logo-BnR.png

ÚLTIMA HORA:

SL Benfica 1-3 Liverpool FC: Estrelas inglesas apagam brilho da Luz

A CRÓNICA: LIVERPOOL TREMEU, MAS GELOU BENFICA COM GOLO AO CAIR DO PANO

O Estádio da Luz iluminou novamente a noite de Lisboa, ao hospedar o maior jogo que o palco viu na corrente época: a primeira mão dos quartos de final da Champions League, com o SL Benfica a receber um dos favoritos a vencer a prova, o Liverpool FC.

Toda a primeira parte teve um domínio predominante dos reds de Mersyside (que atuaram de amarelo), em termos de posse de bola e de controlo territorial. Somente umas transições rápidas, deveras frequentes, mas sempre ineficazes, do SL Benfica, perturbavam a supremacia inglesa.

Os da casa não conseguiam fazer cinco passes consecutivos, devido à antecipação e ao corte de linhas de passe por parte dos defesas do Liverpool FC, que marcaria o primeiro golo com naturalidade: canto cobrado por Andrew Robertson e Konaté saltou para se estrear a marcar pela equipa.

O SL Benfica procurava Rafa, Darwin e Everton para criar perigo em transições rápidas, mas o Liverpool FC também era fortíssimo nesse aspeto, e foi assim que chegou ao segundo golo. Taarabt perdeu a bola no seu meio-campo, o que suscitou um passe sensacional de Arnold para Díaz que, já na área, ofereceu o golo de bandeja a Mané.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Vlachodimos ainda impediu por três vezes outro golo do Liverpool FC na primeira parte. Arnold fazia passes de morte, Thiago ditava o ritmo de jogo, Keita procurava movimentos de rotura e a imprevisibilidade do trio Díaz/Salah/Mané nunca foi fácil de marcar.

Em cima do intervalo, Rafa pôs os adeptos benfiquistas de pé com uma arrancada pela direita, só que a marcação de van Dijk e o remate do português com a canela evitaram o golo do SL Benfica.

Mas esse momento chegou logo no começo da segunda parte: Rafa desmarcou-se pela direita, fez o cruzamento para área, Konaté falhou imperdoavelmente o corte e Darwin rematou para o golo.

O tento galvanizou a equipa e os mais de 50 mil adeptos benfiquistas presentes. O jogo, sem sombra de dúvidas, deixara de estar controlado pelo Liverpool FC.

As transições ofensivas do SL Benfica eram um perigo para a baliza de Alisson, mas com o passar dos minutos, os encarnados ficaram mais retraídos no seu meio-campo, com as substituições realizadas por Jurgen Klopp (entradas de Jota, Firmino e Henderson, rendendo Salah, Mané e Thiago) a terem o efeito pretendido pelo técnico alemão.

A dez minutos do fim, o Liverpool FC avançou para uma insistência final, causando vários problemas à defesa do SL Benfica e atingindo, eventualmente, o objetivo desejado: o 1-3. Keita acelerou, isolado, pelo meio do campo, desmarcou, com um grande passe, Luis Díaz, tendo o colombiano ultrapassado Vlachodimos e rematado para a baliza deserta.

Já no período dos descontos, a defesa do SL Benfica adormeceu, Jota isolou-se perante Vlachodimos, tendo o grego negado o golo ao português.

Na segunda mão, o SL Benfica visitará Anfield Road, com a complicada tarefa de recuperar de uma desvantagem de dois golos.

A FIGURA

Naby Keita (Liverpool FC): Um poço de força no meio-campo dos visitantes. Fez a equipa ter um jogo mais perigoso através de bons passes, movimentações perigosas e uma velocidade difícil de controlar. Coroou a sua ótima exibição com uma assistência importantíssima, já no final do encontro.

O FORA DE JOGO

Adel Taarabt (SL Benfica): Jogo desastrado do médio marroquino. Não conseguiu ligar o meio-campo com o setor atacante (que era a sua função), teve pouca influência positiva, e o segundo golo do Liverpool FC nasceu de uma perda de bola sua. A atuar assim, não continuará como titular.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Para defender o forte pendor ofensivo do adversário, o SL Benfica alinhou em 4-5-1, com Darwin na frente, e Rafa e Everton a ajudarem defensivamente os laterais (Gilberto e Grimaldo), mas sempre preparados para arrancarem para o contra-ataque.

