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Mais uma reviravolta do Benfica, em jogos fora de casa. A segunda consecutiva, depois da vitória frente ao Moreirense há duas semanas. O mesma história de jogo, o mesmo resultado final. Este foi mais um 1-3 categórico de um Benfica que, mais uma vez, soube reagir à desvantagem e conquistar uma importante vitória.

A perder desde os sete minutos da partida, depois de um belo golo do jovem Iuri Medeiros, os encarnados produziram uma primeira parte de baixo nível de intensidade e qualidade. O golo sofrido confundiu a equipa que não consegui assentar jogo nos primeiros quarenta e cinco minutos. O pouco entrosamento entre o meio-campo e os avançados era evidente e os laterais tiveram pouco espaço para apoiar o ataque. Ainda assim, antes do intervalo, as águias já poderiam igualado a partida, através de Lima e Salvio. O brasileiro atirou a rasar o poste, enquanto o extremo argentino viu a barra e o guardião do Arouca negaram-lhe o golo, em duas ocasiões.

Com a segunda parte veio um Benfica mais intenso e determinado e um Arouca mais adormecido. Talisca entrou para o lugar de Samaris e os encarnados ganharam mais velocidade de jogo e circulação e começaram a pressionar mais a equipa da casa. Precisamente num lance de pressão alta dos encarnados surgiu o golo do empate do Benfica, por intermédio de Jonas, que aproveitou a prenda que Goicoechea, guarda-redes de Arouca lhe ofereceu. Erro terrível do guardião uruguaio que entregou de mão beijada a bola ao avançado brasileiro o empate aos encarnados.

Depois apareceu o melhor Benfica. Segurança e clareza na posse, envolvimento dos extremos e laterais no processo ofensivo e um Pizzi a assumir mais uma vez, muito bem, o controlo da jogo no meio-campo. Com um Arouca cada vez mais recuado, o Benfica acelerou, pressionou e meteu o segundo golo. Lima deu vantagem às águias na partida, na recarga ao remate de Jonas. Dois golos em cinco minutos confirmaram a supremacia do Benfica num segundo tempo em que a equipa surgiu com uma nova face. Em vantagem, os encarnados souberam gerir o jogo da melhor forma, jogando longe da sua baliza e procurando aumentar a vantagem.

Essa tarefa tornou-se ainda mais fácil depois da expulsão do centra do Arouca Hugo Bastos que derrubou Lima quando este seguia sozinho para a baliza. A vitória encarnada ficou confirmada com mais um golo de Lima, que, isolado, foi frio o suficiente para fazer o terceiro e estabelecer o resultado final.

Este é um cenário que já se viu noutros desafios dos encarnados nesta temporada e hoje, mais uma vez, o intervalo fez bem aos jogadores que mostraram personalidade para obrar uma reviravolta num jogo muito importante para manter as distâncias pontuais iguais em relação aos rivais.

Sem tremer, o Benfica conquistou hoje a vigésima vitória no campeonato e continua de pedra e cal no topo da tabela. Para semana há jogo frente ao Braga, um adversário que já venceu as águias por duas vezes esta temporada. Mais uma final em que se aparecer o Benfica da segunda parte de hoje, será difícil a vitória escapar aos encarnados.

A Figura:

Lima – Não foram apenas os dois golos que fizeram de Lima o homem de jogo. Ao seu estilo, o brasileiro trabalhou, baixou para receber a bola e fazer jogar a equipa e foi exímio na primeira fase de pressão ofensiva. Está em forma e de pé quente.

O Fora-de-Jogo:

Vasco Santos – Preferi não referenciar o (fraco) trabalho do árbitro na crónica sobre o jogo, mas tenho de o destacar pela negativa pela forma como se apresentou nesta partida. Perdoou dois penaltys ao Arouca – toca a todos – e excedeu-se no número de cartões mostrados.

 Foto de Capa: Sport Lisboa e Benfica

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