cabeçalho benfica

Mas que boa maneira de o Benfica terminar o campeonato: goleada por 4-1 na Luz perante o Marítimo, adversário da final da Taça da Liga (que se disputará dia 28 deste mês). Foi, de facto, e conforme o título indica, uma verdadeira festa – cânticos, ondas e vénias a Jonas.

Houve momentos, no entanto, em que esteve perto de deixar de o ser: o golo (mal) anulado a Jonas virou todo um estádio contra a equipa de arbitragem, que efectivamente acabou por afastar o brasileiro do prémio de Melhor Marcador da Liga, algo igualmente querido pelo jogador, equipa e adeptos. Os encarnados tudo fizeram para que esse galardão lhe fosse entregue, mas acabou por não chegar.

É impossível nesta altura não colocar o foco no ex-jogador do Valência. É, juntamente com Talisca, uma das figuras desta época benfiquista. A única queixa que a este se pode fazer é o facto de ter chegado tarde – que falta fez na Liga dos Campeões! De todas as vezes que jogou de águia ao peito encantou. Parece incrível que um jogador com 0 euros à cabeça tivesse tantos golos nos pés. A segunda metade da época não teria sido a mesma sem Jonas.

Jonas (na foto) foi a grande figura do Benfica de 2014/2015. Fonte: Facebook Oficial Sport Lisboa e Benfica
Jonas (na foto) por pouco não conquistou o prémio de Melhor Marcador.
Fonte: Facebook Oficial Sport Lisboa e Benfica

A primeira não teria sido a mesma sem Talisca. Lembram-se do hat-trick ao Setúbal? Do bis ao Estoril? Ao olhar para o Talisca de agora parece difícil imaginar que o ex-jogador do Bahia tivesse feito algo remotamente parecido. No entanto, o brasileiro foi um verdadeiro abono de família para os encarnados no começo da época. A sua forma foi decrescendo, provavelmente devido à falta de descanso. Mas, tendo em conta que passou a maioria da segunda metade da época no banco, essa é uma desculpa que começou a parecer mais e mais forçada nestes instantes finais da época.

Anúncio Publicitário

Passando do individual para o colectivo: o Benfica de 2014/2015 foi, talvez, o mais calculista da era Jorge Jesus. A maioria das exibições não encheu o olho dos adeptos, pelo menos não da forma que em anos anteriores fez. Se nas épocas passadas o Benfica teve rasgos de “joga-bonito”, nesta mostrou que também se podem ganhar campeonatos vestido de fato de macaco, sendo o melhor exemplo disso a vitória por 2-0 contra o Porto, no Estádio do Dragão. Olhando para trás percebe-se que não poderia existir estratégia melhor para uma equipa que tanto sofreu este ano nos mercados de transferências.

Em tarde de gala, o Benfica despiu o fato de macaco e vestiu o seu “tuxedo” para um jogo onde se fez jus ao hino encarnado: foram papoilas saltitantes. Resta à nação benfiquista esperar que este espírito perdure até à final da Taça da Liga e, porque não, até à próxima época.

 Foto de Capa: Facebook Oficial S.L. Benfica