MAIS ESPECTÁCULO, POR FAVOR

O último lugar avense é um excelente ponto de partida para a “futebolada” que ocorrerá na Luz e permitirá a Bruno Lage outro tipo de gestão no planeamento do jogo, diferente do habitual.

Além da possível introdução de Julian Weigl às rotinas da equipa, há compromissos vitais na semana seguinte e que pedem atenções redobradas, já que definem o que se seguirá na época encarnada.

Apesar da necessidade de pontos por parte da equipa de Nuno Manta Santos e do estímulo superlativo que se tornam estas viagens à casa dos grandes, o Benfica tem condições para almejar um resultado avultado e um espectáculo divertido para quem comparecer na Catedral, num misto de cura das angústias diárias e compensação pela exibição mais cinzenta no berço da Nação.

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Os avenses contam por derrotas todos os jogos fora e, enquanto pior defesa do campeonato (31 golos sofridos), defrontam o melhor ataque (38), que conta com um Vinícius sedento de continuar a sua média absurda de golos, interrompida no último jogo com o seu desaparecimento em campo.

Na totalidade de jogos oficiais entre as duas equipas (12), os maiores feitos dos visitantes são dois empates, um dos quais o divertido (e trágico) 4-4 de 2000-01, onde, aos 23 minutos, o Benfica já perdia por 3-0! Tempos difíceis e ultrapassados, só relembrados de forma momentânea naquele recepção ao Boavista FC, com Rui Vitória no banco.

COMO JOGARÁ O SL BENFICA?

Seria pergunta inconsequente e de resposta pronta – estabilizado está o onze base -, não fosse a limpeza de amarelos de Adel Taarabt. A dúvida prende-se entre a fórmula original desta época, onde Florentino tinha lugar assegurado no centro do terreno, e a estreia do recém-chegado Julian Weigl, que difere do perfil do luso-angolano na maior predisposição para as tarefas ofensivas.

Julian destaca-se pela sua capacidade de passe e pela visão de jogo, assumindo-se não raras vezes como quarterback de serviço, papel onde Gabriel também é figura principal. Os dois, lado-a-lado, seriam uma ajuda extraordinária aos desequilibradores, num jogo que se espera de constante cerco à área adversária. Assim, a aposta na maior criatividade do alemão não seria surpreendente, além de que iria acelerar a sua integração entre os titulares e permitiria-lhe já boa dose do entrosamento necessário para ser ajuda válida na semana seguinte.

JOGADOR A TER EM CONTA

As celebrações de Vinícius já se tornaram a sua imagem de marca
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Carlos Vinícius – Haverá melhor oportunidade para voltar aos golos? Espera-se um Aves a apostar nas transições rápidas e em bloco baixo, habitat onde o brasileiro tanto gosta de pernoitar. Será a aríete que permitirá a entrada dos assassinos encarnados na estrutura avense, já que no castelo de Guimarães foi impotente perante as boas exibições de Tapsoba e Pedro Henrique, ficando a zero e fazendo a sua média de minutos entre golos aumentar para 56 minutos, quando na semana passada se fixava nos 49. Uma catástrofe que não pode voltar a acontecer!

XI PROVÁVEL:

4-4-2 – Odysseas, Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo, Pizzi, Weigl, Gabriel e Cervi, Chiquinho e Vinícius.

COMO JOGARÁ O C. D. AVES?

Nuno Manta Santos teve na derrota frente ao Santa Clara duas baixas de peso: Mohammadi e Welinton, os principais finalizadores da equipa. Com cinco e sete golos, respectivamente, destacam-se no capítulo ofensivo, e os seus golos representam 63% das concretizações bem sucedidas da equipa, número demonstrativo da sua influência enquanto dupla atacante.

Com os dois de regresso das ausências, causadas por motivos díspares – o iraniano ficou retido no país natal pelos recentes distúrbios políticos, o brasileiro apenas a cumprir castigo –, a equipa avense pode aspirar a sair da Luz com pontos, se a moral dos seus atacantes estiver em alta.

Espera-se, por isso, que os confrontos entre os dois, ocorridos no Bonfim, na derrota frente ao Vitória, não tenham tido consequências na química da equipa e no ambiente do balneário. Aliás, o presidente Armando Silva foi pronto a desmentir quaisquer agressões na cabine, afirmando que «não houve pancadaria nenhuma», mas que houve sim «um desaguisado entre os dois sobre quem marcava o penálti, que toda a gente viu, e uma discussão entre os dois no final», sendo expectável então que a preparação da equipa para o encontro decorra sem grandes tumultos e na máxima concentração.

Nuno Manta tem apostado no 4-2-3-1, seu sistema predilecto desde os tempos de Santa Maria da Feira, não sendo esperadas grandes alterações à estratégia habitual. A aposta na formação será para continuar, dada a regularidade das oportunidades dadas nos últimos encontros às principais figuras da equipa sub-23: Mangas, Bruno Morais e Banjaqui.

JOGADOR A TER EM CONTA

Claúdio é um dos pilares da equipa e um dos jogadores com mais minutos: 1363, divididos por 16 jogos
Fonte: C. D. Aves

Cláudio Falcão – Num jogo onde a obtenção de pontos pela equipa avense será sempre resultado directo da sua consistência defensiva, Cláudio Falcão tem todas as capacidades para se assumir como uma das figuras do jogo e o líder da equipa em campo, mais uma vez. Será ele o principal farol posicional dos colegas, atuando como homem mais recuado dos cinco da linha média. O seu posicionamento e a forma como ocupará os espaços à frente da linha defensiva – por onde circulam em carrossel Pizzi, Chiquinho e Cervi – será chave para o bom desempenho da equipa.

XI PROVÁVEL:

4-5-1 – Bernardeau, Jaílson, Dzwigala, Rúben Morais e Ricardo Mangas, Cláudio Falcão, Estrela, Yamga, Banjaqui, Welinton e Mohammadi.

Foto de capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira