sl benfica cabeçalho 1Eu detesto fazer isto. A sério, o ser humano não está nem nunca estará fisicamente capaz de compreender ou aceitar uma despedida. Sobretudo, quando falamos de alguém que nos é querido, próximo, pelo qual nutrimos amor e respeito. As lágrimas na hora da despedida são sempre as piores, mesmo, noutros graus de tristeza. Paulo, este é teu.

Quando chegaste ao Benfica a vida era mundana. Tínhamos no Jorginho no comando e mandar calinadas nas conferências, o Cardozo lá na frente à espera que qualquer coisa pingasse no pé esquerdo, o Gaitán ainda sabia jogar. Bons tempos.

Acima de tudo tínhamos-te a ti. Tu eras a alma do grupo, o que ia para o banco e não reclamava porque sabia que não fazia melhor, o que estava lá, nos treinos e nos jogos, a ajudar os outros a ser melhor.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

O teu papel é desvalorizado no Benfica. Na realidade, nunca ninguém te compreendeu. Olhámos sempre para ti como aquele carequinha de quem um dia veríamos muito. E vimos! Tu, Paulo, tu deste numa de guarda-redes do Egipto, CAN de 2007, e trepaste a uma baliza quando fomos campeões, mas mais do que isso tudo, tu deixaste cair a taça.

Esse foi o teu momento. Sabias que não ias passar de um guarda-redes de banco e que à mínima oportunidade terias de marcar a tua posição, e assim o fizeste. Paulo, tu e só tu ganhaste 4 campeonatos com 45min de jogo em 4 anos. Tu, Paulo!

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João Valente é um apaixonado pela arte do futebol. Nascido e criado durante boa parte do tempo em Lisboa, começou a seguir este desporto com uns tenros quatro anos e, desde então, tem sido um namoro interminável. É benfiquista de gema – mas não um que só vê Benfica à frente! É alguém que sabe ser justo quer o Benfica ganhe ou perca e que está cá para salientar os porquês, na sua opinião, dos resultados. Como adepto de futebol que é não segue só a atualidade do futebol português; faz questão também de acompanhar a par e passo o que de mais importante acontece nos principais campeonatos. A conjugar com o seu interesse pelo futebol, e pela malha, desporto que descobriu porque o seu avô era campeão lá na rua, veio a escrita, forma que encontra de expor os seus pensamentos na esperança de um dia se tornar num grande jornalista de desporto, algo que dificilmente acontecerá mas, tudo bem, ele um dia há-de perceber isso.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.