5 dérbis de Alvalade entre Sporting e Benfica na segunda volta que influenciaram o título

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O futebol em Portugal é também feito de história e tradição, uma das quais é o dérbi dos dérbis: Benfica-Sporting ou Sporting-Benfica. O duelo entre leões e águias é feito de paixão, intensidade e luta pelo objetivo não só de vencer o rival, como posteriormente de alcançar um objetivo maior. Neste domingo, a tradição continua e para a Liga Portuguesa.

O histórico entre leões e águias para a Liga Portuguesa é claramente favorável às águias (83 vitórias do Benfica, 49 empates e 51 vitórias do Sporting em 183 jogos), no entanto, na casa dos verde e brancos é curiosamente dividido. Dos 91 jogos a contar para a Liga Portuguesa entre Sporting e Benfica disputados no território leonino, os da casa apenas venceram 35, 22 terminaram empatados e os restantes 34 foram ganhos pelos encarnados. Contudo, há uma tendência notória nos dérbis de Alvalade na segunda volta.

Nos últimos 23 anos, desde a fundação do “novo” estádio, existiram 13 dérbis nas segundas voltas. O Sporting apenas venceu três dos mesmos (2008/09, 2011/12 e 2023/24), cinco terminaram empatados (2007/08, 2014/15, 2016/17, 2017/18 e 2022/23) e os restantes cinco foram vitórias do Benfica (2003/04, 2010/11, 2015/16, 2018/19 e 2021/22). Neste domingo a tradição continua e estando em jogo o rumo de ambas as equipas na Liga Portuguesa. Recorda-se agora cinco dérbis que durante a última década, influenciaram o rumo das duas equipas na competição e a conquista do título.

5.

Sporting 2-4 Benfica: 2018/19 – À 19ª jornada, Benfica e Sporting estavam separados por quatro pontos e cada um já tinha passado pelo processo de mudança de treinador durante a primeira volta. Em Alvalade, José Peseiro saiu no último dia de outubro, a ocupar o quinto lugar da classificação e Tiago Fernandes assumiu o comando da equipa até chegar Marcel Keizer no fim de novembro. Com o técnico holandês, embora tenha vencido a Taça da Liga frente ao FC Porto nos pênaltis (após empate a uma bola em Braga) e se tenha mantido na Taça de Portugal e UEFA Europa League, o Sporting teve alguns percalços (derrotas em Guimarães e Tondela e empates em Setúbal e caseiro com o FC Porto) que o fez atrasar ainda mais na corrida ao primeiro lugar e só uma vitória frente ao eterno rival neste dérbi faria o leão ainda sonhar.

Na Luz, Rui Vitória partiu no início de janeiro ainda antes de terminar a primeira volta, com a equipa em quarto lugar e foi rendido por Bruno Lage, um homem da casa. Com o treinador que fora bicampeão um ano e meio antes, o Benfica teve uma primeira volta aquém do desejável, já tinha descido da UEFA Champions League para a UEFA Europa League e com muita perda de pontos interna (derrotas com B SAD, Moreirense e Portimonense e empates com Sporting e GD Chaves). Com a chegada de Bruno Lage, a equipa melhora o seu rendimento e resultados, ao ponto de apenas perder a meia-final da Taça da Liga com o FC Porto (1-3) e de resto, apenas vitórias (quatro consecutivas para a Liga e uma para a Taça de Portugal). Tendo subido ao segundo lugar e estando a cinco pontos do líder (FC Porto), vencer em Alvalade era o ideal para manter em crescendo o percurso de um coletivo talentoso com o novo técnico.

Pelos leões entraram em campo: Renan Ribeiro, Bruno Gaspar, Coates, André Pinto, Jefferson, Gudelj, Wendel, Bruno Fernandes, Raphinha, Nani (C) e Bas Dost.

De águia ao peito jogaram a titular: Vlachodimos, André Almeida, Jardel (C), Rúben Dias, Grimaldo, Samaris, Gabriel, Pizzi, Rafa Silva, João Félix e Seferovic.

A equipa de Bruno Lage entrou mais confiante em campo e segura do seu objetivo, acabando por aproveitar ao máximo as lacunas da equipa de Keizer. Aos 11 minutos, Grimaldo recebe uma bola vinda do meio-campo e cruza para a área, onde aparece Seferovic sem marcação que faz o primeiro de cabeça. Por esta altura já os jogadores do Sporting reclamavam entre si e não estavam a conseguir jogar de forma coletiva e coesa.

