Publicidade

AEK 2-3 SL Benfica: Foi preciso sofrer e muito!

Miguel Catarino · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Depois das derrotas frente a Ajax e FC Bayern Munique na jornada inaugural da Liga dos Campeões, AEK e SL Benfica encontraram-se no Estádio Olímpico, em Atenas, para a segunda parelha de jogos da liga milionária.

Do lado grego, verificaram-se duas alterações, com a entrada de Chygrynskiy e Bakasetas para o lugar de Lambropoulos e Cosic. Do outro lado, as lesões de Jardel e Gabriel obrigaram a mexidas no onze, que contou com a inclusão de Conti, Gedson e Salvio, que rendeu Cervi.

Na primeira parte, verificou-se uma toada atacante dos encarnados durante os primeiros 30 minutos, que foram disputados a uma intensidade muito elevada. A primeira oportunidade surgiu aos cinco minutos, com o cabeceamento de Conti para defesa de Barkas. No instante seguinte, aos seis minutos, Seferovic aproveitou o remate de Gedson e a defesa com os pés do guardião grego para, na recarga, enfiar a bola com precisão nas redes adversárias e apontar o primeiro da partida.

Com a vantagem do seu lado, foi a vez de Fejsa, aos 10 minutos, cabecear para uma defesa impecável de Barkas.

Fruto da qualidade irrepreensível em campo, os encarnados apontaram o segundo tento, que nasceu de um cruzamento largo de Pizzi na direita para a cabeça de Grimaldo, que se desmarcou ao segundo poste para fazer o 0-2 e alcançar o primeiro tento numa competição europeia.

A partir daí, foi tempo para alguma gestão dos encarnados, que mantiveram a posse e o domínio de bola, com o objetivo de entrar na defesa contrária e obrigar o AEK a ceder à pressão.

No entanto, a direção foi outra, porque os gregos conseguiram, aos poucos, causar perigo à equipa adversária. Com subidas frequentes pelas laterais, Bakakis, Mantalos, Hult e Bakasetas foram particularmente insistentes e os dois últimos protagonizaram as oportunidades mais flagrantes dos gregos no primeiro tempo.

Perante uma pressão alta, os encarnados facilitaram um pouco e permitiram aos gregos apoderar-se do ritmo atacante da partida.

Antes do fim do primeiro tempo, Rúben Dias, que já tinha um cartão amarelo, cometeu uma entrada dura sobre Ponce e recebeu ordem de expulsão, deixando o SL Benfica refém de um elemento importante no centro da defesa.

Com a vitória em Atenas, o SL Benfica soma os primeiros três pontos no Grupo E da Liga dos Campeões
Fonte: SL Benfica

Aos 53 minutos, aproveitando-se da fragilidade encarnada, o AEK chegou ao primeiro golo, com uma assistência na área de Hult para o remate eficaz de Klonaridis, que bateu Vlachodimos.

Numa altura difícil para os encarnados, o AEK não descansou e alcançou o empate aos 63’, de novo por Klonaridis, que finalizou de forma perfeita o excelente cruzamento de Oikonomou.

Os 10 minutos seguintes foram dominados pelo AEK, que procurou desempatar e chegar ao tão desejado 3-2. Klonaridis (73’) voltou a ser incansável e protagonizou mais um grande lance, que só não passou por Vlachodimos, que negou o golo.

E como quem não marca sofre, Alfa Semedo, que entrou aos 62’, progrediu com a bola no meio campo e, tal como Éder na final do Euro 2016, chutou cruzado com toda a confiança e bateu Barkas, aos 74’. O golo terminou com o desespero encarnado, que era de todo escusado se a exibição fosse mais consistente e alguns erros, como a expulsão de Rúben Dias, fossem evitados.

Com o resultado fechado, o apito final ditou a vitória benfiquista, após muito sofrer durante todo o jogo. Os primeiros 30 minutos foram dignos de uma qualidade excecional. A partir daí, e com a expulsão de Rúben Dias, a direção alterou-se e o AEK tomou conta da partida durante largos minutos. Com a partida empatada, valeu um golpe de génio para garantir a primeira vitória do SL Benfica na Liga dos Campeões.

Na próxima jornada, dia 23, o SL Benfica desloca-se a Amesterdão para defrontar o Ajax, enquanto o AEK recebe o FC Bayern Munique.

Onzes iniciais:

AEK: Barkas; Bakakis, Oikonomou (Cosic, 68’), Chygrynskiy e Hult; Galanopoulos, André Simões (Rodrigo Galo, 79’), Bakasetas, Klonaridis e Mantalos; Ponce (Giakoumakis, 60’)

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Conti e Grimaldo; Fejsa, Pizzi (Alfa Semedo, 62’) e Gedson; Salvio (Lema, 45’), Rafa (Cervi, 84’) e Seferovic

A FIGURA:

Fonte: UEFA Champions League

Vlachodimos: Poderia destacar Klonaridis, pelo bis, ou Alfa Semedo, por ter saltado do banco para apontar o 2-3 que deu a vitória encarnada, mas considerando a exibição como um todo, atribuo a distinção a Odysseas Vlachodimos, com todo o mérito e justiça.

Continua a preencher a baliza como ninguém e, esta noite, provou o porquê de ser um guarda redes de grande qualidade. Sofreu dois golos, é claro, mas protagonizou todo um conjunto de defesas de grande perfil, que impediram que o resultado pudesse ter contornos mais complicados para os encarnados. Na fase mais difícil, esteve sempre atento e segurou com firmeza as redes encarnadas. Exibição irrepreensível e mais uma que projeta o grego como um dos verdadeiros tesouros para esta temporada.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: SL Benfica

Rúben Dias: Depois de uma meia-hora de grande qualidade e com o jogo praticamente resolvido, a expulsão de Rúben Dias provocou uma mudança enorme no rumo da partida e colocou o SL Benfica em sérias dificuldades. Perante a desvantagem numérica, Rui Vitória foi obrigado a mudar o sistema tático e o AEK acabou por conseguir empatar a partida, num espaço de apenas 10 minutos. Valeu Alfa Semedo e Vlachodimos, peças essenciais para garantir a vitória encarnada.

Foto de Capa: UEFA Champions League

Miguel Catarino

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.