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Já está! Final de época brilhante do SL Benfica, manchado apenas pela final europeia perdida para o Sevilha. De qualquer das formas, em Portugal o Benfica fecha a época com chave de ouro ao voltar a ser feliz no Jamor, algo que não acontecia há um tempo. Sorrisos, triplete conquistado, festa no Marquês. Depois do fim de época transacta os adeptos e os jogadores mereciam que brilhasse a estrelinha da sorte que acompanha os campeões. Com sorte, e muito trabalho, Jesus consegue reerguer moralmente uma equipa que ameaçava desmanchar se soprasse uma ligeira brisa e acaba a época a ser lançado ao ar por jogadores que há um ano o empurravam no fim do jogo.

O jogo em si não tem história a não ser a história de uma época (quase) perfeita. Foi um jogo fraco da parte da equipa encarnada, motivado talvez pelos 120 minutos de Turim, que pesaram nas pernas de muitos dos titulares de hoje. Ao invés do que se passou na final de Leiria, o Rio Ave entrou fraco e acabou forte. Uma segunda parte largamente dominada pela equipa de Vila do Conde, que criou inúmeras oportunidades para igualar a partida mas teve pela frente um Oblak seguríssimo… e uma manifesta falta de sorte. Foram dignos vencidos e, apesar de não terem conquistado troféu nenhum, ninguém pode tirar o mérito a Nuno Espírito Santo nem a estes corajosos vilacondenses.

Jorge Jesus foi peremptório nas suas palavras, já no pós-jogo: os jogadores estavam mortos. Isso foi claro para toda a gente, inclusivamente para o mais cego dos adeptos encarnados. Fica assim para a despedida um final de época benfiquista, mas pouco à Benfica… sendo, no entanto, completamente justo argumentar que estes três troféus “caíram” no palmarés do seu merecido dono – inclusive esta Taça de Portugal, onde a formação encarnada entrou mandona e a mandar, não dando grande espaço ao Rio Ave para sonhar. Várias oportunidades, principalmente de bola parada, até que, ao minuto 20, o menino Gaitán aparece de mansinho à entrada da área verde e branca e atira com (muito) jeito para aquele que seria o primeiro, único e último golo da partida. O Benfica na frente e os pescadores a verem os navios a passar.

O Benfica venceu as 3 competições nacionais deste ano Fonte: ZeroZero
O Benfica venceu as 3 competições nacionais deste ano
Fonte: ZeroZero

Muitos pensavam que a conquista iria ser fácil. O Benfica marcava, estava na frente, e o Rio Ave poucos argumentos tinha mostrado para dar a volta. Mas na segunda parte os barbudos comandados por Nuno Espírito Santo transformaram-se e encostaram o Benfica às cordas. Os encarnados, completamente fatigados pelo esforço de Turim, não conseguiam partir para o ataque e viam o Rio Ave ameaçar. Uma bola ao poste e que vai parar às mãos de Oblak e um cabeceamento ao lado são exemplos de como o Rio Ave colocou em sentido o Benfica. Seria Oblak a segurar a vantagem e a garantir o triplete. Os jogadores não aguentavam nas pernas o esforço do jogo e não foi surpresa que, já nos minutos finais, já houvesse quem coxeasse.

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No final, Jesus olhou para o céu. Se para o Benfica esta taça significa ser a primeira equipa a ganhar as três provas internas, para Jesus é a devida homenagem ao avô, que faleceu enquanto os dois viam um jogo no Jamor. Jesus procurava esta taça e procurava fazer uma homenagem ao avô e conseguiu.

A equipa acaba em grande. Quem diria que depois do ano passado isto iria acontecer? Obrigado, campeões.

A Figura: Oblak – Seguríssimo no jogo, salvou o Benfica. Um jogo à imagem da época, onde foi rei e senhor.

O Fora de jogo: Rodrigo – O hispano-brasileiro estava em claro declínio neste fim de época e foi dos jogadores mais apagados em campo.

 

Texto redigido por André Conde, Pedro Teles e Tiago Martins