A CRÓNICA: TUDO RESOLVIDO EM DEZ MINUTOS

O SL Benfica derrotou esta noite o Belenenses SAD, no Estádio Nacional, por três golos sem resposta e somou a terceira vitória consecutiva. Num jogo onde tudo ficou resolvido na segunda parte, Seferovic (2) e Lucas Veríssimo fizeram os golos da vitória encarnada.

Com a pressão de vencer do seu lado, o SL Benfica assumiu as despesas do jogo nos minutos iniciais. Com uma alteração no modelo tático da equipa, os encarnados foram dominando a posse de bola, mas o Belenenses SAD ia criando as principais ocasiões de perigo.

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À passagem do minuto 23, Pizzi teve a primeira oportunidade de golo para os visitantes, mas Kritsyuk foi rápido ao sair da baliza e defendeu. Foi o início dos melhores dez minutos das “águias” no primeiro tempo, com Seferovic também a falhar duas ocasiões flagrantes de golo.

O avançado suíço ia mostrando muita frustração pela sua fraca prestação. Tanto na finalização, como no passe, Seferovic parecia apagado do jogo e o SL Benfica ressentia-se. Quem aproveitou foi o Belenenses SAD, que continuou perigoso nos contra-ataques, colocando em sentido a defensiva encarnada e o guardião Helton Leite. Ainda assim, quando o árbitro apitou para o intervalo, o marcador assinalava uma igualdade a zero.

Na 2ª parte, os encarnados entraram a todo o gás e resolveram a partida em apenas nove minutos. Seferovic por duas vezes (55’ e 58’) e Lucas Veríssimo (65’) fizeram a rede balançar e confirmaram a superioridade dos comandados de Jorge Jesus.

Com esta vitória, o SL Benfica soma 45 pontos e mantém-se no quarto lugar da Primeira Liga. Já o Belenenses SAD soma 22 pontos e está no 12º lugar da tabela classificativa.

A FIGURA

Seferovic desbloqueou o jogo para o SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Haris Seferovic – Com dois golos marcados em apenas três minutos, o avançado suíço resolveu um jogo que se começava a tornar muito difícil para o SL Benfica.

O FORA DE JOGO

Belenenses SAD foi derrotado pelo SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Apagão ofensivo do Belenenses SAD na 2ª parte – Nos segundos 45 minutos, a equipa de Petit foi bastante inoperante em termos ofensivos e não conseguiu esboçar uma reação à desvantagem.

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD apresentou-se no seu tradicional 3-4-3 no momento do ataque. Miguel Cardoso, Varela e Cassierra formavam o tridente ofensivo, com Silvestre Varela a assumir o papel de “joker”, o elemento menos posicional e que tanto aparecia num dos flancos, como no corredor central.

A dupla Yaya-Cafú foi determinante para o sucesso inicial do Belenenses SAD, ao serem capazes de conter o meio-campo encarnado durante grande parte do primeiro tempo. Contudo, o momento decisivo aconteceu no regresso do intervalo, quando essa mesma dupla “de choque” deixou de ter capacidade para aguentar as investidas dos visitantes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritsyuk (7)

Diogo Calila (7)

Gonçalo Silva (7)

Tomás Ribeiro (6)

Rúben Lima (6)

Tiago Esgaio (6)

Sithole (7)

Phete (7)

Miguel Cardoso (6)

Varela (7)

Cassierra (7)

SUBS UTILIZADOS

Afonso Sousa (7)

Afonso Taira (6)

Francisco Teixeira (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se em 4-2-3-1, com Pizzi e Weigl a compor a linha intermédia e Everton, Waldschmidt e Rafa no apoio a Seferovic. No momento defensivo, os encarnados passavam a ter duas linhas de quatro, com Waldschmidt e Seferovic a constituir a primeira linha de pressão.

O SL Benfica jogou maioritariamente em ataque organizado e pressionou alto, tentando condicionar o Belenenses SAD na sua primeira fase de construção. Na primeira parte, a equipa de Jorge Jesus procurou sobretudo o jogo entrelinhas, ainda que sem grande sucesso. Na segunda parte, a equipa jogou mais na profundidade e explorou com frequência o jogo pelos corredores laterais e foi daí que surgiram dois dos três golos.

A menos de dez minutos do fim, Jorge Jesus fez entrar Jardel e Gilberto, passando o SL Benfica a jogar no sistema de três centrais, que os encarnados têm utilizado algumas vezes durante a época.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (7)

Diogo Gonçalves (8)

Lucas Veríssimo (8)

Otamendi (7)

Grimaldo (8)

Rafa (7)

Pizzi (6)

Weigl (8)

Everton (6)

Waldschmidt (5)

Seferovic (8)

SUBS UTILIZADOS

Chiquinho (4)

Gilberto (-)

Jardel (-)

Taarabt (5)

Pedrinho (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Petit, a dupla Yaya e Cafú esteve em grande plano no primeiro tempo ao conseguirem aguentar o meio-campo do SL Benfica, no entanto no segundo tempo acabou por cair um pouco. A entrada do Taira e do Afonso Sousa foram para tentar ter mais pendor ofensivo nessa zona do campo, ou para refrescar e tentar conter o ascendente do SL Benfica?

Petit: Foi para refrescar, e uma coisa que nós notamos e que vimos da primeira para a segunda parte, foram os duelos. Perdemos muitos duelos na segunda parte, não fomos uma equipa que chegava perto do portador da bola, não conseguimos ganhar esses duelos e por isso é que não tivemos tanta bola, não tivemos tantas transições. Tentámos mudar com o Sousa, dar mais frescura, ele é um jogador que gosta de ter bola, de ir para o espaço entrelinhas, e o Taira é um jogador experiente e que consegue ter bola, mas depois de estar 2-0, o Benfica conseguiu gerir melhor o jogo, teve mais um golo de bola parada onde nós também somos fortes, e esta segunda parte fica marcada por esses dois lances que dão os dois golos ao Benfica.

 

SL Benfica

BnR: O SL Benfica apresentou-se em 4-2-3-1. A ideia era explorar o espaço entrelinhas, antecipando que o Belenenses SAD iria apresentar-se com o bloco baixo e a defender com muitos homens?

Jorge Jesus: A ideia era essa, mas não conseguimos. Não conseguimos jogar entrelinhas, principalmente os nossos alas e o nosso segundo avançado nunca conseguiram ganhar vantagem quando a bola entrou entrelinhas. Esse foi um dos grandes problemas da 1ª parte, nós andámos só à procura do jogo entrelinhas e não demos profundidade ao jogo. Foi um dos temas que falámos ao intervalo e melhorámos, e se vocês se lembram os primeiros dois golos da equipa foram criados em dois movimentos de profundidade. Claro que um é um cruzamento mas o outro não é, é um passe na vertical do Diogo e foi isso que fez a diferença, na minha opinião, da segunda parte para a primeira.

Rescaldo da autoria de Frederico Seruya e Leonardo Bordonhos

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