Cabeçalho modalidadesPortugal é um país de futebol, todos sabemos. Já as restantes modalidades são vistas como tal: “resto”. Vemos os jornais e somos capazes de não ver uma única notícia sobre voleibol ou outra modalidade. E mesmo quando falamos das modalidades, verificamos que o voleibol é um pouco deixado de lado. Poucas notícias, poucos jogos transmitidos, poucas reportagens, poucas entrevistas.

Mas a verdade é que quem está à frente da modalidade também não consegue cativar nem sensibilizar a comunicação social em situações de ascensão. Vejamos os exemplos: em 2010, fomos vencedores da Liga Europeia e pouco ou nenhum destaque se deu a isso; temos clubes a participar com sucesso em competições europeias, com jogos que não são transmitidos nos canais desportivos; também poucos jogos das seleções de formação têm direito a transmissão televisiva. E nem nos jornais impressos, nem online, há destaque para essas situações. Já para não falar que, até há pouco tempo, tínhamos, com sorte, a transmissão de um jogo por semana – sempre do escalão sénior masculino.

Se a imagem já é limitada, quem gere a modalidade também não tem tido muito sucesso no sentido de a promover. Se este trabalho começar a ser melhor conseguido, talvez os apoios (que falei no último artigo) comecem a aparecer e a aumentar. Um bom exemplo deste trabalho de promoção é a parceria da Federação Portuguesa de Voleibol e a Bola TV, através da qual podemos ter acesso, semanalmente, a um jogo do campeonato feminino.

A Bola TV tem sido um importante aliado, mas é preciso mais
A Bola TV tem sido um importante aliado, mas é preciso mais

E esta questão da diferença entre o masculino e o feminino é outra situação que não passa despercebida e que merece ser desenvolvida, numa próxima.

Para já, fica só mais uma nota de atenção: quando o futebol tem iguais ou piores resultados do que as modalidades (e neste caso estou a falar tanto a nível de seleções como de clubes), e quando “todos” os apoios são para o futebol, não devíamos estar todos na fila da frente para atirar a primeira pedra quando alguma coisa corre mal às modalidades, inclusive ao voleibol. Porque se o trabalho de quem gere a modalidade não é o ideal, o que é feito fora dela também não é melhor.

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Artigo revisto por: Francisca Carvalho