui para a frente, a equipa do SL Benfica voltou a aumentar a vantagem, fruto de alguns erros individuais dos leões, acusando a pressão de terem de ganhar aquele set para continuarem na luta pelo título e os encarnados acabariam por selar as contas do título por 19-25.

Ganhou a equipa que mostrou possuir uma equipa mais forte, consistente e unido ao longo de toda a temporada. O Sporting CP apetrechou-se de reforços de grande qualidade e com provas dadas, mas não conseguiu formar um colectivo sólido e consistente, capaz de promover o melhor de cada jogador.

Em terceiro lugar ficariam os açorianos do Fonte Bastardo, que não tendo os mesmos argumentos que os grandes de Lisboa, também mostrou um colectivo sólido e bem orientado por João Coelho. Já o SC Espinho, apesar de ter contratado jogadores portugueses com provas dadas, não foi capaz de dar continuidade ao bom trabalho feito nas épocas anteriores. Apesar da Fase de Manutenção ainda não ter terminado, tudo indica que os clubes despromovidos são o Clube Kairos e o Académico de Espinho.

Já o Sport Lisboa e Benfica ficaria marcado nesta época pela saída de José Jardim após mais de vinte anos no comando técnico da equipa. Com o maior símbolo do voleibol encarnado a integrar a estrutura da secção, o seu sucessor seria o brasileiro Marcel Matz, um treinador que ia cumprir apenas a sua segunda época como treinador principal.

O jovem técnico de 38 anos, introduziu novos métodos de trabalho no voleibol do Benfica e conseguiu aproveitar o melhor de uma base composta por jogadores com vários anos de casa como Ivo Casas, Tiago Violas, Marc Honoré, Zelão e André Lopes; juntando-lhe reforços que acrescentaram muita qualidade à equipa, tais como Peter Wohlfi, Théo Lopes e o regressado Rapha Oliveira.

Veremos o que nos reserva esta equipa na próxima época.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

 

 

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