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Se por um lado foi com grande contentamento que a notícia de que o clássico do fim-de-semana passado seria disputado pelas 16h00 foi recebida, é também, por outro, certo que se não for numa jornada europeia, os jogos da Taça da Liga a meio da semana pouco entusiasmam. Sendo a competição nacional menos valorizada, sirva ao menos a Taça da Liga para dar minutos a quem durante toda a época luta por um lugar no onze inicial. Foi o que aconteceu hoje na Luz: nem um titular da partida contra o Leixões ouviu o apito inicial de Artur Soares Dias no Domingo.

A história do jogo é curta. Embora o Benfica não tenha entrado com as armas com que costuma atacar os jogos soube, num terreno que não era propriamente o ideal, circular a bola com qualidade, gerir os objectivos e anular um Leixões que, embora não tenha dado grandes dores de cabeça, veio à Luz com vontade e ambição. O sentido de oportunidade de Djuricic dentro da área, na sequência da marcação de uma bola parada e uma excelente movimentação para dentro da área – e consequente finalização – de Ivan Cavaleiro ditaram um resultado justo e incontestável da partida. Ao minuto 30 um lance de infelicidade de Artur não teve um pior desfecho por falta de engenho de Mailó, que desaproveitou uma má investida do guarda-redes encarnado à bola. Foi um regresso de Artur à baliza ainda com pouca confiança, mas sem erros crassos à excepção do já enunciado.

No dia em que foi oficializada a venda de Matic ao clube de onde veio quando chegou ao Benfica, não deixa de ser curioso a quantidade de “segundas-opções” a jogarem hoje frente ao Leixões. Isto porque as soluções para as eventuais saídas seriam sempre compensadas internamente. De resto, foi apenas a confirmação de algo em que já acreditava: o Benfica tem um bom banco e tem soluções. Naturalmente que têm que ser considerados os minutos de competição e os índices de confiança, mas a equipa encarnada tem, no seu cômputo geral, um bom plantel. Falando em concreto do lugar que Matic deixa, Ruben Amorim será, a meu ver, quem melhor poderá ocupar esse cargo. Por estar no Benfica há mais tempo e por ter características que o tornam mais completo que Fejsa neste momento e naquilo que é o sistema de Jesus. Seja como for, Matic desempenhava um papel importantíssimo no actual modelo do Benfica e se há coisa que o meio-campo vai dar a Jesus agora é aquilo que Rúben Amorim disse que ia dar ao “mister”: dores de cabeça.

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