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Os 12 melhores momentos de 2018

Redação BnR · 10 min

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O triunfo da Formação

Fonte: SL Benfica
O ano de 2018 trouxe um Sport Lisboa e Benfica de volta à ribalta nos campeonatos da Formação.

Cinco temporadas depois de se ter sagrado campeão de Juniores (Sub-19) pela última vez (em 2012/2013), a equipa comandada por João Tralhão conseguiu superiorizar-se a Sporting CP, FC Porto e SC Braga e terminou no topo da tabela classificativa. Os jovens “encarnados” puderam contar com nomes como Florentino Luís, Gedson Fernandes, Jota e João Félix a acrescentar valor a um plantel que já contava com jogadores de qualidade como Pedro Álvaro, Nuno Tavares, Tiago Dantas, Úmaro Embaló, Nuno Santos ou Luís Lopes e fizeram uma 2.ª Fase de Apuramento do Campeão cheia de qualidade, com momentos ofensivos a fazer brilhar os olhos dos adeptos.

No escalão de Juvenis (Sub-17), as “Águias” também terminaram como Campeões Nacionais e interromperam um ciclo vencedor de duas temporadas do eterno rival, o Sporting CP. Esta equipa liderada por Renato Paiva fez uma temporada absolutamente avassaladora, não dando quaisquer hipóteses aos restantes candidatos. Terminou a 3.ª Fase de Apuramento do Campeão com oito vitórias, dois empates e zero derrotas, bem como com 39 golos apontados e somente oito sofridos. No último jogo da fase (e a jogar no Seixal) bastaria um empate para ser campeão, mas não houve qualquer facilitismo e o SL Benfica cilindrou o FC Porto com um contundente 5-0. Mais do que o título conquistado, esta equipa ficará para sempre marcada pelo brilhante modelo de jogo trabalhado por Renato Paiva, dando todas as oportunidades para que os jovens desenvolvessem todas as suas capacidades.

Finalmente, no escalão de Iniciados (Sub-15), o SL Benfica não conseguiu revalidar o título de Campeão Nacional, caindo aos pés do Sporting CP na última jornada e perdendo assim a hipótese de se tornar tricampeão. Ainda assim, a temporada ficou marcada por uma fase final bastante renhida com os “leões” e houve continuidade ao excelente trabalho desenvolvido por Luís Nascimento neste escalão.

A despedida dos relvados do Capitão

Fonte: SL Benfica
Hoje em dia, contamos pelos dedos das mãos os jogadores que estão há tantas temporadas seguidas num só Clube. Para Luisão, foram 16 temporadas.

2018 ficará para sempre marcado pela despedida dos relvados do “Girafa”. Num total, foram 538 partidas disputadas com o Manto Sagrado, que fazem com que o antigo internacional brasileiro ocupe a segunda posição do top-3 de jogadores com mais jogos disputados na História do SL Benfica, ficando somente atrás de Nené que conta com 578 jogos.

A influência que Luisão teve no SL Benfica foi imensa. Assistiu e contribuiu para o reerguer do Clube e para o regresso às grandes conquistas nacionais, terminando a carreira com seis títulos de Campeão Nacional, três Taças de Portugal, sete Taças da Liga e quatro Supertaças Cândido de Oliveira. Mas mais do que estas conquistas, Luisão foi uma voz de comando. Tal como Jorge Jesus tantas vezes referiu (e ainda refere), o brasileiro sempre foi uma extensão do treinador em campo. Enquanto teve condições para tal foi um autêntico esteio, organizando o quarteto defensivo e ajudando ao equilíbrio da equipa. Os anos iam passando e Luisão parecia cada vez melhor, até ao momento em que começou a ser assolado por lesões (algumas delas em momentos fulcrais). Nessa altura, e apesar de parecer que Luisão não queria, esse foi o momento de parar.

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Despediu-se dos relvados mas continua a ser visto nos corredores do Estádio da Luz, tendo assumido um cargo nas relações internacionais do SL Benfica.

Ecletismo leonino banhado de Glória

Fonte: Sporting CP
Este não é um momento, são inúmeros momentos de Glória do Sporting Clube de Portugal, assentes naquele que é o verdadeiro ADN do Clube: o Ecletismo.

Neste ano, muito há a destacar: desde o pleno das Modalidades de Pavilhão no primeiro ano de Pavilhão João Rocha – Campeões Nacionais de Hóquei em Patins e Voleibol muitos anos depois (no caso do Voleibol no ano de regresso), Bicampeões Nacionais de Andebol (último em 2004/2005 e 2005/2006) e Tricampeões Nacionais de Futsal (pela segunda vez na história) – até às epopeias Europeias onde o Atletismo (Taças dos Clubes Campeões Europeus: Corta-Mato masculino e feminino e Pista feminino), o Goalball (Super European Goalball League) e o Judo (Champions League) também tiveram um ano de ouro com a conquista de Campeonatos Europeus, isto sem esquecer o êxito do Râguebi feminino na Taça Ibérica.

