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Segundo jogo de pré-época, outro teste exigente, frente à Fiorentina, de Paulo Sousa. Já sem Lima, havia a curiosidade de saber qual seria a táctica que Rui Vitória utilizaria. Sem o brasileiro, o plantel do Benfica adequa-se ao 4-3-3 que Rui Vitória gosta de utilizar. Ainda assim, Rui Vitória não alterou muito o modelo tácito. A única alteração foi o facto de colocar um ponta de lança sozinho na frente(Jonas) com um jogador atrás a apoiá-lo, como uma espécie de 10(a honra coube a Jonathan).

A primeira parte foi típica de um jogo de pré-época, jogada a um ritmo calmo, bastante equilibrado, com duas equipas com treinadores novos, que querem implementar os seus estilos, e os jogadores ainda a assimilarem. No entanto, a nota mais vai para o Benfica, que teve mais bola, que mostrou boa troca do esférico na saída para o ataque. Oportunidades, só uma para cada lado.

Apesar de no papel Talisca e Gaitan eram os extremos, foi curioso ver que ambos apareceriam muitas vezes no meio, abrindo espaço para Jonathan nas alas, que esteve sempre muito activo. Fica a ideia de que se Rui Vitória quiser apostar nesta forma de jogar, terá de pedir aos laterais para aparecerem mais subidos. Só com mais pendor ofensivo destes é que este modelo resultará.  Samaris também apareceu mais solto, graças à presença de Fejsa. Será interessante ver como funcionará esta dupla. Num 11 já muito bem conhecido pelo universo benfiquista, os olhos estavam postos em Jonathan Rodriguez, o único da equipa inicial que não jogou a época passada. O avançado esteve em bom plano, mostrando boa qualidade, tanto no meio como nas alas, segura bem a bola e tem agressividade. Nota-se que se quer mostrar e a continuar assim será um jogador com quem Rui Vitória poderá contar.

 

Ola John tarda em aparecer Fonte: Facebook do Benfica
Ola John tarda em aparecer
Fonte: Facebook do Benfica

A segunda começou mais animada. A Fiorentina atirou à barra(melhor oportunidade da partida), e Jonas, logo a seguir, igual a sí próprio, tira um adversário da frente e rematou ao lado. As equipas pareciam vir um pouco mais animadas para este segundo tempo. Com a expulsão de Luisão, o Benfica teve de se adaptar à inferioridade numérica e pouco mais se viu dos encarnados. Os italianos tiveram mais bola, mais iniciativa, mas poucos lances de verdadeiro perigo. O jogo voltou ao ritmo de treino, e ambos os treinadores aproveitaram para mudar as equipas.

Nesta segunda parte o destaque vai para Ola John, mas pela negativa. O holandês continua a não convencer. Lento a decidir, sem o ritmo de explosão que já mostrou no Benfica, arrisco-me a dizer que esta será a época decisiva para o jovem jogador. Apesar de ter tido alguns rasgos de qualidade com Jorge Jesus, o holandês nunca se impôs, verdadeiramente, mesmo com Gaitan e Salvio de fora. Se não conseguir vingar com Rui Vitória, penso que o melhor é mesmo sair e o Benfica conseguir algum retorno financeiro. Para já, não tem convencido na pré-época.

Com um ritmo destes, o jogo só poderia acabar a 0. Nos penalties, Carcela falhou e o conjunto de Paulo Sousa venceu por 5-4. Nestes jogos, e sendo apenas o segundo da pré-temporada, o resultado é o que menos interessa. Ainda há muito trabalho pela frente, a forma física não é a melhor, mas o mais importante destes jogos é implementar ideias. Rui Vitória terá de aproveitar os próximos 3 jogos para ver se realmente este modelo de colocar os extremos a jogar no meio resulta. Se quiser mesmo seguir com essa ideia, será necessário ir ao mercado buscar um lateral com características ofensivas. Um avançado também será uma contratação a ter em conta, apesar de Jonathan ter-se mostrado a um bom nível e ser um jogador a ter em conta. Agora é acreditar no trabalho do mister e esperar pela SuperTaça.

Foto de capa: Facebook do Benfica

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