cabeçalho benfica

O fenómeno parece não ter fim e tem um nome: Anderson Talisca. O jovem brasileiro de 20 anos, voltou a ser decisivo e a marcar o golo (82′) que deu a primeira vitória europeia ao Benfica, nesta temporada. Os encarnados voltaram a ter de sofrer para garantir 3 pontos, mas atente-se no facto que a equipa monegasca ainda não tinha sofrido qualquer golo na prova. A dupla de centrais composta por Raggi e Ricardo Carvalho (está velho, não está?) é extremamente eficaz e complementa-se muito bem. Os laterais são muito ofensivos, sabem defender e conferem muita largura aos corredores do terreno. Fabinho muito competente e Kurzawa é claramente um jogador acima da média. Tudo isto somado com a boa qualidade do guarda-redes Subasic justifica bem a competência desta equipa do Mónaco a nível defensivo.

Pela parte do Benfica, Jorge Jesus voltou a colocar Júlio César na baliza, apostou no regresso de Jardel para o lugar do castigado Lisandro e deixou Lima no banco para dar as honras do ataque a Derley. Todas estas opções, de uma forma ou de outra, foram benéficas para a vitória encarnada no jogo de hoje.

Na partida de hoje, o Benfica entrou melhor e dominou o jogo nos primeiros vinte minutos. Salvio (aos 5′) teve a primeira grande ocasião para inaugurar o marcador, após um grande passe de Talisca. Depois do bom começo no encontro, o Mónaco acabou por responder e soube capitalizar os amarelos a Samaris e Enzo Pérez para garantir algum domínio no meio-campo e a consequente superioridade em quase todas as zonas do terreno. Antes do intervalo, e ainda que não estivesse melhor no jogo, o Benfica voltou a ter nova ocasião para marcar, através de Gaitán (45+1′).

Talisca voltou a resolver Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Talisca voltou a resolver
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Na segunda parte, o ritmo manteve-se e o Mónaco continuou a ser a melhor equipa em campo. A equipa de Leonardo Jardim controlava toda a zona intermediária do terreno e foi sem surpresas que atacou com muito perigo a baliza de Júlio César. Yannick Ferreira-Carrasco, um dos melhores em campo, falhou isolado (59′) na cara do guarda-redes do Benfica, que fez uma intervenção de grande nível. O internacional canarinho, a par de Luisão e Jardel, estava a ser determinante para o Benfica aguentar o nulo até esta altura. Daí que, sem surpresas, Jesus teve de intervir, tirando Samaris e colocando em jogo Lima. Com esta troca, recuou Enzo para a posição 6, Talisca para 8 e colocou Lima e Derley na frente, dando clara indicação à equipa de que o jogo era mesmo para ganhar.

O Benfica voltou a crescer e subiu de produtividade. Notou-se que, por esta altura, havia muito desgaste em ambas as equipas, mas que os comandados de Jorge Jesus tinham mais vontade (e obrigação) para vencer o jogo. O Benfica procurou muito o jogo direto, mas caiu, em excesso, num jogo muito previsível e algo trapalhão. Na fase final do jogo, para conseguir vencer, era preciso ter sorte e algum rasgo de génio de algum jogador encarnado. E, adivinhe-se, deu Talisca. O brasileiro voltou a resolver, desta vez, depois de uma bola parada e ofereceu 3 pontos importantíssimos na luta por um lugar na próxima fase da Liga dos Campeões. De ter em conta ainda que, logo após o lance do golo, Jardel cometeu penalty e podia ter deitado tudo a perder (não só a sua boa exibição, como a vitória da equipa). Felizmente para o Benfica, o árbitro não viu e deixou passar em claro o (único) momento infeliz do defesa brasileiro durante os noventa minutos.

Ainda assim, foram 3 pontos importantes e que deixam tudo em aberto. É fundamental não perder na Rússia para manter acesa a esperança de seguir em frente. Uma derrota contra o Zenit deixa o Benfica praticamente fora da Champions e com situação complicada na Liga Europa. Otimismo é a palavra de ordem.

A Figura

Talisca: O brasileiro voltou a decidir e, ainda que não seja um jogador muito regular em todos os tempos de jogo, está sempre na zona de decisão. Está talhado para os grandes momentos e já é um caso sério. Destaque ainda para as exibições de Júlio César, da dupla Luisão-Jardel e do lateral-esquerdo do Mónaco, Kurzawa.

O Fora-de-Jogo

Salvio: Pode ser injusto, dado que trabalhou muito a nível defensivo, mas o argentino esteve completamente ineficaz na frente. Perdeu imensas bolas, decidiu quase sempre mal e comprovou que não está num bom momento de forma.

Comentários