Não podemos deixar ainda de mencionar todas as conquistas nacionais de outras Modalidades, assim como outras prestações europeias muito dignas como é o caso do Andebol que se apurou para o play-off de acesso aos Oitavos-de-Final da EHF Champions League e o Ténis de Mesa que na temporada 2017/2018 atingiu de forma histórica as Meias-Finais da Table Tennis Champions League.

Assim se constata que o Ecletismo do Sporting Clube de Portugal está bem vivo e recomenda-se!

Ato eleitoral mais concorrido da história do clube

Fonte: Candidatura de Frederico Varandas
O Sporting CP viveu momentos extremamente conturbados ao longo do ano que agora finda e isto levou a uma divisão fraturante no clube de Alvalade.

Contudo, quando o clube mais o necessitava, os sócios deram uma resposta cabal e inequívoca. Mais de 22.500 votantes – número recorde – foram às urnas para iniciar um novo capítulo verde e branco, deixando para trás as “convulsões internas” que originaram dos momentos mais negros na longa história do Sporting CP.

LÊ MAIS: As bases para um novo Sporting

Como é sabido, desse histórico ato eleitoral saiu vencedor Frederico Varandas com 42,32% dos votos, o atual Presidente leonino. Os sócios são o maior património do clube e ficou bem claro que estes marcarão presença sempre que assim se exija ou sempre que o Sporting CP o necessite. Os votos agora são outros e deseja-se que a paz assente para os lados de Alvalade, de uma vez por todas.

Conquista do Campeonato

Fonte: FC Porto
Depois de quatro longos anos, Sérgio Conceição foi o grande responsável por fazer os adeptos portistas voltarem a sonhar e a festejar a conquista do Campeonato.

Numa campanha verdadeiramente impressionante, o novo técnico azul e branco trouxe um estilo de jogo que agradou os adeptos baseado na intensidade em cada jogo disputado e foi a sua liderança que devolveu a mística ao clube. Pelo caminho conquistou vitórias marcantes e decisivas tal como o 0-1 na Madeira frente ao CS Marítimo e o 0-1 na Luz frente ao maior rival SL Benfica. Às águias fugiu o tão ambicionado pentacampeonato e os dragões acabaram no topo com 88 pontos conquistados e ainda com o melhor ataque e defesa do campeonato.

Nesta temporada, o FC Porto já segue líder no campeonato e os adeptos azuis e brancos já só esperam que o mister volte a levar a equipa a festejar uma vez mais nos Aliados.

Fase de Grupos da Champions (quase) perfeita

Fonte: FC Porto
O feito que o FC Porto conseguiu nesta temporada a nível de competições europeias foi realmente notável!

Em seis partidas disputadas, conseguiu nada mais nada menos do que 16 pontos de 18 possíveis. Num grupo constituído por Galatasaray, Schalke 04 e Lokomotiv de Moscovo, os dragões conseguiram a proeza de ser a equipa europeia com mais pontos na prova no meio de todos os restantes tubarões.

A equipa liderada por Sérgio Conceição tornou-se assim a primeira equipa portuguesa a atingir cinco vitórias consecutivas na fase de grupos. A juntar a isso, o FC Porto foi o quarto melhor ataque dessa fase, com 15 golos apontados e com Marega em grande destaque a marcar cinco desses golos.

LÊ MAIS: 5 heróis do FC Porto em Clássicos

O sorteio dos oitavos de final ditou o encontro com o AS Roma, atuais sétimos classificados do campeonato italiano. O FC Porto conseguiu assim “escapar aos tubarões” e pode assim sonhar com a passagem aos quartos de final, algo que já não acontece desde 2014/15.

CD Aves vence Taça de Portugal

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
20 de Maio de 2018 será para sempre recordado como o dia do maior feito obtido pelo CD Aves na sua já longa história.

Depois de uma caminhada triunfante, o CD Aves encontrou, em pleno Jamor, um Sporting CP debilitado pelo infeliz episódio do ‘ataque à academia’ que se havia dado dias antes. Ainda assim, o clube treinado por José Mota era o outsider da Final da prova Rainha do nosso futebol.

Dois golos de Guedes colocaram o Aves a vencer por 2-0 e mesmo consentindo depois um golo aos verde e brancos, o clube da pequena Vila das Aves consegui aguentar o forcing final do clube lisboeta, podendo por fim levantar bem alto a Taça de Portugal.

Mais uma vez… houve Taça!

Portugal Campeão da Europa de Sub-19

Fonte: FPF
Em pleno Verão de 2018, fomos assaltados por um conjunto de jovens que fizeram e fazem sonhar o Futebol Português.

Comandada por Jota e Trincão, mas com uma imensa qualidade colectiva, a equipa treinada por Hélio Sousa foi eliminando os seus adversários e garantiu lugar na final do Europeu de Sub-19 frente à Itália.

