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Benfica 3-2 Moreirense: Seja bem-vindo, Jonas Pistolas

André Conde · 3 min

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Parece que é sina; o benfiquista nasceu para sofrer. Na Luz, mais uma vitória sofrida, mais um suspiro de alívio por parte de Rui Vitória. Mas ainda há tanto para fazer. A primeira parte trouxe ao de cima aquilo que tem sido o Benfica nestes primeiros jogos. Ideia de jogo, zero; os jogadores parecem perdidos dentro de campo, sem saber o que fazer. Os primeiros 45 minutos resumem-se a cruzamentos e mais cruzamentos  para a área do Moreirense, sem efeitos práticos. Do outro lado, os homens de Moreira de Cónegos foram mais eficazes. Rafael Martins gelou a Luz e o Benfica foi a perder para o intervalo, com a Luz a assobiar. A exibição do Benfica fazia desesperar o mais calmo dos adeptos benfiquistas. Mitroglou ainda não está entrosado e parece um corpo estranho ao lado de Jonas e Pizzi está irreconhecível. O português estar em campo ou não estar é a mesma coisa e Rui Vitória percebeu isso ao intervalo.

Boa entrada de Jiminez em campo
Boa entrada de Jimenez em campo
Fonte: Facebook do Benfica

Entrou Talisca para o lugar do Pizzi e Gonçalo Guedes para o lugar de Victor Andrade (hoje não esteve tão bem como contra o Estoril) e o Benfica deixou-se de cruzamentos. Soube circular a bola, soube criar mais jogadas de perigo, mas a bola insistia em não entrar. Até que Rui Vitória decidiu fazer a substituição que pode ser considerada o momento do jogo. Tirou Eliseu para meter Jimenez e Gaitan passou a fazer o corredor esquerdo todo, e o Benfica jogando com 3 avançados. Este “all-in” de Rui Vitória tem sido alvo de muitas críticas por muitas vezes só acrescentar algo em número e não em qualidade ao jogo do Benfica. Mas desta vez voltou a dar certo. Ainda Jimenez estava a sentir o relvado da Luz e já via a bola a vir para a sua cabeça, pronto para dar o empate. O mexicano não podia pedir melhor entrada no jogo. A Luz rejubilava e carregava no apoio à reviravolta. Ainda as gargantas recuperavam a voz, ainda os adeptos se sentavam depois do festejo, já Samaris rematava para o fundo das redes e voltava a fazer explodir a Luz. Uma reviravolta feita pela crença e paixão dos jogadores. Por vezes, se não vai com a cabeça, tem de ir com o coração. Parecia que o pior já tinha passado; o Benfica já vencia e parecia que o jogo estava controlado. Mas um erro de arbitragem serviu de balde de água fria no estádio da Luz. Ramon Cardozo, aos 84 minutos, empatou a partida num lance onde o jogador está claramente em fora-de-jogo, sem deixar dúvidas. Apesar de não ter realizado a melhor exibição, o Benfica não merecia um fim assim. Com as coisas complicadas, era preciso um golpe de génio para dar os 3 pontos, aquele jogador com faro de golo que tira da cartola aquele remate que só acaba lá dentro. Vocês já sabem de quem é que eu estou a falar. Esse mesmo, o mago Jonas apareceu na altura certa e no local certo para dar o 3-2 ao Benfica. O rei Jonas voltava a ser decisivo, tal e qual como na época passada.

No final fica uma vitória da raça mas muito parecida com a do Estoril. Uma primeira parte nula, sem ideia de jogo e com os jogadores sem saberem atacar, uma segunda parte onde as mexidas foram decisivas e no final uma certeza: uma vitória que não pode iludir os adeptos e treinador; este Benfica ainda tem muito trabalho para fazer. Uma sugestão: Jimenez não deveria jogar ao lado de Jonas em vez de Mitroglou? Parece-me que o mexicano tem características que se adequam melhor a Jonas.

A figura:

Jonas – No ano passado, em cinco rescaldos que devo ter feito do Benfica, em quatro devo ter metido Jonas como figura. Hoje não volta a ser diferente. O avançado voltou a ser decisivo e voltou a encantar as bancadas da Luz. Que génio é Jonas!

O fora-de-jogo:

Pizzi – O médio português parece outro jogador. Depois de uma época positiva, Pizzi atravessa o pior momento de forma. Não acrescenta nada ao jogo, parece que o Benfica joga com menos um. Que se passará com Pizzi?

Foto de capa: Facebook do Benfica

André Conde

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