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Depois de duas vitórias consecutivas, uma para a Liga dos Campeões e outra para o campeonato, o professor Rui Vitória tem algum tempo para preparar o próximo embate. Dia 21 de Novembro, a turma encarnada defronta de novo o seu maior rival a nível nacional. Depois de dois embates perdidos, já no decorrer desta temporada, este jogo reveste-se cada vez mais de elevada importância.

Com a  saída histórica de JJ para o Sporting, os adeptos encarnados encontram-se cada vez mais impacientes com esta “crise” de resultados e de exibições. Apesar de realizarem boas exibições nas competições europeias, os jogadores encarnados pecam no campeonato nacional. Observamos jogos sem brilho, sem nota artística, onde é, por muitas vezes, preciso sofrer para sairmos vitoriosos, como aconteceu com o Moreirense, por exemplo.

Dia 21 tem de ser um grande Benfica a entrar no relvado de Alvalade. Têm de ser 11 Eusébios dentro das quatro linhas. Os jogadores têm de “comer” a relva, correr até que as forças lhe faltem e lutar por cada lance como se fosse o último.

Precisamos de uma equipa com garra, de um conjunto que faça lembrar o Benfica dos anos de ouro, aquele Benfica do qual os nossos pais e avós nos falam.  Um Benfica que cilindrava tudo, que tinha jogadores que sentiam o peso da camisola e que sabiam que tinham milhões a torcer por eles para que tudo corresse pelo melhor. É esse Benfica que precisamos. Quem não se lembra do jogo com o FC Porto na Luz para a Taça de Portugal na época de 2013/2014? É esse tipo de jogos e de exibições que caracterizam o Benfica.

Gonçalo Guedes Gaitán
Gonçalo Guedes e Gaitán têm sido duas das principais figuras do SL Benfica
Fonte: Sport Lisboa e Benfica
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Se isto não acontecer, e o Sport Lisboa e Benfica não sair vitorioso, adivinham-se tempos difíceis para o treinador, estrutura e jogadores. Depois de seis anos em que nos habituamos a ver uma equipa dominadora, tanto a nível de exibições como a nível de resultados, este início de época tornou a maior parte dos adeptos um pouco “desconfiados” em relação à tal “estrutura” que tanto se falou, aquando da saída de JJ.

Apesar de termos essa “estrutura” experiente, uma coisa é certa: o que ganha jogos não é a estrutura, é um bom treinador, e apesar de achar o professor Rui Vitória um excelente profissional, ainda se encontra  a anos de Luz de Jorge Jesus, que neste momento é o melhor treinador a treinar em Portugal e um dos melhores a trabalhar na Europa. Este conhecimento que Rui Vitória ainda não possui, pois não tem a experiência do que é treinar um grande como JJ já tinha depois de seis anos no Benfica fazem toda a diferença. A juntar a esta falta de experiência junta-se a falta de qualidade em alguns sectores da equipa e tudo culminou em maus resultados e más exibições.

Esperemos que tudo corra pelo melhor e que dia 21 possamos ver um joga à Benfica, e que o resultado nos sorria desta vez.

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