Campeão e vice-campeão defrontam-se pela primeira vez na época 2019/2020, em partida a contar para a terceira jornada da Liga Portuguesa. Velhos conhecidos com caras novas, que podem fazer cair o velho chavão, reiterado por Sérgio Conceição na sua antevisão, que reza que “não há segredos entre as duas equipas”. Há-os. Não muitos, mas talvez os suficientes para fazer pender a balança que se espera equilibrada. Ainda que os treinadores de ambos os clubes tenham transitado da época transata, a grande remodelação por que passou o FC Porto e o ingresso no SL Benfica de novos ativos podem trazer novidades ao clássico, a começar pelos 22 jogadores que vão iniciar a partida.

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A equipa da casa não deve fugir do seu esquema habitual de 4-4-2, residindo a única dúvida na frente de ataque: manterá R.D.T a titularidade ou terá Seferovic novo parceiro? Pelo que tem mostrado e, sobretudo, trabalhado, Raul de Tomas deve continuar no 11 inicial, tentando desgastar os centrais Pepe e Marcano e tentando evitar que Danilo faça a ligação entre as duas primeiras linhas. Assim, o SL Benfica deve começar o jogo com o onze que derrotou o Paços de Ferreira FC e o Belenenses SAD: Vlachodimos; Nuno Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Florentino, Samaris, Pizzi e Rafa; Raul de Tomas e Seferovic.

Por sua vez, o FC Porto é mais imprevisível. Como abordado na conferência de antevisão de Bruno Lage, os visitantes podem apostar em um de dois esquemas (ou até alternar entre ambos, consoante as exigências da partida), um 4-4-2 em forma semelhante ao aplicado pelo SL Benfica, mas um pouco diferente em conteúdo, ou um 4-3-3, dando força e consistência ao seu meio-campo e procurando anular o poder de desarme de Florentino e o poder de choque de Samaris, além de tentar prevenir os movimentos interiores de Pizzi e Rafa. Essa indefinição aliada aos novos nomes que compõem o plantel azul e branco – e até pela polivalência de jogadores como Romário Baró ou mesmo Marega – tornam difícil antever o onze inicial portista do meio-campo em diante.

Zé Luís é uma das principais armas portistas, merecendo a atenção dos encarnados no momento defensivo
Fonte: SL Benfica

Na defesa, Conceição não deve substituir qualquer peça em relação à receção vitoriosa ao Vitória FC – Marchesín; Corona, Pepe, Marcano e Telles. As apostas sem retorno claro em Manafá e, em particular, em Saravia, levaram o treinador portista a optar pela adaptação de Corona à posição de lateral direito e essa escolha deve manter-se, ainda que a utilização de Manafá, conhecedor do futebol português, fazendo subir Corona, não seja descabida, dependendo do que Sérgio Conceição queira retirar do jogo.

Caso opte por um meio-campo a três, Danilo, Uribe e Baró são as opções mais viáveis, perante as ausências de Ségio Oliveira, Loum e Nakajima. Num meio-campo a dois, os dois primeiros – mais experientes – deverão ser os escolhidos. Em boa forma, Luís Díaz deve manter-se na equipa, como ala ou extremo, mediante o sistema, à semelhança de Zé Luís, que jogará sozinho na frente em 4-3-3 ou na companhia de Marega em 4-4-2.

Também imprevisível é o resultado. Um clássico é um momento único na linha temporal da Liga Portuguesa, não estando sujeito a fatores como momento de forma, classificação, clássicos anteriores ou mesmo o fator casa (o FC Porto tem-se dado bem no novo Estádio da Luz). Apenas a qualidade do jogo não é imprevisível. Essa está sempre garantida. Todos os restantes prognósticos… só no fim.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

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