O Sporting apenas conseguiria uma oportunidade por Bruno Fernandes de livre direto, até o Benfica chegar ao segundo tento. Aos 36 minutos e após ter um golo anulado de João Félix e um frente a frente com Renan desperdiçado por Seferovic, o avançado suíço coloca em João Félix que aparece sozinho no meio da defesa leonina e faz o 2-0. Os leões reduziram a diferença antes do intervalo. Aos 43 minutos e após apanhar a defesa benfiquista algo desprevenida, Nani descobre Bruno Fernandes sozinho no lado direito do ataque e após receber, remata forte para o fundo da baliza de Vlachodimos.

Quando se pensava que o golo antes do intervalo poderia impulsionar a equipa verde e branca para uma segunda parte melhor, o contrário aconteceu. O Benfica entra novamente forte e após conquistar um livre batido por Pizzi, Rúben Dias marca de cabeça aos 46 minutos. O jogo continuou e após o Sporting ter tido mais uma oportunidade de livre direto por Raphinha e o Benfica ter tido mais um golo anulado de Seferovic por fora de jogo, os encarnados chegam ao quarto golo. Após um derrube dentro da área de Renan Ribeiro a João Félix, Pizzi converte a grande penalidade aos 72 minutos. A equipa de Bruno Lage conseguia uma vantagem muito confortável e entrava na fase de gestão. Até ao fim, o Sporting carregou mais e ainda teve um golo anulado por fora de jogo a Diaby. Até que aos 83 minutos, os leões conquistam penálti por falta de Vlachodimos a Bas Dost na pequena área, terminando na expulsão do guardião grego. Uma oportunidade que o avançado holandês não desperdiçou e o resultado não se alteraria até ao final. 

O Benfica terminara a época campeão nacional novamente. Um mês após a vitória de Alvalade, os encarnados também venceram no Dragão (2-1) e passaram para a liderança, aproveitando alguma perda de pontos dos portistas. Até ao fim, a equipa de Bruno Lage só perdera pontos num duelo caseiro o B SAD e venceu todos os outros. Já o Sporting, esteve em desvantagem na meia-final a duas mãos da Taça de Portugal frente ao Benfica (1-2 na Luz) e foi eliminado da UEFA Europa League frente ao Villarreal, mas foi sendo regular até ao fim da temporada e colheu os frutos. Superou-se ao Braga e terminou em terceiro lugar e ainda venceu o Benfica na segunda mão em Alvalade (1-0), vencendo igualmente a Taça de Portugal no Jamor novamente ao FC Porto e nas grandes penalidades (2-2 após prolongamento).

4.

Sporting 2-2 Benfica: 2022/23 – Orientado por Roger Schmidt, o Benfica estava a ter uma época de sucesso e tudo parecia encaminhado para reconquistar o título de campeão nacional que fugia desde 2019. Após uma primeira volta excecional (14 vitórias em 17 jogos e só uma derrota), a segunda já tivera alguns percalços (derrotas com FC Porto e GD Chaves) e fez o FC Porto aproximar-se e discutir até ao fim o primeiro lugar. Na penúltima jornada da Liga, a vantagem do Benfica para o FC Porto eram quatro pontos e qualquer perda de pontos colocava ainda mais pressão no último jogo. Uma derrota em Alvalade, seguida de uma perda de pontos caseira no último jogo frente ao Santa Clara podia significar a águia a ver fugir-lhe o título mesmo no “cair do pano”. Já uma vitória, traduzia-se no festejo do título em pleno terreno do rival verde e branco. O Sporting já estava afastado da corrida há imenso tempo, fruto de uma primeira volta com muitos pontos perdidos. Circunstâncias que nem uma segunda volta mais competente conseguiu remediar e à entrada para jornada do duelo com o eterno rival, tinha de o vencer e esperar um deslize do Braga no Bessa para ainda sonhar com o terceiro lugar.

Pelos leões alinharam: Franco Israel, Diomande, Coates (C), Gonçalo Inácio, Ugarte, Morita, Ricardo Esgaio, Nuno Santos, Marcus Edwards, Pedro Gonçalves e Francisco Trincão.

De encarnado jogaram: Vlachodimos, Aursnes, Otamendi (C), António Silva, Grimaldo, Chiquinho, João Neves, João Mário, Rafa Silva, David Neres e Gonçalo Ramos.

