A International Premier League destaca-se no Velho Continente pelo formato inovador, estilo Champions, e pela repercussão que uma competição organizada pela liga mais marketingzada do planeta naturalmente oferece. As 12 melhores equipas sub-23 de Inglaterra (ou seja, as que compõem a Premier League 2) recebem nos seus terrenos as 12 melhores academias da Europa, que surgem por convite. É uma prova oficial, apesar de não estar ao abrigo uefeiro: é o mais próximo que existe duma Champions League no escalão etário em questão, um intermediário entre a Youth League e a competição original. O SL Benfica, sendo presença habitual no certame, resiste em confirmar o prestígio que o Seixal vai construindo na Europa, com prestações muito aquém e a impressão de um certo desinteresse dos responsáveis encarnados. Este ano, porém, a situação encaminha-se com outra seriedade, demonstrado com o primeiro lugar na fase de grupos e ao deixar para trás a rapaziada do Hertha BSC, do Blackburn Rovers FC e do Newcastle United FC.

É com toda a naturalidade que os comandados de Renato Paiva confirmam as previsões de superioridade contra os adversários em questão. Depois da vitória inicial por 2-1 sobre os alemães e do empate seguinte (1-1) com os Magpies, nova vitória por 2-1 sobre os Rovers (com Daniel dos Anjos a tornar-se herói numa reviravolta épica ao cair do pano) confirma o lugar cimeiro da classificação e a porta aberta para os quartos-de-final, sendo a primeira equipa a lá chegar.

Pedro Henrique persegue o marcador directo, num duelo difícil para toda a equipa
Fonte: SL Benfica

Torna-se então motivo de reflexão a demora na aposta séria na competição. Desde 2014-15 que o Benfica se tem passeado por Inglaterra sem grande destaque, cabendo ao FC Porto a manutenção da honra portuguesa com duas vitórias finais. Na primeira época, um decepcionante terceiro lugar nos grupos contra as qualidades de Manchester City FC, Leicester City FC e Schalke 04. Em 2015-16, a chegada ao quartos-de-final depois de um grupo com Chelsea FC e Liverpool FC, para a seguir existir o tropeção contra o… FC Porto (0-1). No ano seguinte, um dos piores segundos classificados num aglomerado com Sunderland AFC, PSV Eindhoven e Derby County FC. Na última grande olvidável época para o universo benfiquista, 2017-18, houve terceiro lugar contra Villarreal CF, Tottenham Hotspur FC e West Ham FC e, no ano passado, o último lugar confirmou-se apesar de – caricatamente – coincidir com uma vitória sobre o… Bayern de Munique, futuro vencedor da competição.

É portanto uma das maiores missões a curto prazo para a formação encarnada e para o próprio Benfica Futebol Campus, além da teimosa Youth League, que vai resistindo ao Museu Cosme Damião. Renato Paiva terá com toda a certeza ambições internacionais, num mercado demasiado mediático para o SL Benfica ignorar. Toda a equipa técnica mostra querer-se afirmar de forma sério nesse contexto e tudo têm feito esta temporada para respeitar os pergaminhos do clube, existindo a qualidade no plantel por eles dirigidos para dar azo a vitórias que confirmem, finalmente, o troféu.

Foto de capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

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