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Em tempo de festejos e com 52 mil nas bancadas para uma última saudação ao campeão nacional, o resultado do encontro de hoje seria sempre um mero registo para registo futuro. Foi a euforia típica de um campeonato mais do que desejado e merecido, sem tantas alterações no onze inicial como seria de prever. Entre alguns jogadores sem ritmo – Cardozo – e outros sem ritmo nem vontade – Djuricic – a primeira parte passou-se em velocidade cruzeiro. Entre cânticos a saudarem o regresso do campeão, ondas mexicanas e cabelos pintados de encarnado, até foi o Setúbal a criar mais perigo junto da baliza de Paulo Lopes, chamado a campo pela primeira vez no campeonato. Uma medalha para o careca, que a merece, pois claro. Com a pressão a roçar o zero e o divertimento e folia lá bem em cima, o Benfica deixava-se levar no espírito da coisa. Passes mal feitos, ritmo baixo e o nulo ao intervalo não era mais do que a perfeita representação do cumprir de calendário que por ali ia andando.

No regresso para o segundo tempo da festa, e porque havia que cumprir os mínimos olímpicos, a troca de Djuricic (que desilusão, a época do sérvio…) por Lima trouxe alguma vivacidade e energia ao ataque. O Benfica começou a pressionar mais alto e colocou-se em vantagem no marcador aos 57 minutos. Primeiro golo de um português no campeonato, após uma interessante combinação entre André Gomes e Lima, com o primeiro a finalizar diante de Kieszek. Enquanto nas bancadas se festejava e o sol dava bonita cor ao cair do pano, a equipa visitante continuou na procura de um golo que pudesse manchar a alegria encarnada. Numa grande penalidade indiscutível cometida por Maxi Pereira, Rafael Martins restabeleceu a igualdade e eis o primeiro golo sofrido em casa na segunda volta para o campeonato.

Com a partida a arrastar-se até final, Enzo Pérez, que foi a jogo para os últimos 25 minutos, teve nos pés a possibilidade de fazer o 2-1 mas desperdiçou clamorosamente. Cardozo não fez melhor, Lima tão pouco e assim o Benfica fechou a festa com uma exibição de fraca qualidade, não condizente com a bonita festa, mas aceitável dado o contexto em que o encontro se jogou. Nos próximos 15 dias, o Benfica tem possibilidade de levantar três troféus e assim marcar uma época inesquecível no futebol português. Avassalador, justo e bem jogado. Assim foi o campeonato 2013/14 do campeão nacional.

Um escusado empate que não ofuscou uma enorme festa Fonte: Facebook oficial do Sport Lisboa e Benfica
Um escusado empate que não ofuscou uma enorme festa
Fonte: Facebook oficial do Sport Lisboa e Benfica

A Figura
André Gomes – Entre a pouca velocidade e o clima de festa, o português aproveitou para se estrear a marcar e deixar mais alguns pormenores de grande qualidade.

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O Fora-de-Jogo
Djuricic – Mais uma oportunidade para o sérvio, mais uma desilusão. Djuricic é, de longe, o elemento com menor rendimento nesta época.