As saudades que Lisboa sentia | SL Benfica

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Benfica

Dividida em duas cores, a capital vai voltar a sentir aquilo que sentiu há 48 anos. Tal como em 1975, o Sport Lisboa e Benfica desloca-se a casa do seu rival com a hipótese de lá conquistar o título de campeão, que já lhe foge desde 2019.

Há 48 anos, a 4 de Maio de 1975, num jogo a contar para a vigésima nona jornada do campeonato, também ela a penúltima do mesmo, lendas como Eusébio, Toni, Humberto Coelho, Bento, Nené, Shéu, e o autor do golo Diamantino Costa, colocaram o seu nome na história ao terem conquistado pela primeira e única vez o título de campeões nacionais na casa do vizinho Sporting CP.

Agora, tal como em 1975, um empate pode bastar para consagrar o Benfica campeão caso o rival FC Porto empate também na deslocação à vila de Famalicão. Se por acaso os azuis e brancos perderem, as águias já entram em Alvalade campeãs, mas, em caso contrário, só uma vitória assegura os três pontos necessários para a confirmação daquilo que há tanto se espera.

Em pleno 2023, a história pode repetir-se mas desta forma com um pouco mais de euforia, já que na última e única vez que o título benfiquista foi conquistado no outro lado da cidade, os jogadores das águias foram jantar fora como forma de celebração, pois, tal como os mesmos contam, já era tão recorrente ganharem que o hábito se sobrepôs à festa.

SL Benfica jogadores Rafa Silva David Neres
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No domingo, caso o Benfica tenha motivos para festejar, com certeza que um jantar fora não vai satisfazer as necessidades daqueles que há quatro anos esperam por este momento. Por volta das 20:30 a cidade vai parar. Nas suas ruas, só aqueles que não sabem o que pode acontecer por elas vão andar. Nas estradas, só o desespero daqueles que ainda sonham em lá chegar a horas vai persistir.

Já os bares e cafés, esses que se preparem, porque a lotação dos mesmos vai fazer com que cada um deles se assemelhe ao estádio onde os que os ocupam não conseguiram entrar. Depois disso, só o destino ditará onde as almas passarão o resto da noite, se em casa abatidos a pensar naquilo que se passou, ou na rua a festejar aquilo que acabou de acontecer.

Lisboa sentia saudades deste ambiente e os adeptos também. A festa do futebol transcende as quatro linhas e os festejos hão de se fazer, seja de que lado for, seja por que motivo for.

Guilherme Terras Marques
Guilherme Terras Marques
Orgulhoso estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vê no futebol e na sua cultura uma paixão. É apenas mais um jovem ambicioso que sonha fazer do jornalismo desportivo a sua vida. Escreve com o novo acordo ortográfico

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