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Rui Vitória prometera voltar à ação aos microfones do Canal 11, já depois de ser protagonista de um ‘Sagrado Balneário’ e de cumprir as vezes de outros enquanto comentador no ‘Futebol Total’.

Depois da aventura nas Arábias e do ano sabático, a Europa reabriu portas para o Professor: da Rússia, veio o chamativo interesse do Spartak Moscovo, segundo classificado da última edição da Premier League local.

A 14 de Junho, era apresentado perante 42 jornalistas, um recorde em termos de apresentações de treinador na Rússia. À semelhança do SL Benfica, o clube do povo – ou Narodnaya komanda –, a devida alcunha na língua dominante para lá dos Cárpatos.

Um desafio à medida do técnico português, primeiramente um gestor de homens antes de um competente tacticista, alguém apropriado para lidar com a pressão de grandes multidões e gerir recorrentes carrosséis emocionais, como tão bem soube fazer na Luz. Pelo menos, enquanto o deixaram.

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Líder das tropas, Rui Vitória sempre acompanhado pelos seus fiéis escudeiros: Luís Esteves, Arnaldo Teixeira e Valter Dias, da esquerda para a direita, faltando apenas na fotografia Sérgio Botelho
Líder das tropas, Rui Vitória sempre acompanhado pelos seus fiéis escudeiros: Luís Esteves, Arnaldo Teixeira e Valter Dias, da esquerda para a direita, faltando apenas na fotografia Sérgio Botelho.
Fonte: Spartak Moscovo

Numa pré-época que não começou bem, com a primeira vitória a surgir apenas ao terceiro jogo, os destaques centram-se na aposta continuada no 4-2-3-1, já imagem de marca das suas ideias. Fruto do início precoce de temporada – o Spartak já se estreou na Liga, no passado dia 25 -, os treinos começaram muito mais cedo do que é habitual no sul da Europa, onde os campeonatos não têm a pausa invernal.

Ainda antes de entrar julho, já Rui Vitória seguia com um plantel de 24 jogadores para a Áustria, num estágio onde foi possível atestar capacidades contra três equipas: Neftci, habitual campeão do Azerbaijão; NK Bravo, quinto classificado da Liga Eslovena anterior, e Sibenik, sexto classificado da última Liga Croata.

Sem poder ainda contar com sete importante elementos do plantel principal por força dos compromissos de seleções (Dzhikiya, Zobnin e Sobolev integraram a comitiva russa, Alex Král a checa, Quincy Promes foi selecionado para os Países Baixos, Jordan Lársson foi escolhido pelos suecos e Ezequiel Ponce permanece ainda com os olímpicos argentinos), foram entregues importantes minutos a elementos mais novos da equipa, que assimilaram conceitos e deram provas de real valia futebolística.

Entre os mais destacados estão Gaponov, central de 23 anos que aproveitou a ausência do capitão Dzhikyia para acumular minutos (seis jogos a titular), ou Umyarov, o trinco nascido em 2000 que parte na “pole position” para a titularidade na parelha de meio-campo.

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