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Sublime. Magnifico. Estes são dois dos vários adjetivos que se podem juntar à vitória do Benfica hoje na Luz frente à Académica de Coimbra. Uma exibição de mão cheia com cinco golos, classe e muita, muita qualidade de jogo. A história da partida conta-se em poucas, mas bonitas palavras. O Benfica dominou, avassalou do princípio ao fim e não deu a mínima hipótese ao adversário de discutir o jogo. A Luz agradeceu e aplaudiu de pé.

À passagem do primeiro quarto de hora já Jardel e Jonas tinham colocado o Benfica na frente do marcador, com dois cabeceamentos certeiros. Por esta altura, já a muralha defensiva da Académica estava derrubada  e era toureada pela magia de Gaitán e companhia. Desde túneis a calcanhares, dava para tudo no teatro de Luz, numa primeira parte de luxo das águias. Tudo isto ainda antes de Lima, numa grande penalidade bem assinalada, fazer o 3-0, resultado com que acabaram os primeiros quarenta e cinco minutos.

Chegou o segundo o tempo com a Luz em êxtase e  o mesmo cenário montado no relvado. Os encarnados voltaram relaxados, mas motivados e prontos para uma segunda parte ao nível da primeiro. Os estudantes, sem chama, só queriam que o jogo acabasse o mais rápido possível, tal a desorientação com que estavam em campo. A velocidade e dinâmica das águias mantiveram-se intactas e o quarto golo surgiu, quando tudo o fazia prever. Jonas marcou o vigésimo terceiro golo da época, após a segunda assistência de André Almeida – a única novidade no onze dos encarnados. Depois mais do mesmo. Entendimentos perfeitos entre laterais e extremos, posse de bola rápida e eficaz, oportunidades de golo de cinco e minutos, a favor do Benfica, a única equipa em campo.

Jonas já leva 24 golos de águia ao peito Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Jonas já leva 24 golos de águia ao peito
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Até final, nota (e que nota!) para momentos emotivos no relvado da Luz : Rafael Lopes, avançado da briosa, marcou o 4-1, quebrou um jejum de vários meses sem marcar e festejou com lágrimas; Jonathan Rodriguez, avançado uruguaio que já se tinha estreado pela equipa B do Benfica, estreou-se pela formação principal para gaudio do público encarnado; Fejsa regressou à competição depois de longos meses de ausência a até marcou um excelente golo, o quinto das águias, estabelecendo o resultado final : 5-1.

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Em mais um jogo que vale como uma final, o Benfica voltou a mostrar a pujança da águia, guiado por uma incrível onda vermelha – 50 mil nas bancadas. Mesmo frente a uma Académica ultra defensiva, os encarnados provaram que, em casa, praticam o melhor futebol em Portugal.

A Figura:
Jonas
– Começa a ser incrível o que este senhor está a fazer na sua primeira temporada da águia ao peito. Faz o que lhe pedem: golos e classe. Tem um perfume de luxo e mais de duas dezenas de golos na época.

O Fora-de-jogo:
José Viterbo – Chegou à Luz com estatuto de grande depois de nove jogos sem perder, mas montou uma estratégia de clube muito pequeno. O autocarro cedo avariou e por isso talvez se explique o porquê de a Académica não ter vindo jogar à Luz esta tarde.

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