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Hoje escrever-se-ia sempre uma das páginas mais bonitas da história do futebol de formação em Portugal. Aos títulos de selecções (dois Mundiais de sub20 e um europeu de sub17 conquistado o ano passado), esperava-se juntar-se um de clubes. Não aconteceu. O Benfica não se sagrou campeão europeu de sub19, mas a presença de um clube português na final da Liga dos Campeões dos miúdos é um atestado de competência a quem forma homens e jogadores no nosso país.

O início de jogo, como seria de esperar, foi banhado a nervosismo de parte a parte. A pressão da iminência da história criava borboletas na barriga e dores no peito a miúdos a aprender a lidar com estas situações.

Neste contexto, as oportunidades de golo escassearam nos primeiros instantes, sendo preciso esperar até ao minuto 26 pela primeira verdadeira ocasião de golo. Diogo Gonçalves, sobre a esquerda da àrea do Salzburgo, servido por João Filipe, atirou à trave da baliza austríaca. Estava desembaraçado o nervosismo e perdida a vergonha. A carreira de tiro abriu, e o Benfica, na segunda ocasião que teve, marcou. João Filipe (outra vez) cobrou livre sobre a direita e encontrou a cabeçada certeira de José Gomes. Estava inaugurado o marcador aos 29 minutos.

Presença encarnada na final da competição deixou o país futebolístico orgulhoso Fonte: UEFA.com
Presença encarnada na final da competição deixou o país futebolístico orgulhoso
Fonte: UEFA.com

Até final da primeira parte, o Benfica tratou de gerir o jogo, circulando de forma mais lenta e certeira. Adaptou-se às circunstâncias, como equipa grande que já é, mesmo com o obstáculo da pressão alta do Salzburgo. Não se livrou, porém de sustos, como o remate de Berisha, na pequena àrea, que saiu por cima da baliza defendida por Fábio Duarte. Fora isso, o jogo era dos encarnados. Uma sensação de controlo que levaram para os balneários.

Um controlo que se manteve na segunda parte. Tanto emocional, como no resultado. Pena só ter durado 25 minutos, altura em que os austríacos, já com Patson  em campo, chegaram ao empate, pela recém entrada arma secreta.

O Benfica caiu muito, e adivinhava-se uma reviravolta que se viria a confirmar 5 minutos depois do golo da igualdade. Num lance gizado por Wolf e concretizado por Schmidt, o Salzburgo deu a cambalhota no marcador e passou para a frente da decisão da final da UEFA Youth League.

Os encarnados, demasiado combalidos emocionalmente, demoraram a reagir, esboçaram dois remates de inconformismo (por Vinicius) que fizeram renascer a esperança, mas já era tarde demais para ressuscitar um sonho morto em 5 minutos.

Foto de Capa: UEFA

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