Cabeçalho Futebol Nacional

 

A Académica de Coimbra saiu de cabeça erguida dos quartos-de-final da Taça de Portugal, numa visita ao Estádio António Coimbra da Mota.

Nesta competição, que os estudantes chegaram inclusivamente a vencer por duas ocasiões – nas temporadas 1938/1939 e 2011/2012 –, o trajeto dos pupilos de Costinha iniciou-se com uma vitória previsível diante do modesto CD Gouveia. Em seguida, e protagonizando aquele que foi, possivelmente, o melhor espetáculo desta campanha,  eliminou – surpreendentemente, num encontro caseiro – a formação do Belenenses, orientada pelo recém-chegado Quim Machado, tendo usufruído de inúmeras oportunidades para ampliar um resultado que se fixou no 2-0.

Anúncio Publicitário

Na quarta eliminatória, aquando da árdua deslocação a Santa Maria da Feira, a briosa apenas conseguiu triunfar e desfazer o nulo após as grandes penalidades. Já nos oitavos-de-final – numa partida em Coimbra, frente ao Penafiel, com o qual partilha a Ledman LigaPro –, Ernest Ohemeng apontou o tento glorioso que permitiu a chegada aos quartos-de-final.
Frente ao Estoril, que conseguiu carimbar o passaporte para as meias-finais, as capas pretas rumaram em massa ao reduto dos canarinhos e a equipa, galvanizada pelo notável apoio, disputou equilibradamente o jogo até ao momento em que Kléber, a cinco minutos dos 90, gelou as aspirações de prosseguirem na competição. Ainda assim, a prestação da Académica revelou-se extremamente positiva, resistindo, à semelhança do Sporting da Covilhã, numa prova rainha naturalmente dominada por clubes da Liga NOS.
No presente mercado de inverno a briosa perdeu algumas das suas peças-chave, como o talentoso Pedro Nuno – contratado pelo Benfica e posteriormente emprestado ao Tondela –, e o experimente Fernando Alexandre, transferido para o Moreirense. Para colmatar a lacuna existente no setor intermédio defensivo, Leandro Silva – que esteve ao serviço da Académica na temporada transata – foi novamente cedido pelo FC Porto, depois de um empréstimo pouco produtivo ao Paços de Ferreira.

Costinha conseguiu colocar a Académica nos quartos da Taça.
Costinha conseguiu colocar a Académica nos quartos da Taça.
Fonte: Associação Académica de Coimbra

Costinha nunca escondeu a sua ambição de reerguer o clube e colocar a Académica no patamar máximo do futebol profissional português já na próxima época. Porém, as saídas de elementos fundamentais, o elevado nível de competitividade característico do segundo escalão, o calendário extremamente preenchido e uma distância pontual considerável relativamente aos lugares de promoção (15 pontos para o Aves e 19 para o Portimonense) dificultam uma tarefa que, não sendo impossível, se avizinha, no mínimo, complicada.

 

Foto de Capa: Associação Académica de Coimbra

Artigo revisto por: Mafalda Carraxis

Comentários