A primeira parte foi inteiramente controlada e dominada pela equipa de Rúben Amorim. Aos 38 minutos, numa jogada construída desde o setor defensivo, Nuno Santos coloca a bola na área e Trincão falha no frente a frente com Vlachodimos depois de um toque de António Silva. A bola volta ao avançado leonino que finta o guardião encarnado e chuta para o fundo das redes. O segundo dos leões chegou cinco minutos depois. Pontapé de canto batido por Nuno Santos e Diomande salta mais alto que todos. Tudo parecia favorável a que o Sporting atrapalhasse o percurso do eterno rival no último grande exame para chegar ao objetivo final e só uma grande segunda parte da equipa de Schmidt evitaria a derrota.

A segunda parte foi totalmente encarnada. Depois de ter duas oportunidades flagrantes por Aursnes e Musa, ambas defendidas por Israel, aos 72 minutos o Benfica reduz a diferença. Grimaldo recebe uma bola perdida no flanco esquerdo e cruza, onde aparece Aursnes sozinho e faz o 1-2. Os homens de Schmidt continuaram a pressionar, embora o Sporting ainda tivesse duas oportunidades flagrantes de chegar ao terceiro golo por Morita e Paulinho. Até que aos 94 minutos, num livre de Aursnes, cabeceamento de Musa e dois remates bloqueados de Florentino e João Neves, com pouco espaço novamente João Neves dispara e faz a igualdade. Termina o dérbi em Alvalade empatado a duas bolas e o Benfica só precisa de mais uma vitória para chegar ao 38º campeonato.

O Benfica venceria em casa o Santa Clara (3-0) e sagrava-se campeão pela 38ª vez na sua história, a última até aos dias de hoje. Com o empate, o Sporting acabou por não aproveitar a perda de pontos do Braga no terreno do Boavista (1-1) e manteve-se a quatro pontos dos minhotos, entrando para a derradeira jornada já sem qualquer hipótese pela entrada no pódio da Liga Portuguesa.

3.

Sporting 1-1 Benfica: 2014/15 – À terceira jornada da segunda volta, Benfica era líder com 49 pontos com mais seis que o FC Porto (segundo) e sete que o Sporting (terceiro). Embora as águias tivessem uma margem de erro relativamente confortável, qualquer deslize significaria margem mais curta e mais esperança para os rivais diretos. Já o Sporting, tinha neste dérbi a derradeira oportunidade de se aproximar do eterno rival e manter acesa a chama do sonho pelo primeiro lugar.

Os eleitos de Marco Silva para o embate foram: Rui Patrício (C), Cédric Soares, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, Jefferson, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, Carrillo, Nani e Fredy Montero.

Pelos campeões nacionais entraram no relvado de Alvalade: Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão (C), Jardel, Eliseu, André Almeida, Samaris, Toto Salvio, Ola John, Lima e Jonas. O jogo acabaria por ser equilibrado, embora com estilos diferentes apresentados pelas duas equipas. O Sporting apresentou-se mais ofensivo, com mais bola, mais instalado no meio-campo adversário, mas com dificuldade em criar oportunidades concretas, apesar de ter tido as melhores ocasiões. O Benfica apresentou-se forte defensivamente, não deixando o adversário criar nada de perigoso e procurando o contra-ataque com base em espaços que os homens de Marco Silva também pouco deram. Praticamente tudo foi assim, até aos últimos sete minutos de jogo quando algo aconteceu que fez o estádio e os espetadores televisivos vibrar de novo. Aos 87 minutos, após um mau corte de Samaris, João Mário recebe e vai isolado, mas não vence no um contra um com Artur Moraes e na recarga pelo lado esquerdo do ataque, aparece Jefferson que coloca os leões em vantagem.

Quando já todos esperavam que o leão vencesse e ia colocar-se novamente na luta pelo título, existe o volte-face. Para lá dos 93 minutos e após um lançamento de Maxi Pereira afastado pela defensiva leonina, Pizzi faz um “balão” para dentro da área, Jonas não consegue manter a bola em seu poder e perde-a após um corte de Jefferson, a bola sobra para Jardel que chuta para o fundo da baliza de Patrício.

O Benfica seguraria a vantagem até ao fim e o FC Porto não conseguiu aproveitar qualquer um dos dois deslizes (derrota em Vila do Conde e empate em Guimarães) que a equipa de Jorge Jesus teve depois de Alvalade. Os encarnados eram bicampeões pela primeira vez desde 1984. O Sporting terminou no terceiro lugar, tendo mantido um percurso relativamente regular até ao fim da competição e não tendo nenhum aproveitamento da perda de pontos do FC Porto para ainda sonhar com o segundo lugar (acesso à UEFA Champions League direto). No entanto, acabou por vencer a Taça de Portugal no Jamor, frente ao Braga nas grandes penalidades (após empate 2-2).

