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coraçãoencarnado

A noite de Sábado teve cerca de vinte e dois mil espectadores no Estádio da Luz. Depressa o seu sorriso apareceu, alastrando uma onda benfiquista carregada de felicidade. A equipa de encarnado começava com o guardião Júlio na baliza (para mim, isso já chega para assegurar uma noite tranquila); a seguir vieram as oportunidades a Benito, André Almeida, Cristante, Derley e o já tão famoso e esperado Jonas. De resto, tudo igual.

O jogo começou com um Benfica fortíssimo na recuperação de bola, com vontade de cilindrar tudo o que aparecesse à frente. Foi assim que, ao terceiro minuto da primeira parte, Jonas inaugurou o marcador: de referir que foi um remate de génio, na linha daquilo que o brasileiro nos tem habituado. Mas não ficámos por aqui. Ao contrário do que tem sido habitual, o Benfica não parou depois do golo, nada disso. O meio-campo continuou a carburar e o segundo golo não demorou muito a aparecer – passe mágico de Derley para a abertura de Gaitán, que por sua vez ofereceu o esférico a Jonas, que num gesto magistral fez o segundo (os meus olhos sorriem sempre que o mágico acaricia a bola). Estávamos nos primeiros dez minutos da partida e o Benfica já liderava por 2-0. A partir do segundo golo, o Benfica foi capaz de abrandar o ritmo e o Moreirense aparentava uma melhor organização, algo que não foi suficiente para travar o terceiro golo da noite, o primeiro de Salvio (minuto vinte e dois). Nesta altura o Benfica respirava confiança, mostrando um meio-campo sólido e eficaz, com noites inspiradas de Cristante e Enzo. E eis que chegou um livre para João Pedro, do lado esquerdo do ataque do Moreirense. Livre bem batido com Cardozo (até me dá saudade só de dizer este nome) a cabecear para dentro das redes. Passava o minuto vinte seis e o Moreirense ganhava alguma esperança. O resto da história da primeira-parte desenrolou-se com um Benfica controlador, não dando espaço aos homens de Moreira de Cónegos. Este controlo foi sediado no meio-campo com um Cristante recheado de confiança e saber, pautando os ritmos de jogo: que sejas bem-vindo Maestro e que essa batuta não te caia das mãos!

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Salvio e Jonas, os homens da noite Fonte: Facebook Oficial do Sport Lisboa e Benfica
Salvio e Jonas, os homens da noite
Fonte: Facebook Oficial do Sport Lisboa e Benfica

A segunda parte veio com a saída de Nico Gaitán e a entrada de Ola John, assegurando o descanso do argentino para a importante noite de Quarta-feira na Rússia. O Sport Lisboa e Benfica entrou na partida com a mesma força e determinação, chegando ao golo ao minuto cinquenta e sete por intermédio de Salvio (nota artística com, mais uma vez, um passe mágico de Derley a culminar com um trabalho perfeito de Toto). A partir deste golo a equipa encarnada foi capaz de baixar o ritmo do jogo, descansando as pernas e a cabeça para o desafio da Liga dos Campeões que aí vem. Jesus deu-se ao luxo de tirar Enzo e Salvio, repousando o trio encantador de argentinos. Os minutos foram passando e o árbitro acabou por confirmar a passagem do Benfica aos oitavos-de-final desta tão bonita competição.

Como apontamentos finais, gostaria de realçar as boa exibições de Cristante e de Derley, provando que são alternativas válidas. Mais uma noite arrebatadora de Jonas, deixando a mágoa de não nos poder ajudar na Rússia bem presente. Uma noite inspirada de Salvio, já estávamos a precisar, campeão! Mais uma exibição segura de Júlio César e de Luisão (ai, capitão, tu não falhas nunca…). Em relação às notas negativas, as exibições de André Almeida, Jardel e Benito, algo aquém das expectativas. O central brasileiro teve muito trabalho com Ramón Cardozo, que acabou por ser dos melhores do Moreirense, lutando por cada bola como se fosse a última.

A Figura: 

Jonas, Jonas e Jonas: o homem não pára de marcar golos (7 golos em 6 jogos) e de me encantar a alma. Esteve presente em quase todos os lances ofensivos dos encarnados, vindo atrás oferecer linhas de passe, segurando a bola de costas para a baliza, oferecendo mobilidade ao ataque benfiquista e, por fim, finalizando quando necessário (e que finalizações!)

O Fora de Jogo: 

André Almeida: Poderia ter escolhido outro homem como a exibição menos conseguida, mas parece-me que o André tinha a experiência e a confiança para fazer muito melhor ontem (algo que Bentio não tinha, por exemplo). Atacou pouco e não ofereceu muitas soluções ao corredor direito. Acabou por também cometer alguns erros desnecessários.

Foto de Capa: Flickr (Crystian Cruz )

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