Publicidade

À direita

Pedro Afonso · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Respirem fundo e prossigam a ler. Não se trata de nenhuma discussão política, por isso não vou aqui falar sobre Mário Centeno a ver jogos no Estádio da Luz, se o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é do SC Braga ou se a política de direita anda a combinar resultados.

Na verdade, a par do texto já publicado aqui no site sobre a ala esquerda do SL Benfica, agora fazemos uma pequena análise à asa direita dos encarnados.

Enquanto que de um lado existe Grimaldo, Zivkovic e Cervi, deste lado direito temos André Almeida, Zivkovic e Rafa.

Desde o início da época até agora, a tática mostrou-se diferente, com alternâncias entre André Almeida e Douglas, Krovinovic a lesionar-se e dar lugar ao sérvio e Rafa a crescer depois de Salvio ter de sair pela mesma razão de ‘Krovi’. Como além de ter havido diferenças ao longo da época, também se nota que houve evolução positiva desde então, e sendo agora o jogo mais sólido dos encarnados esta temporada, é do trio que mencionei no parágrafo acima que decidi falar.

A inclusão de Zivkovic em ambas as alas é explicada de forma simples: por ele passam as transições entre a defesa e o ataque quer do lado esquerdo, quer do direito, quer mesmo das transições entre ambas as alas.

Ainda que tenha de concordar com a premissa do meu colega de secção, que diz que “é na esquerda que está o principal motivo do sucesso do estilo de jogo encarnado”, acredito que a direita do onze encarnado não poderá ser, de todo, ignorada.

Começando na defesa, o ‘bombeiro’ André Almeida finalmente parece ter encaixado de estaca na formação encarnada. As exibições melhoram, está mais assertivo, taticamente pertinente e consegue ajudar a equipa nas transições ofensivas. Quanto a Rafa, este tem vindo a explodir desde que ganhou minutos consecutivos após a lesão do argentino Sálvio. A par da asa esquerda, Cervi, o português é também uma seta a ir para o 1×1, culminando, no entanto, mais vezes em local de finalização, devido à sua interiorização no jogo, do que o parceiro camisola 20, que descai mais para a lateral e tenta mais vezes o cruzamento.

Embora em extremos opostos, é usual ver a colaboração de Cervi com Rafa na mesma ala
Fonte: SL Benfica

Por fim, o elo de ligação Zivkovic consegue controlar muito bem a transição entre as laterais, cobrindo os desvaneios táticos de Cervi quando faz parceria com Rafa no lado direito, ou apoiando o extremo português quando se mete por território de elevada densidade populacional. Mas o que mais de bonito se vê, são as diagonais e sprints de Rafa à espera que o sérvio coloque a bola entre ou por cima da linha defensiva adversária. Depois é vê-lo correr desenfreadamente em direção à baliza.

Finalizando, o equilíbrio defensivo fornecido por André Almeida, aliado à velocidade e irreverência de Rafa e à ponderação tática e transacional de Zivkovic, garantem ao Benfica uma linha direita cada vez mais sólida.

Agora a apenas dois pontos do líder, e a depender apenas de si próprio, chegarão estas duas asas, quer direita, quer esquerda, cheias de qualidade ser suficientes para conquistar o Pentacampeonato? Saudações Benfiquistas!

Foto de Capa: SL Benfica

Pedro Afonso

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.