2.

Sporting 2-1 Benfica: 2023/24 – A sete jornadas do fim, a luta pelo título resumia-se a verde e a vermelho. O Sporting era líder com quatro pontos de vantagem sobre o Benfica. Com uma equipa coesa, sólida e com opções fortes para cada setor, Amorim parecia ter reunido novamente um coletivo forte para ir buscar de novo o título para o reino do leão. Qualquer resultado ia resultar na manutenção da liderança, mas uma derrota colocava o rival a um escasso ponto e a margem de erro era nula. Um empate colocava tudo mais favorável para os leões daí até ao final. Contudo uma vitória, sentenciava praticamente o rumo do campeonato e deixava as águias a sete pontos de distância. O Benfica procurava a renovação do título, mas um decréscimo de “nota artística” nas exibições e que se transmitiam nos resultados estava a tornar o objetivo mais difícil de alcançar. Não fosse a goleada pesada sofrida no Dragão (0-5) um mês antes, a equipa de Roger Schmidt chegaria ao dérbi de Alvalade a depender de si mesma. Assim, a vitória era obrigatória tal como em todos os jogos até final e aguardar um desleixo dos verde e brancos.

Pelos verde e brancos alinharam: Franco Israel, St. Juste, Coates (C), Gonçalo Inácio, Morten Hjulmand, Morita, Geny Catamo, Matheus Reis, Francisco Trincão, Pedro Gonçalves e Viktor Gyökeres.

Os benfiquistas titulares foram: Trubin, Bah, Otamendi (C), António Silva, Aursnes, Florentino Luís, João Neves, Rafa Silva, Di María, David Neres e Tengstedt.

Ainda não havia um minuto de jogo, quando os da casa se colocaram em vantagem. No setor defensivo das águias, António Silva faz um passe para Bah que é intercetado por Pedro Gonçalves que entra pelo lado esquerdo do ataque e vê Gyökeres em posição ideal. No entanto, a assistência é desviada por António Silva e sacudida por Trubin, mas sobra por Geny Catamo que na entrada para a pequena área faz o golo. Embora o Sporting estivesse confortável no decorrer da primeira parte (Trincão podia ter feito o segundo aos 24 minutos), o Benfica foi a pouco e pouco entrando no jogo e a tornar-se mais dominador (melhor oportunidade por Otamendi aos 38 minutos). Em cima do intervalo, Di María marca um livre e Bah cabeceia potente para o fundo da baliza.

Embora dividida, a segunda parte contou com um Benfica com mais posse iniciativa, oportunidades e a carregar em busca de uma vitória. Já os homens de Amorim apostavam na contenção, recuperação rápida em busca de transições e no cansaço e frustração dos adversários para atacar nos momentos certos. Viktor Gyökeres com um remate à trave, teve a melhor oportunidade da segunda parte aos 52 minutos. Já o Benfica podia ter chegado várias vezes à vantagem (Bah aos 57 minutos, Neres aos 65 minutos, Rafa aos 68 minutos e Di María aos 80 minutos), mas na maioria das vezes encontrou Israel atento ou um setor defensivo (liderado por Coates) bem operacional.

O momento-chave do jogo e posteriormente da Liga Portuguesa 23/24, chegou aos 92 minutos. Canto de Marcus Edwards, António Silva afasta com a cabeça e a bola sobre novamente para Geny Catamo que está sozinho à entrada da área pelo lado direito. O jovem moçambicano remata com engenho e certeiro para o 2-1 e Alvalade explode de alegria e o título parecia cada vez mais perto. O Benfica reagiu até ao fim e ainda quase empatou por Marcos Leonardo que viu o seu remate ser bloqueado por Diomande na pequena área. O resultado não se alteraria mais.

Com a vitória sobre o eterno rival mesmo nos descontos, o Sporting aumentava para sete pontos a vantagem sobre o Benfica e tinha tudo para reconquistar o título que tanto ambicionava e que escapara nas duas épocas anteriores. Tal aconteceu um mês depois, após vencer em casa o Portimonense por 3-0 e duas horas depois, o Benfica ter perdido em Famalicão por 0-2. Um campeonato especial para as hostes leoninas pelo domínio e consistência da equipa, pelo trabalho do treinador Rúben Amorim, pela quantidade de golos marcados (96) e pela pontuação alcançada (90 pontos), um recorde na história do clube verde e branco.

1.

