A fatídica paragem dos campeonatos para os amigáveis de seleções, está finalmente a terminar. São interrupções que grande parte dos amantes do futebol não apreciam, vendo os seus clubes suspenderem os seus jogos para que as seleções possam cumprir as suas partidas amigáveis e de preparação para o Mundial 2018 que se aproxima a passos largos. Não obstante a quantidade de grandes jogos que esta paragem nos ofereceu – houve encontros entre Inglaterra e Itália, Espanha e Argentina, Alemanha e Brasil, Argentina e Itália, Holanda e Inglaterra, Alemanha e Espanha, Portugal e Holanda -, esta pequena pausa nas principais ligas acaba por quebrar o ritmo alucinante do último terço dos campeonatos, que se preparam para decidir campeões, manutenções, descidas de divisão, lugares na Liga Europa e na liga milionária, a Liga dos Campeões. Além disso, muitos dos principais jogadores das equipas são opções dos selecionadores dos respetivos países, fazendo com que a pausa no campeonato não seja também um descanso para os atletas do clube. Posto isto tudo em conta, esta paragem será boa ou má?

Vamos abordar o ‘nosso’ Sport Lisboa e Benfica, pois este será o que mais nos interessa. Para fazer o balanço geral deste tema, terão de recorrer ao setor de Futebol Nacional. Estando este texto na secção Benfica, é precisamente do ponto de vista deste clube que vamos falar.

Dos encarnados, foram chamados Diogo Gonçalves e João Carvalho pela seleção nacional de sub-21, Samaris pela seleção grega, Seferovic pela Suíça, Zivkovic pela Sérvia, Raúl pela Mexicana, Sálvio pela Argentina e ainda Rúben Dias pela seleção nacional A Portuguesa. Estes dois últimos – Salvio e Rúben Dias -, porém, foram dispensados por Jorge Sampaoli e Fernando Santos, respetivamente, de modo a poderem continuarem a recuperar das lesões no Caixa Futebol Campus. São, portanto, seis os jogadores das águias a acompanhar as suas seleções nos amigáveis.

Rúben Dias falhou a estreia na seleção A devido a lesão
Fonte: SL Benfica

Samaris cumpriu 73 minutos de jogo, Seferovic 92 minutos, Zivkovic 55 minutos, Raúl Jiménez perfez 74 minutos e os jovens Diogo Gonçalves (172 minutos) e João Carvalho (148 minutos) foram os líderes de minutos jogados desta janela de jogos internacionais.
Deste modo, estes seis atletas não beneficiaram de descanso total como os seus colegas que ficaram por Lisboa às ordens de Rui Vitória. No entanto, apenas o sérvio é regular titular na equipa encarnada. Os outros cinco são jogadores que habitualmente são suplentes utilizados no último terço da partida.

Olhando desta forma para o espetro encarnado, no que toca a minutos utilizados, o Benfica não se viu muito prejudicado por esta paragem. Teve tempo para trabalhar com quase toda a equipa habitual nesta paragem e pôde assimilar táticas, estudar adversários e preparar-se para os jogos decisivos que aí vêm.

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Por outro lado, fica a quebra de ritmo. Se foram poucos os jogadores que participaram em jogos pelas seleções, foram muitos os que viram o ritmo de jogo sofrer um corte momentâneo, pois apenas se encontraram no Seixal para participar nos treinos da equipa. Se isto servirá para beneficiarem de descanso e voltar à competição com maior ritmo, ou acabará por se tornar num amolecimento, no regresso aos relvados se saberá.

Por esta altura, já todos terão regressado às ordens do treinador português. Sábado, frente ao Vitória SC, na Luz, o Benfica recomeça a jogar para a Primeira Liga com dois pontos de desvantagem para o líder. Líder este que receberá no seu reduto dia 15 de Abril.

Fonte: SL Benfica