E, à quarta final da categoria, os putos trouxeram o caneco. E que jogão fizeram. Depois de um 2-2 no final dos 90 minutos, assistiu-se ao que mais terá surpreendido: uma maturidade competitiva fora-de-série. 3-2, 3-3 e 4-3. Um jogo que ficará para sempre na memória de cada um daqueles meninos, 11 dos quais haviam sido, dois anos antes, campeões da Europa de Sub-17.

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Bravo Hélio. Bravo FPF. Bravo futebol português. Parabéns a cada um dos 21 mágicos.

Saída de Zidane e entrada de Lopetegui

Fonte: Real Madrid CF
A grande surpresa do verão.

Nada fazia antever a saída de Zidane do comando técnico do Real Madrid, após ter conquistado três Ligas dos Campeões consecutivas. Esta terá sido porventura o momento mais surpreendente do ano do âmbito do Futebol Internacional.

Surpreendente foi também a escolha de Lopetegui, após a experiência falhada a nível de clubes no FC Porto.

A maneira como a contratação do treinador espanhol se desenrolou já deixava antever que as coisas não iriam correr da melhor maneira. Lopetegui saiu abruptamente do comando da seleção espanhola a dias de iniciar a sua campanha no Mundial 2018.

O técnico confirmou as más indicações que já tinha deixado em Portugal ao aguentar-se apenas 138 dias em Madrid.

França Campeã do Mundo

Fonte: UEFA
Fosse qual fosse o vencedor do Mundial 2018, este seria sempre um dos acontecimentos do ano.

Por todo o “misticismo” em volta da competição e por se tratar, sem sobra de dúvidas, da competição mais apaixonante do mundo futebolístico.

Falando agora do titulo francês, Didier Deschamps conseguiu tornar-se campeão do mundo como treinador após tê-lo conquistado como jogador, feito apenas alcançado anteriormente por Beckenbauer.

A França entrou algo tímida na competição com exibições pouco convincentes, mas a verdade é que era a grande favorita à vitória final, pela excelente geração que conseguiu reunir e o enorme leque de escolhas para cada posição. Confirmaram o triunfo no Mundial deixando para trás seleções como a Argentina, Uruguai, Bélgica e Croácia.

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Merecido e a fazer esquecer o golo de Éder.

A reviravolta a solo de Froome

Fonte: Team Sky
Chegado ao Giro envolto em polémica graças à possível violação anti-doping que sobre ele pairava, Chris Froome não começou da melhor forma a Grande Volta italiana.

Depois de cair no reconhecimento do contrarrelógio inaugural, foi perdendo segundos aqui e ali nas primeiras etapas com dificuldades.

Tanto que, à entrada da última semana, a disputa pela vitória parecia restrita a Tom Dumoulin e Simon Yates, restando a Froome tentar chegar ao lugar mais baixo do podium. No entanto, a Team Sky não deitou a toalha ao chão e, à etapa 19, lançou Froome para um épico esforço em solitário de mais de 80 quilómetros.

Contra as previsões e o bom senso, resultaria mesmo e Chris Froome venceu a etapa em Bardonecchia, colocando uns impressionantes três minutos entre si e o mais próximo perseguidor e revirando o Giro de pernas para o ar.

Aquela que foi, provavelmente, a melhor exibição deste milénio valeu-lhe a conquista do Giro e a conclusão da tripla coroa do ciclismo da forma mais impressionante possível, vencendo Tour, Vuelta e Giro em sucessão.

Europeus de Berlim banhados a Ouro

Fonte: FPA
A prestação de Portugal nos Europeus de Berlim esteve longe da perfeição, mas Inês Henriques e Nelson Évora voltaram a confirmar a sua grandeza, ao conquistar o Ouro nos 50 km Marcha e no Triplo Salto, respetivamente.

Enfrentando diferentes adversidades – o calor e um maior número de rivais para Inês e a barreira psicológica de nunca ter alcançado uma medalha na competição para Évora -, as provas não seguiram o guião planeado.

Inês Henriques começou a ceder ao calor à passagem dos 30 km e Nelson Évora ao quarto ensaio era ainda segundo com 16.87. Mas ambos os atletas provaram que é na experiência que ainda reside a maior força nacional no Atletismo e superaram as dificuldades. Ambos campeões europeus ao ar livre pela primeira vez, Inês Henriques continua o seu domínio no fantástico mundo novo dos 50 km e Nelson Évora alcançou o único Ouro que lhe faltava ao ar livre, mostrando-se em excelente forma, num ano em que também foi Bronze nos Mundiais de Pista Coberta.

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Destaque ainda para a vitória de Pedro Pablo Pichardo na final do Triplo Salto da Diamond League em Bruxelas, a primeira vitória portuguesa na competição. O atleta, que pôde competir pela primeira vez como português este ano, alcançou também a melhor marca mundial do ano na disciplina.

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

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