Sporting 0-1 Benfica: 2015/16 – Provavelmente o dérbi em Alvalade numa segunda volta mais decisivo e marcante das últimas décadas.No final da primeira volta, o Sporting era líder com quatro pontos de vantagem de ambos os rivais e com alguns percalços dos mesmos pelo meio, tudo parecia encaminhado para que Jorge Jesus (que tinha a Luz por Alvalade no defeso) reconduzisse os verde e brancos à conquista do título que fugia há já quase 14 anos. No entanto, três empates (CD Tondela, Rio Ave e Vitória SC) reduziram a margem e qualquer resultado que não a vitória no dérbi deixaria as hostes leoninas em alarme. Embora chegasse para manter a liderança, um empate manteria tudo em aberto até final e uma derrota significaria a ultrapassagem do rival e a equipa leonina já não dependeria só de si até ao fim. Já o Benfica estava na sua melhor fase da época. Após um defeso complicado pela mudança de treinador e Rui Vitória não estar a satisfazer em termos de resultados e simpatia por parte de muitos associados e adeptos, a equipa faz uma primeira metade da época insatisfatória (derrota na Supertaça frente ao Sporting, 3ºlugar na Liga e eliminado da Taça de Portugal em Alvalade) e só cumprindo na UEFA Champions League.

No entanto, a equipa benfiquista reuniu as tropas e avançou com consistência para o futuro e até ao dérbi de Alvalade, apenas perdera com o FC Porto na Luz para a Liga (1-2) e algo injustamente pela exibição realizada em termos ofensivos. De resto, a equipa de Rui Vitória passara a segundo na Liga, chegava às meias-finais da Taça da Liga e qualificou-se para os quartos de final da UEFA Champions League, indo defrontar o Bayern de Munique de Guardiola (em que seria eliminado após 2-3 nas duas mãos). Embora não perder chegasse para manter o sonho vivo de chegar ao tricampeonato que fugia desde 1977, só a vitória interessava em Alvalade.

Pelos leões jogaram a titular: Rui Patrício, João Pereira, Coates, Ewerton, Jefferson, William Carvalho, Adrien Silva (C), João Mário, Bruno César, Byran Ruiz e Slimani.

De águia ao peito entraram em campo: Ederson, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Samaris, Renato Sanches, Pizzi, Nico Gaitán, Jonas e Mitroglou.

A equipa de Rui Vitória entrou melhor no jogo e mais determinada em chegar à vantagem, tal aconteceu aos 20 minutos de jogo. Jonas serpenteia pelo lado esquerdo ataque, deixa Coates fora do lance e cruza. Pizzi recebe na área mas o seu passe para Mitroglou é bloqueado. A bola vem para Samaris que coloca de novo na área e a bola toca em William Carvalho antes de ir para a posse de Mitroglou que sozinho coloca o Benfica em vantagem.

O resultado não se alteraria até ao fim e embora o Benfica tenha mantido o jogo controlado a seu favor, foi vendo o Sporting crescer em termos ofensivos, nomeadamente na segunda parte e em particular, num lance que ficou para a história. Aos 71 minutos, João Mário coloca em Slimani que do lado direito do ataque sportinguista, vê Bryan Ruiz pouco pressionado e em boa posição para chegar ao empate. Após o passe do goleador argelino, tanto Ederson como a defensiva encarnada ficam completamente batidos e só faltava o avançado costariquenho encostar e… atira por cima. Um lance que mudaria a história do jogo e quiçá do campeonato.

O Benfica passou para a frente da Liga e segurou a vantagem até ao fim, vencendo os nove jogos que restavam até ao final. Algo que o Sporting também fez, mas insuficiente para corrigir o erro de deixar fugir os três pontos no dérbi, ainda hoje lembrado pelo falhanço de “baliza aberta” do costarriquenho. Embora o Sporting fosse muito forte e consistente até ao fim da Liga (incluindo vitórias por 3-1 no Dragão e 4-0 em Braga), o Benfica alcançava a mesma meta e mais. A equipa encarnada igualmente venceu todos os jogos da Liga até ao fim, alcançando o tricampeonato com o máximo de pontos do futebol português até então (88 pontos) e venceu a Taça da Liga em Coimbra com uma goleada na final perante o CS Marítimo (6-2).

Jorge Afonso
Jorge Afonso
O Jorge apaixonou-se pelo futebol num dérbi em Alvalade e nunca mais largou. Licenciado em Comunicação Social e mestre em Ciência Política, vive entre estatísticas, memórias épicas e o encanto de equipas como o Barça de Guardiola ou a França de Zidane.

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