Quando a equipa tinha bola e espaço, saía a jogar em 4-1-4-1, com Weigl na ligação entre setores. Gonçalo Ramos e Taarabt atuavam como médios mais avançados, tentando proporcionar as acelerações de Darwin, Rafa e Everton.

Por diversas vezes, quando Konaté marcava individualmente Everton, Darwin ou Gonçalo Ramos procuravam aproveitar o espaço nas costas do central francês para se desmarcarem.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (7)

Gilberto (6)

Otamendi (5)

Vertonghen (5)

Grimaldo (6)

Taarabt (5)

Weigl (6)

Rafa (6)

Everton (7)

Gonçalo Ramos (6)

Darwin Núñez (7)

SUBS UTILIZADOS

Meite (5)

Yaremchuk (6)

João Mário (5)

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Muitas vezes instalado no meio-campo adversário, os reds alinharam no seu habitual 4-3-3, com Mané a atuar como avançado-centro, Salah aberto no flanco direito e Díaz no esquerdo. Fabinho era o médio mais recuado, com Keita e Thiago a juntarem-se à linha ofensiva, procurando movimentos de rotura.

A defender, o Liverpool FC não desvirtuava a sua formação tática. Aplicava uma pressão intensa sobre o portador da bola e tentava antecipar linhas de passe. Quando Konaté procurava marcar Everton, Fabinho descaía para a posição de central.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (6)

Alexander-Arnold (7)

Konaté (6)

Virgil van Dijk (7)

Robertson (7)

Fabinho (6)

Keita (8)

Thiago Alcântara (7)

Mohamed Salah (5)

Sadio Mané (7)

Luis Díaz (7)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Jota (6)

Roberto Firmino (6)

Henderson (6)

Joe Gomez (-)

James Milner (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Bola na Rede: Nesta partida, SL o Benfica foi forte nas transições, cirando diversas situações de perigo e marcando através de um contra-ataque rápido, mas, na antevisão para esta partida, dissera que a sua equipa tinha de ter “grande segurança no processo defensivo”. Com três golos sofridos, crê que este é o principal aspeto que a sua equipa tem de melhorar tendo em vista a passagem às meias finais da Champions League?

Nélson Veríssimo: Quando sofremos golos, temos sempre que melhorar e, às vezes, quando não sofremos, a mesma coisa. Sofremos um golo de bola parada e sofremos dois golos de transição. É um dos momentos que o Liverpool FC aproveita bem, não tivemos o equilíbrio defensivo mais adequado para essa transição. Podíamos ter feito, daquilo que me recordo em termos de análise ao jogo, no terceiro golo, podíamos ter feito a falta para parar essa transição, mas as coisas acontecem rápido e os jogadores até tentam fazer e, por vezes, não conseguem.

Mas, acima de tudo eu acho que nós, relativamente a este jogo, temos que perceber aquilo que tem sido o percurso desta equipa desde a primeira eliminatória com o FK Spartak Moscovo, com o percurso que tem vindo a fazer, o SL Benfica está nos quartos de final da Liga dos Campeões. Eliminámos o AFC Ajax, estamos a jogar com o Liverpool FC, obviamente que a eliminatória não está fechada, é mais difícil, mas acreditamos que ainda podemos causar algum dano àquilo que vai ser o jogo que vamos ter com o Liverpool FC.

 

Liverpool FC

Bola na Rede: Durante o jogo, vimos Konaté marcar individualmente Everton; a sua equipa viu os potenciais contra-ataques do SL Benfica como a sua maior ameaça e procurou evitar isso cortando linhas de passe e marcando individualmente os seus jogadores mais rápidos, tais como Darwin, Rafa e Everton?

Jurgen Klopp: Terei de voltar a ver o jogo. Se o fizemos, certifico-me de que não volta a acontecer, porque jogamos contra a bola e não contra o Everton ou Darwin. Não fazia parte do nosso plano de jogo, de modo algum, mas tenho de ver o jogo, vou ver o jogo de novo de qualquer maneira e se fizemos marcação individual, não é o plano.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Desde pequeno que o desporto faz parte da sua vida. Adora as táticas envolvidas no futebol europeu e americano e também é apaixonado por wrestling.

Desde pequeno que o desporto faz parte da sua vida. Adora as táticas envolvidas no futebol europeu e americano e também é apaixonado por wrestling.

[my_elementor_post_nav_output]

FC PORTO vs CD TONDELA